A língua em constante evolução


Pedro Correia,

Ouço a todo o momento à minha volta o verbo “desamigar”. Sinto-me marginalizado: até hoje ainda ninguém me “desamigou”.

20 comentários em “A língua em constante evolução”

  1. Caríssimo,

    Há pessoas que estão bem acima disso e V. Exa. é um desses afortunados!

    Forte abraço,

    1. Como diria a excelsa presidente da AR, segunda figura do estado a que chegámos, «o meu medo é o inconseguimento de estar num centro de decisão fundamental a que possa corresponder uma espécie de nível social frustracional derivado da crise e receio um não conseguimento ainda mais perverso: o de a Europa se sentir pouco conseguida e de não projectar para o mundo o seu ‘soft power sagrado’, a sua mística dos direitos, a sua religião civil da dignidade humana».
      Um forte abraço para si, meu caro. Não desamigado, não-frustracional.

  2. Meu caro

    Só prova que nestas coisas da amizade a sua capacidade de alavancagem é enorme, como alìas eu sou testemunha por aqui.

    A mim desamigou-me uma namorada aqui há uns 50 anos e devo confessar que, da última vez que soube dela, estive quase para lhe escrever a agradecer o gesto.

    1. Não só ninguém me “desamigou” como também ainda ninguém me “desnamorou”. Sinto-me com o passo trocado, meu caro. Necessito basicamente de um novo paradigma que permita algum empreendedorismo nesta matéria. E de uma janela de oportunidade devidamente alavancada.

      1. Mas isso é muito preocupante e bem compreendo a sua frustração: um inconseguimento total que não se via desde os tempos de … bem, adiante!

        Terá no entanto que ter cuidado pois, ao que me consta, os novos paradigmas andam com uma tendência maluca para se atirarem das janelas de oportunidade.

        1. Valha-nos o futebol para arejar ideias e simplificar as coisas, meu caro. A filosofia da cabina em razão do esqueleto técnico-táctico condizente com a substância analítica paradigmática intrínseca à diferenciação caracteriológica do onze atacante. Penso eu de que.

          1. Com essa é que me arrumou.
            Desisto por agora, a batalha está perdida mas não a guerra.
            Penso eu também de que.

            Aquele abraço

    1. Concordo Dulce. Também no meu tempo “estar amigado” não eragrande qualificativo.
      Mas as novas fórmulas devem-se aos Faces e redes análogas em que as pessoas se amigam e desamigam por dá cá aquela palha!

      1. Ouvido hoje no elevador:
        – Fulana desamigou-me. Já viste isto?
        – Fez o mesmo a mim. Porque é amiga de Beltrana e eu desamiguei-a a ela.
        – Não me importo. Ela desamigar-me até me dá ‘status’. Amei.

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