Devemos ter sempre a noção muito clara que a democracia é um bem precioso mas extremamente frágil. E há quem se aproveite dela, a todo o momento, para a exterminar. O populismo, a demagogia, os nacionalismos, a xenofobia, o radicalismo identitário são instrumentos políticos de que se usa e abusa – à esquerda e à direita – para estrangular a democracia. Não devemos perder de vista as lições da história. Em 1900, na chegada ao século XX, muitos pensadores e um número incontável de políticos embriagados de “optimismo” e “modernidade” vaticinaram um mundo de imparável progresso. Ninguém imaginava então que esse seria o século dos maiores morticínios registados desde sempre e das mais tenebrosas ditaduras. Ninguém supunha que nesse mesmo século então emergente seria inventada a mais terrível das palavras: totalitarismo.
Nada mais ilusório do que o optimismo histórico, nada mais enganador do que a noção de que existe necessariamente um “final feliz” e redentor na sucessão dos ciclos históricos.
Penso rápido (45)
Pedro Correia,

“nada mais enganador do que a noção de que existe necessariamente um “final feliz” e redentor na sucessão dos ciclos histórico” Amen to that.
Um bom fim de Agosto para o Delito, todos os escritores, colaboradores e comentadores.
O Sapo resolveu que não me grama… Fazer o quê ? :):):)
Obrigado pelos seus votos, que retribuo desde já, Dulce.
É por isso que eu vou deixar o PE e candidatar-me à AR ou à PR para resolver esses gravíssimos problemas.
Com tanta correria receio que fique ainda mais magrinho.