Entramos num restaurante, jantamos sempre com ruído: há “música de fundo” ou o som intrusivo emanado de um enorme televisor.
Andamos na rua: os ruídos multiplicam-se.
Andamos num transporte público: novamente a “música de fundo” ou um aviso sonoro ou o telemóvel estridente que toca ao nosso lado, logo seguido de uma conversa ainda mais estridente.
Entramos num elevador – e lá está ela, a música que não nos larga. E já nem falo na televisão, que berra a cada intervalo publicitário, ou de certos blogues, que nos convidam a entrar a troco de mais barulho.
Vivemos submergidos pelo ruído. Num tempo em que o silêncio se tornou um dos bens mais escassos. Não tenho a menor dúvida: muitos dos problemas contemporâneos resolviam-se com curas periódicas de silêncio. Um antigo e apetecível e ansiado silêncio.

Concordo a 1000%
Escrevi uma coisinha sobre isso há uns meses :):)
(http://acontarvindodoceu.blogspot.pt/20 14/04/soledad.html )
Hoje começa Julho com prenúncio de chuva… Bom Verão (?)
Registo a sintonia, Dulce. Com agrado. Aqui por Tavira o Verão recomenda-se.
Fico contente por si.
Eu fui vestir um CASACO e calçar umas peúgas polares… 
Caro Pedro Correia,
Encadeando no seu “penso” anterior, o silêncio é mau porque convida a pensar e reflectir. E nos dias de hoje o que vale é agir, ser “proactivo”, fazer – mesmo que seja nada e estéril. Pensar é perda de tempo e perder tempo é perder dinheiro, ergo pensar é perder dinheiro. E o défice não perdoa…
É isso, Carlos. É isso mesmo.
Que boa maneira de nos trazer à realidade dos dias, sem os “ruídos estridentes” da má prestação da nossa selecção, da guerrilha do PS, do aumento ou não dos impostos e quejandos, que minam os dias cinzentos, dum verão que também nos perece intervencionado pela troika.
Parabéns, Pedro.
Continue neste registo, porque alguém tem de nos chamar à realidade, tem que sinalizar, tem que apontar o caminho, porque já lá não vamos com as macacadas dalguns programas, onde, ate à exaustão, nos convidam a ligar para o 760, tal, tal. Comportamo-nos, ao ligar, como burro com uma cenoura à frente do nariz!
Chega!
Muito obrigado pelas suas palavras, Fernando. Funcionam como mais um incentivo.
Por isso é que a bloga é melhor que o ruído do facebook/twitter
Penso nisso muitas vezes. Todos os dias, para ser franco.
É que nem na praia! Campo, campo! 1mlI
E daí…
É que o silêncio convida à reflexão.
E se um homem se põe a pensar…
https://www.youtube.com/watch?v=Io_RidA
O ruído é fundamental para ajudar as pessoas a não pensarem na p. da vida.
Bem basta à noite, quando a gente se deita para dormir e a cabeça começa a dar voltas.
Para isso há dois remédios: comprimidos ou televisão…
Tem razão, a tendência geral é essa. Devemos combatê-la. Cada um de nós deve combatê-la.