6 comentários em “A pátria em chuteiras”

  1. Bom dia Pedro Correia.
    Aqui do Chapéus a minha tristeza, o comentário.

    BOLA
    1º – Não fiquei nada satisfeito por ter a minha selecção eliminada. Tinha esperanças secretas, se calhar parvas, de chegarmos ás meias finais, e estava convencido que não passaríamos daí.
    2º – Relembro que várias vezes confessei que pouco ou nada percebo de futebol, vejo muito pouco futebol, tirando agora os 4 jogos de Portugal e os jogos finais das taças europeias.
    Isto dito, na fase de grupo e salvo naturalmente melhor opinião, tivemos garra contra a Espanha, nunca nos vergámos, tivemos ousadia, Ronaldo e outros cerraram os dentes e deram-lhe forte. Contra Irão e Marrocos foi uma boa trampa.
    3º – Hoje, vejo por aí na NET uns escritos que me dão vontade de rir. “Não é justo”, “sabemos o nosso valor”, “hoje fizemos a melhor exibição em terras russas”. SÓ PARA RIR!
    4º – Arriscaram? NÃO. Remates enquadrados com a baliza? ESCASSOS, o Ronaldo teve um bem forte à figura do guarda redes. Remates por cima e ao lado houve alguns É POUCO, e tudo de fora da área.
    5º – Viram a precisão do Cavani? De longe e para os cantos. É SÓ ISTO. É a diferença.
    6º – Temos valores individuais? Temos alguns e designadamente o Ronaldo. Mas com jogo mole sem quase nunca entrar na área ficam com o valor e a derrota. É CRÚ? É!
    Mas estou a ver mal?

    Agora imagino que António Costa já está desesperado a pensar no que aí vem. Não tem mundial, não tem a telenovela do Sporting, como vai entreter o povo mais um bocado?
    E oxalá não venha para aí algum parvalhão ressabiado com a derrota começar a pegar fogo em matas. Oxalá.
    AC

    1. Sobre o figurão Costa deixe-me dizer.
      Na ida aos Xutos pena não ter havido ninguém que em inspiração humorada e instantânea mudasse nessa parte a letra para aquela casinha do Rato ao Sol Costa.

  2. E pronto, os rapazes espalharam-se. Acontece. Acontece a todos. No caso deles e deste espalhanço, não creio que as suas contas bancárias, casas de sonho, férias exóticas, barcos, aviões e colecções de automóveis de luxo (em grau maior ou menor, entre eles; e francamente acima do que podemos conceber, no caso de um deles), tenham saído minimamente beliscadas.

    Deve ser bom poder falhar e ficar tudo, na pior hipótese, na mesma. Numa confortabilíssima mesma. Nós, os outros, quando falhamos – e nós, os outros, até podemos ser, e somos, patrioticamente nomeados voluntários para falhar, massivamente, em nome do interesse pátrio (entenda-se, o de outras vedetas também largamente intocáveis) – regra geral damos um fortíssimo tombo nas nossas vidas que, não raramente, acaba com o estado (o fisco, a segurança social; e também a banca e…) diligentemente a garantir que nem uma camisa possamos ter em nosso nome.

    De modo que agora, com os rapazes de volta logo à noite, e depois da previsível turba invasora do aeroporto, rasgando as vestes em ululante desagravo pela injustiça do tamanho do mundo vilmente derramada sobre a “nossa” selecção, e sobre o único orgulho universalmente reconhecido de ser português, agora, depois disso e nestes tempos em que a austeridade – e de forma tão exuberantemente demonstrada – acabou, talvez seja boa altura para pegar no livrinho cuja capa de reproduz acima, à direita, abri-lo na página 225 e ler o texto que lá está (com a licença do autor, pela referência que faço e que presumo e agradeço).

    É que, mutatis mutandis, está lá tudo. E mudou tão pouco…

    Costa

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *