Não sei se já repararam: há uma enorme quantidade de expressões que persistimos em utilizar no nosso dia-a-dia à revelia do seu significado literal. Expressões como “fazer a barba” (“desfazer” seria a fórmula correcta), “pôr a mesa” (que está “posta” há muito tempo pelo marceneiro) ou “fazer a cama” (idem, aspas). Adoptámo-las e já não conseguimos passar sem elas. Todas as línguas – e a língua portuguesa não é excepção – têm imensos alçapões. Mas isto faz parte integrante do seu encanto. Alguns puristas não entendem isto. Pior para eles: fazem a cama onde se deitam.
Penso rápido (17)
Pedro Correia,

Puristas ou snobes? Descalcem lá esta bota … 🙂
Punobes. Ou snobistas.
Excelente postagem e excelentes pensamentos,é verdade,a gente diz tudo ao contrário,se calhar é por isso que a vida vale a pena ser vivida!! Beijinhos e excelente domingo!!
E já agora “despoletar” que se utiliza com sentido contrário do seu significado. Se se tira a espoleta a uma granada nada acontece, não explode. Despoletar uma crise deveria significar abafá-la.
Também essa, é verdade.
Quarto crescente/minguante quando está a Meio
Já minguante quando está a meio?