
Foto: Mário Cruz / Lusa
Lisboa ficou irreconhecível na semana que passou. A Jornada Mundial da Juventude – «a mais bem preparada» das quatro que este Papa testemunhou ao vivo, segundo confissão do próprio Francisco – trouxe a Portugal mais de um milhão de jovens oriundos de 151 países. Organização em larga escala e com eficácia máxima da Igreja Católica: nenhuma instituição política ou sindical está hoje em condições de mobilizar nem sequer a décima parte deste número.
Só a missa no novíssimo Parque Tejo congregou cerca de milhão e meio de crentes, enfrentando as elevadas temperaturas que se fizeram sentir na capital. Cifras históricas neste tempo que alguns, enclausurados em borbulhas divorciadas dos factos, proclamam ser de indiferença total perante as religiões.
Quem milita contra este Papa batalha por uma causa perdida. Francisco é hoje, sem dúvida, a figura mais carismática a nível mundial.
Uma espécie de anti-Guterres. O inverso da ONU, inútil como nunca.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

“Quem milita contra este Papa….”, chamam-lhe de comunistóide e anti-Papa.
O que também chamam a Guterres e anti-NATO.
Um sem-nome a escrever o verbo chamar.
É caso para sorrir.
“Lisboa ficou irreconhecível na semana que passou. A Jornada Mundial da Juventude – «a mais bem preparada de todas», segundo o Papa”
A linda Lisboa sempre tão cantada ficar irreconhecível seria uma catástrofe irreparável.
A próxima JMJ será por vontade de Deus a mais bem preparada.
Ninguém como os portugueses para denegrir as iniciativas planeadas e concretizadas em Portugal.
Nunca falta gente a acotovelar-se para ficar na primeira fila.
Há um que só faltou agredir o Papa à cotovelada.
Quem? O Presidente da República? À cotovelada não, mas parecia querer arrancar as mãos ao Papa.
Há que reconhecer que a organização pôde contar, no geral, com condições metereológicas bastante favoráveis. Para comparação, veja-se o que se passou na Coreia (palco das próximas JMJ), onde esteve a decorrer o encontro mundial do escutismo: uma vaga de calor que rebentou com o planeamento, e a que se juntou o alerta pela aproximação de um tufão que obrigou à anulação da parte final do jamboree.
Repito: ninguém como os portugueses para denegrir o que corre bem, planificado e organizado em Portugal.
Geralmente quem mais critica é gente que nunca moveu um dedo para organizar fosse o que fosse ou auxiliar quem quer que seja.
Siga os conselhos do Papa e deixe lá os azedumes partidários.
Ouve alguém no lugar do Guterres que tivesse feito melhor? Intenções, palavras, … muitas … resultados … o mundo está à vista.
E quanto ao Papa digo que o que disse devia ser seguido, mas infelizmente tal como no caso do que diz Guterres vai ser esquecido e vamos continuar como antes
Nunca a ONU se mostrou tão inútil e inoperante como agora.
Qualquer Miss Mundo diria as mesmas vacuidades que Guterres proclama. Enquanto as ditaduras ganham fôlego no continente americano, sucedem-se os regimes legítimos derrubados em África, o Afeganistão mergulha nas trevas pré-medievais, o drama das populações em fuga não cessa e a Rússia de Putin continua a devastar a vizinha Ucrânia mantendo direito de veto no Conselho de (In)segurança.
Com Guterres ao leme(!) da decrépita ONU, as relações internacionais discutem-se cada vez mais no G7, na OCDE e noutros organismos. Mal empregado “palácio de vidro” em Nova Iorque: mais valia transformarem aquilo num hotel de luxo, com soberba vista para o rio.
Então está bem!
E o que sugere que a ONU faça?
Já toda a gente percebeu que a ONU nada pode fazer. O exemplo mais claro é a guerra da Ucrania que com a Russia no conselho de segurança todas as condenações estão … condenadas. As que foram possivel avançar … avançaram. O acordo dos cereais também avançou com a participação da ONU.
