Pensamento da Semana


odiplomata,

Uns glorificam-se, outros choram e lamentam-se e há aqueles que se posicionam, depois de um deplorável e degradante processo, onde ninguém esteve bem. Dos defensores do “status quo” estilo norte-coreano aos “challengers” que cobardemente nunca verdadeiramente o são, passando pelos intelectuais e “notáveis” que tiveram uma espécie de revelação e mudaram de agulhas, tudo foi muito mau. Os dementes chamam-lhe “golpe”, já aqueles que estão inebriados pela ilusória vitória, chamam-lhe “democracia”. A verdade é que pouco importa o lado do lamaçal, é tudo gente sem elevação e verticalidade, cidadãos pouco recomendáveis. O que se leu, o que se viu e o que se ouviu, sobretudo daquelas pessoas que se têm em conta como seres esclarecidos e sábios (e algumas com responsabilidades na sociedade), é revelador de como as nossas pseudo elites rapidamente embarcam na sua própria vaidade em direcção ao disparate. A contribuir para este espectáculo de cabaret esteve a comunicação social, com o seu jornalismo e comentário de sarjeta. Dizem que as elites acabam por ser um reflexo do povo. Mas será mesmo assim? Curiosamente, quando se convive com o cidadão comum, aquele que todos os dias apanha o comboio às oito da manhã no Cacém para entrar ao serviço, fica-se com a sensação de que uma grande maioria do povo se esteve literalmente a marimbar para uma querela intestina, estilo bizantino, entre Alvalade, as redacções e os “índios” das redes sociais. Deixa-se à reflexão…

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

13 comentários em “Pensamento da Semana”

  1. Gostei e aplaudo a reflexão.
    A propósito da avaliação que faz lembrei-me de citar isto, “Só os peixes mortos vão a favor da corrente”, e veio-me à memória de 22 Junho 2017 esta bárbara tirada:
    O presidente dos bomboeiros numa primeira abordagem á estrada da morte deu a entender que “as pessoas não utilizaram o normal senso e ao avançar nem imaginaram a armadilha em que se metiam”.
    Depois disto não há Santo Marta que me valha.
    Façam um favor, em primeiro lugar ao Sprting e depois a Bruno de Carvalho.
    Principalmente os sportinguistas desliguem da novela e deixem o homem, mesmo dando o dito por não dito, sendo que nomeadamente sobre a anunciada impugnação da assembleia é elementar que se aguarde pelos termos da respetiva fundamentação.
    Que vá somando derrotas e se for caso disso que volte a perder de novo.
    O que não se lhe pode negar é o exercício dos seus inalienáveis direitos.
    Ás vezes até parece que se de um lado chove do outro faz vento, com situações de novas e instantâneas captações de cargos de duvidosa legitimidade.
    É vê-los sentarem-se à pressa.
    Parece evidente que Bruno de Carvalho sendo um homem perturbado, tem agarrada a si muita gente que lhe tem batido a não querer deixa-lo sózinho nas acrobacias em larga rede para duvidosos exercicios, com saidas de embaraçosos saltos mortais para rasteiro tapete.

  2. Na 2ª. circular tornou-se comum o congestionamento de tráfego.
    Eu aceito a evidência: golpe democrático em andamento lento. E como é democrático, qualquer golpe é válido.
    Ainda hão-de ver quotas a fazerem parte dos estatutos redigidos pelas mãos dos cotas.
    Como sou um democrata, mas não democrático, gostaria de ver o Rei a governar. Por favor, podem alterar a constituição democrática?

  3. Pelo castigo maior dos outros suportamos melhor a nossa própria frustração. Daí a simpatia para com a tendência tirânica de Bruno.

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  4. Nunca se deve misturar sequer, mesmo só em comparações, as elites com o povo…
    Não se deve comparar sequer!
    Regra geral, o povo é que trabalha honradamente e sustenta as elites que quase sempre são gente baixa ,gente rasteira,traiçoeira, mas que usa luvas brancas…

  5. ” Dizem que as elites acabam por ser um reflexo do povo.”
    Elites?
    Só esses próprios se acham elites.
    Para que povo estes são os seus melhores?
    Só se o povo que está a falar são os energúmenos que bateram nos jogadores.

  6. Não é regra, mas muita vez acontece o povo compreender e destrinçar o que vale do que não vale a pena comentar.
    às oito da manhã no Cacém. Ora, ora. E às sete. E às seis. Pelos Cacéns de Portugal e arredores.

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