E o que é que o G7 e a OCDE conseguiram? A guerra da Ucrania continua, as ditaduras continuam a ganhar folego, o Afeganistão coninua a caminhar para a idade média, os regimes continuam a ser derrubados, etc
Tudo se resolvia pela força que não cabe à ONU utilizar, porque até nas missões de paz tem de se socorrer de países que obviamente não estão para aí virados.
Não me lembro no passado da ONU ter conseguido alguma solução milagrosa.
Esta ONU, em que a Rússia totalitária e a China comunista têm direito de veto, mais valia acabar.
Não serve para nada.
Boa ideia Pedro Correia, na ONU só países que escolhidos por si.
E vão entrando e saindo conforme você lhe apetecer. E depois coça a cabeça a pensar pra quê a ONU só com países porreirinhos.
Já cá faltava o putinófilo a coçar a sarna.
Reflexo condicionado: mal lê a palavra totalitário, puxa logo do míssil. De papel.
Assim já concordo consigo. Não sendo admirador do Guterrres acho que neste caso pouco pode fazer.
Putin comportou-se com ele, em Moscovo, como um senhor feudal a receber um vassalo com aquela mesa de mais de 10 metros a separá-los.
Sorte de Guterres, que assim foi poupado ao meu hálito do genocida.
A maioria das pessoas continua aberta às religiões. E o papa Francisco é uma personalidade fantástica. Não duvido que, por vontade dele, a Igreja Católica sofreria uma reforma profunda.
Quando se diz que “os jovens não se mobilizam para nada”, que “estão cada vez mais individualistas”, que ficam “fechados em casa obcecados com as redes sociais”, esta formidável mobilização de milhão e meio de jovens, números oficiais, num país de média dimensão à escala europeia como é o nosso, desmente todas essas proclamações derrotistas de quem percebe pouco ou nada do que se passa.
Muito mais do que todos os partidos juntos, muito mais do que todos os sindicatos juntos.
Atraídos só pela força da palavra, do exemplo e do carisma do Papa. E pelo apelo libertador que ele transporta para onde vai.
Um homem de quase 87 anos, uma mensagem com dois mil anos.
Nada é tão antigo, nada é tão moderno. Verdadeiramente intemporal.
Há dois mil anos as ondas para surfar (p.q. não sarfar como râguebi de rugby) eram outras.
Mas vendo bem o “mar” daquele tempo podemos arranjar analogias e para todos os gostos.
Naquele tempo o Mar era Morto.
Pedro, não é a força do Papa que os atrai, é a de Cristo, esse grande subversivo. E tambem a experiência em si, afinal são jovens normalissimos, que têm o seu grupo de amigos na Igreja, e para quem isto é um programa de férias como qualquer outro. E ainda bem que assim é. Não estou a minimizar, só a normalizar. Se a JMJ fosse um campeonato de popularidade, o primeiro lugar continuaria a ser de JPII e os inacreditáveis 4 milhões em Manila 95, na era pré low-cost.
As jornadas são sempre, sempre isto, talvez hoje mais ampliadas pelas redes sociais, mas o que vi em Lisboa não diferiu em nada do que vivi em Roma e Colønia. E ainda bem que Lisboa o viveu. O espanto talvez resulte mais do desconhecimento das JMJ – e há já muito conhecimento e experiência acumulados- e da depressão em que Portugal está do que da coisa em si.
Está na altura de mudarmos o discurso sobre a juventude também e, principalmente, de reflectirmos sobre a forma como os estamos a educar, porque o serviço, a disponibilidade, o trabalhar juntos para um objectivo, e a confiança (em si e nos outros), são o produto de uma educação, não o acaso do Espirito Santo. E, pelos vistos, uma educação que resulta.
Marta, as Filipinas têm mais de 110 milhões de habitantes. Para ser uma proporção de peregrinos equivalente à de Portugal agora, com menos cem milhões, essa primeira JMJ deveria ter acolhido cerca de 15 milhões.
A comparação deve ser feita em termos relativos, não absolutos.
De qualquer modo, concordo que o Papa é essencialmente o intérprete da mensagem fundamental, que tem dois mil anos.
Mas nem todos os Papas têm o mesmo dom para galvanizar multidões – e é também assim que se evangeliza, como aliás Cristo fez.
O Papa anterior renunciou, entre outros motivos, por não se sentir apto a envolver-se em banhos de multidão na JMJ do Rio de Janeiro.
Mas o meu texto não pretende estabelecer comparações entre Papas. Sublinho aquilo que me parece uma evidência: não há hoje um só dirigente político ou espiritual (ou do espectáculo ou das artes ou do desporto) tão carismático e mobilizador como Francisco. Ninguém anda sequer lá perto, como a JMJ de Lisboa confirmou.
Espantosamente para mim, alguns alegados católicos dizem considerar isto uma prova de debilidade e não de pujança da Igreja Católica- esquecendo que Católica já traz implícita uma vocação universal.
O que me lembro de ter lido é que uma das razões que levou à abdicação de Bento XVI logo no início de 2013 foi o não ter condições físicas para aguentar as JMJ do Rio e o ter sido fortemente desaconselhado pelos médicos a fazer a viagem de avião. Aliás, já as JMJ de Sidney tinham sido um esforço grande.
Faço parte da geração JPII, pelo que todos os Papas que vierem serão, no que ao carisma diz respeito, uma pálida amostra. E é precisamente por isso que concordo, em parte, com quem “defende” que a popularidade e os banhos de multidão são um sinal de fraqueza da instituição. Ou, pelo menos, que não se pode inferir a força da instituição da popularidade do líder. A figura do Papa deveria ser irrelevante, mas compreendo que isso, hoje, seja impossível.
Quem está ou quem adere porque se “identifica” com a figura do líder ou porque acha que o Papa diz finalmente o que quer ouvir costuma ser o primeiro a desandar quando o líder deixa de ser do seu agrado ou quando se confronta com a evidência de que é para todos, mas não vale tudo. É um bocadinho como o eleitorado móvel.
O mundo está em delírio porque acha que, finalmente, a Igreja se lhe rendeu e percebeu que estava errada. Eu não festejaria tão cedo.
Não querendo desmerecer o Papa, mas num mundo cheio de Guterres, não é difícil estar acima da média. E concordo consigo, já se fazia um hotel da sede da ONU, a vista é óptima e tem uns painéis do Portinari que deviam ser do domínio público. E quanto mais cedo, melhor.
Marta, o carisma do Papa tem a ver com o facto de ele ser fiel intérprete da mensagem de Jesus. Está há dois mil anos nos Evangelhos, não tem de inventar nada. Só tem de lembrar essa mensagem – sim, verdadeiramente revolucionária. A que pôs fim ao velho preceito judaico do “olho por olho”, a que funda uma civilização com palavras como perdão e amor.
Há linhas de continuidade óbvias, que Francisco fez questão de sublinhar. Quando diz aos jovens: «Não tenhais medo», ecoando o histórico apelo feito na década de 80 por João Paulo II – que foi seguido por multidões idênticas às actuais.
Agora visitaram Lisboa filhos e netos dessas gerações, mobilizados pelos valores de sempre.
Que valores?
Estão em Mateus, Marcos, Lucas e João.
O Papa vale não por si, mas pelo essencial dessa mensagem – mais antiga do que esta velha nação em que vivemos, tão nova como os jornais desta manhã.
Isso é o que realmente conta.
Sem dúvida! Mas essa civilização foi também fundada no sacrifício voluntário, e este é um ponto que vi poucas vezes lembrado durante esta semana na opinião “laica”. No fundo, não quero que depois venham dizer que o representante do presidente do meu clube veio cá fazer publicidade enganosa (não veio).
Talvez as minhas reticências se prendam mais com a forma como o discurso do Papa é recebido em Portugal fora do meio beato – como se fosse tudo só batatinhas e com algum “infantilismo” – do que com aquilo que diz, e que é, até pouco “original”, muito, muito jesuíta, muito metódico, e muito exigente.
Confesso que respondo melhor à abordagem JPII/BXVI que se focavam muito no “que homem devo ser?”, “o que é eu preciso de ser?”, mas a verdade é que o mundo deles já não existe, e talvez seja mesmo necessário voltar ao básico – quem sou eu? – para que possamos voltar a estar à vontade com estas perguntas daqui a umas décadas.
Ainda quanto à vitalidade e força da Igreja, diria que ela se “mede” mais pela dinâmica das das suas comunidades, a começar pelas famílias, pelo numero de vocações, pela força dos movimentos de leigos, e não só pela estrutura da instituição (que não está famosa). Se calhar habituámo-nos a olhar demasiado para a Igreja como olhamos para um Estado ou uma empresa, e parte da surpresa JMJ decorre daí também. E sim, é a mensagem que realmente conta.
Marta, mal seria se os católicos andassem dependentes da “opinião laica”, que aliás não é monolítica mas tem muitos cambiantes, para formular juízos próprios.
A mesma opinião laica, e os mesmos supostos especialistas sobre Igreja Católica, davam ainda há pouco como 100% garantida a designação de um cardeal-patriarca de Lisboa que afinal nada teve a ver com a escolha do Papa.
Subscrevo por inteiro o seu último parágrafo. Aliás, como tenho escrito, a grande força da Igreja deve-se à sua profunda inserção no tecido social – algo incomparável ao conjunto das forças políticas e sindicais. É uma força que radica em larguíssima medida em movimentos dos leigos, não da estrutura eclesial, muito acomodada e demasiado “política”, no pior dos sentidos do termo.
É uma força que superou sucessivos testes ao longo de dois milénios, cerca de uma centena de gerações.
Nada comparável ao que quer que seja ao nível da chamada “sociedade civil”, aliás em larga medida impregnada de militância católica.
O que não admira: quando Portugal nasceu, já a Igreja há muito estava cá. E contribuiu em larga medida para formar e formatar esta nação que somos. Queiram ou não queiram os inimigos dela.
O “Ide e Multiplicai-vos” é mensagem moderna? Para a Jonet, acredito qie sim.
Pensamento mínimo, do pseudo-máximo.
Misógino até à medula óssea.
Mas que reforma seria essa ? Passar a promover o aborto, a eutanásia? a doutrina lgbtq+? Celebrar casamentos gay ? ….os ateusce os que já não vão à igreja ou nunca lá puseram os pés, passariam as encher as igrejas com bandeirinhas arco iris ? Não me parece….A Icar existe para reformar interormente quem a frequenta e não o contrário.
Icar não sei o que seja. Marca de supermercados, como Auchan ou Lidl?
PC, M de La Palisse não teria sido superior…
ao
O computador foi à vida? Esqueceu-se de pagar a conta?
É chato. As frases ficam a meio.
Lamento corrigir um post bonito mas Francisco disse “as mais bem preparadas das que já viu” (salvo erro 4). Não disse as mais bem preparadas de todas. Essa, fica para o António Costa dizer, no rescaldo do almoço comemorativo da preparação, em que teve o cuidado de não convidar Moedas.
e o de Loures, Oeiras e Cascais?
Também não.
Transcrevo as declarações textuais do Papa, com chancela oficial do Vaticano: o/it/speeches/2023/august/documents/2023 0806-portogallo-voloritorno.html
«È la quarta che vivo. La prima fu a Rio de Janeiro, che era monumentale, alla brasileira, bella! La seconda a Cracovia, la terza a Panama, questa è la quarta. Questa è la più numerosa. I dati concreti, veri: erano più di un milione. Più. Anzi, nella Messa, ieri, e la notte, alla Veglia, si calcolava un milione e quattrocento o un milione e seicentomila. Questi sono i dati governativi. È impressionante la quantità. Ben preparata! Tra quelle che ho visto, questa è la meglio preparata.»
https://www.vatican.va/content/francesc
Tem razão, Francisco Almeida. Vou dar o retoque que se impõe.
4800 casos de pedofilia na igreja e disso não falas. És igual aos putinistas.
Quantos pedófilos têm vocês aí na Rússia?
Sabes a estatística ou é “segredo de estado”?
Vivo no Porto, não assisti a nada ao vivo. Não frequento a igreja, nem me sinto católico, mas isso é irrelevante, gostei de ver na TV juventude a manifestar o seu credo, a sua alegria, a festa foi bonita. Acabou, paguei algum, mas acho que o retorno deve ter sído muito superior.
Tanto se fala em diálogo e tolerância. Alguns dos que mais apregoam estes belos princípios desmentem-nos na prática. Fizeram-no agora, com o que escreveram e disseram sobre a Jornada Mundial da Juventude. Se pudessem, teriam proibido esta iniciativa que congregou em Portugal (não só em Lisboa) cerca de um milhão e meio de jovens de todo o mundo.
O seu exemplo é o oposto disso: abertura, sem preconceito, a quem pensa de maneira diferente. É quanto basta para merecer cumprimento.
Sobre o Todos,todos, todos. Facilmente pode ser (pelo menos à primeira vista, e à segunda e terceira) confundida a mensagem do sr Bergoglio (ou papa Francisco) com o relativismo moral e sexual fomentado por certas ideologias “modernas” (as quais certamente ,caso fossem governo ,proibiriam esta iniciativa da JMJ) . Na minha opiniāo a não separação das “águas” deixa a porta aberta(e até se fala agora em Igreja sem portas) a confusão e equivocos, o que vai provocar (legitimamente no meu ver) aversões,além das que já existem, dentro do aparelho católico e dentro do “rebanho” de crentes. Acho que me faço entender.
O Papa limitou-se, no essencial, a repetir a mensagem de Cristo, que não excluiu ninguém.
Como o acolhimento à pecadora e a parábola da “primeira pedra” bem demonstra.
Daí não ter entendido o seu comentário. Gostaria de um Papa que desmentisse o essencial desta mensagem?
O mesmo argumento da história da pecadora foi usado inúmeras vezes para relativizar, desculpar e proteger os violentadores de crianças no seio da Igreja.
Não admira que a passagem bíblica aludida tenha estado três séculos escondida dos olhos e tenha sido depois enfiada a martelo num dos evangelhos.
Topam-se com facilidade os estalinistas cristofóbicos pelas palavras cifradas que vão usando. Uma delas é martelo.
Cá está, neste comentário com assinatura oculta.
Outra palavra que estes devotos do deus-Estaline adoram é foice. Sem surpresa.
Será que Cristo excluiria ou desprezaria os anónimos apenas por o serem? Será que apodaria alguém de estalinista cristofóbico por tentar lembrar que é fácil ser-se simplista na abordagem do significado do “acontecimento Jesus”? Que diria Cristo do tom e forma das reacções do bloguista que aparentemente valoriza e quer destacar as intuições de acolhimento, abertura e compaixão da mensagem cristã?
“Desprezar os anónimos”?
Você tem vários textos publicados só nesta caixa de comentários.
Anda há anos aqui a rondar, já com centenas ou milhares de comentários aqui publicados. Apesar de jamais cumprir uma regra elementar de civilidade: apresentar-se quando entra em casa alheia.
Vem aqui “picar o ponto” até em defesa do indefensável, como a criminosa invasão da Ucrãnia pela Rússia em Fevereiro de 2022.
Apesar disso, e desse incumprimento mínimo de regras civilizacionais, continua a ter aqui guarida.
Não pense, no entanto, que leio pelo seu “Evangelho”. Isso já seria pedir de mais. Até porque nada tem de “homem novo”. Os princípios que advoga só seriam “novos” no Neolítico.
“Você tem vários textos publicados só nesta caixa de comentários.”
Este é o meu terceiro comentário, todos na mesma enfiada. Pode não parecer, mas são vários os anónimos aqui a comentar. Certamente não será fácil de distinguir, na pressa de querer reagir a todos os comentadores em diferentes posts, no meio de várias outras tarefas a cumprir.
“Anda há anos aqui a rondar, já com centenas ou milhares de comentários aqui publicados. Apesar de jamais cumprir uma regra elementar de civilidade: apresentar-se quando entra em casa alheia.”
É verdade, acompanho e comento neste blogue há bastantes anos. Durante muito tempo usei um nick. Desisti de me identificar assim depois de um post com informação errada que você se recusou a corrigir. Afastei-me por uns tempos. Tenho-me quase limitado agora a assinalar algum typo.
“Vem aqui “picar o ponto” até em defesa do indefensável, como a criminosa invasão da Ucrãnia pela Rússia em Fevereiro de 2022.”
Não é verdade. Mas tenho de aceitar que a minha opção de intervir como anónimo leve a ser confundido com gente cujas opiniões rejeito. Preço a pagar.
Sou incapaz de perceber, embora aceite, quem insiste em manter-se anónimo.
Pessoas que se arrogam no direito de opinar sobre quase tudo enquanto ocultam o nome é algo que jamais entenderei. Talvez por todos os dias, em vários lados, emitir opiniões que assino sempre. Há longos anos.
Não tenciono mudar.
Aceito, mas criticando. Só é lícita a opinião anónima em regimes totalitários ou ditatoriais.
Em democracia, o direito à palavra deve ser sempre exercido com assinatura, salvo em casos muito pontuais. Mesmo que essa assinatura seja um pseudónimo
Sob pena de todo o diálogo estar condenado ao fracasso desde o minuto inicial. E se transformar em monólogo, no melhor dos casos.
Dialogar com um anónimo de longa duração equivale a falar com as paredes: não existe diálogo algum.
(4)
Até que ponto o conhecimento do nome do autor de um livro é necessário à sua leitura? Até que ponto a fruição de uma pintura está dependente do conhecimento do nome de quem a pintou?
A Igreja ainda hoje não assinala a autoria dos hinos que reza diariamente. Para lá do significado do colectivo, a orientação é clara: fixa-te na mensagem, não no mensageiro.
Terá Jesus exigido saber o nome da pecadora para a defender e perdoar?
Assunto encerrado, já chega. Hora de virar a página.
Volte quando encontrar nome, apelido, pseudónimo ou alcunha.
“…nenhuma instituição política ou sindical está hoje em condições de mobilizar nem sequer a décima parte deste número…”
É irrelevante, têm os jornalistas. 3 estações de TV valem muito mais que 1 milhão de pessoas.
Você parece comunista. Repete sempre a mesma cassete.
Começo a convencer-me disso. É comunista. Daqueles que ainda não saíram do armário.
Hehe,
A mim parece-me que você é Marcelista… ser Papa é o sonho do Marcelo, por isso se comporta como um.
Politiquices. Nada a ver com o tema que aqui trago.
A ideia de que as religiões, actualmente, podem mudar alguma coisa é que me assusta — e possibilita que os padres sejam uma elite funcional.
Houve imensas experiências de sociedades “sem padres” e sem Deus. Nenhuma se recomenda.
Não estou a dizer que não fazem falta. Só estou a dizer que só devem tratar do que lhes compete.
Recordo que os regimes mais criminosos do século XX combateram – e exterminaram – membros de várias religiões e milhões de crentes. Porque apenas permitiam uma religião: a do sistema político totalitário. Ateu, por definição.
O hitlerismo, o leninismo, o estalinismo, o maoísmo, o polpotismo. Entre muitos outros.
Eu estou mais na linha do Sloterdijk
https://lareviewofbooks.org/article/phil osophy-of-the-acrobat-on-peter-sloterdij k/#!
As religiões propriamente ditas já não existem — ficaram as estruturas dedicadas à reprodução da ideia do “humano” (que não é o divino). Tudo bem, servem o seu proposito. Mas não queremos voltar a uma situação teológica, que dissolve toda a gente na mesma ideia. Essa situação não é diferente de uma bomba atómica.
Pelo contrário, este é um século fortemente marcado pelo sentimento religioso. Confirmando a previsão de André Malraux há meio século. «Le XXIe siècle sera spirituel ou ne sera pas.» t/le-xxie-siecle-sera-spirituel-ou-ne-se ra-pas-postmodernite-et-decodage-de-la-r elation-au-religieux-guide-de-l-enseigna nt/
https://www.editionsjesuites.com/produi
A experiência totalitária dos Estados ateus do século passado (Alemanha hitleriana, Rússia leninista-estalinista, China maoísta, Camboja do Pol Pot, Albânia do Hoxha, etc)
sustentada em dezenas de milhões de cadáveres em sacrifício ritual ao deus-Estado, foi um fracasso brutal.
Como está a ser a idolatria do deus-consumo e do deus-finança.
Como foi, no início do século XIX, a idolatria do deus-progresso. Antes da Guerra dos Trinta Anos (1914-1945) e a entrada na Era Atómica confirmar como era ténue a fronteira entre o Progresso e o Apocalipse num mundo sem valores espirituais.
Porventura diz que quem mata são os homens?
Conveniente não contabilizar os milhões exterminados em nome da(s) fé(s) até ao século XX.
Os regimes mais totalitários da História foram regimes ateus.
Os regimes de Hitler, Estaline, Mao.
Não é preciso recuar muito. Foi no século XX. Provocaram centenas de milhões de mortos.
Alguns ainda existem. Como o regime totalitário, oficialmente, ateu, da Coreia do Norte. A ditadura mais longa e mais brutal do planeta.
“Como o regime totalitário, oficialmente, ateu, da Coreia do Norte. A ditadura mais longa e mais brutal do planeta.”
Tinha de entrar a cassete, e como Arábia Saudita é uma monarquia absoluta teocrática safou-se mesmo sendo uma ditadura.
Continua a querer enganar as criancinhas com a sua religiosidade à la mode que pode mudar conforme for a encomenda.
O velho estalinista sem-nome vem logo em socorro da ditadura comunista norte-coreana.
Faz sentido.
Não sei se foram assim tantos. Em 300 anos a Inquisição Portuguesa matou cerca de 1000 pessoas em autos-de-fé. A maior parte das penas eram castigos “em efígie”. Um castigo social. E os “extermínios indígenas” são mitos urbanos. Havia castigos e punições mas os números têm sido bastante exagerados. Quando os portugueses se vieram embora do Brasil, por assim dizer, os índios e as florestas estavam lá todos.
Fomos papados pelo o Papa Marcelo.
A si, alguém “papou” o nome. E o apelido de sobremesa.
“Uma espécie de anti-Guterres”, verdade que reconheço com pesar. Esperava mais e melhor de Guterres.
Francisco é uma alma pura, acredita. Tudo que diz, significa; nas suas palavras não há vazio.
Esperava melhor de um tipo que faz campanha pelo poder, é eleito pelo povo e depois abandona o seu próprio país? Que raio de coisas tem ele mais para oferecer, seja onde for?
Espero quase sempre o melhor das pessoas. E há as que não desiludem. Não foi o caminho de Guterres e chego a pensar que foi escolhido por isso mesmo.
Sim, é pena.
O homem que deixou de ser primeiro-ministro para evitar um “pântano político” em Portugal, é hoje o símbolo máximo desse mega–pântano chamado ONU.
Guterres tem sido inútil, à frente de uma organização inútil.
Nada de novo: inuteis foram também os que estiveram antes dele.
Tanta gente, tantas palavras bonitas, tanto jovem… tanto Papa.
Uma excelente organização de um evento que apenas põe cor e botox nas intenções e nada mais, com um custo exorbitante para uma nação, que aqueles que estão na oposição adoraram, mas que amanhã dirão que o país está na miséria e quase colapso financeiro – onde os ‘espertos e aproveitadores’ foram o clero e toda a sua estrutura, que conseguiram a custo mínimo para eles, tomar conta de TODOS os canais televisivos do país, durante dias a fio. À borla! Para quê? Como os países da América do Sul nos devem ter invejado…
Estes milhões que se gastaram numa organização religiosa, que faltam na ciência, na saúde e no ensino como água falta no deserto – chamam a isto um estado laico? Que tristeza a minha ver o meu país institucional a vergar-se cegamente perante uma organização religiosa que não tem, nem nunca teve, os interesses do meu país junto dos seus. Todos vergaram e fizeram vénias submissas, desde a direita à esquerda, uns por interesse calculista típico da classe política, outros com tanto receio do que virá depois da morte, neste contrato chamando fé religiosa, pelo qual apenas se pode verificar a qualidade do serviço contratado depois de falecer – em pleno século XXI.
Comparações com a ONU? Sinceramente. Em que é que este evento contribuiu para reduzir a miséria, a fome, a guerra, e sobretudo a ignorância no mundo, e em Portugal?
Sim, também vou para o vosso inferno, seja ele qual for, mas apenas um a menos do que os crentes 🙂
Pensava que já não havia gente tão fanática, tão ferozmente anti-cristã, tão ressabiada por ver milhão e meio de jovens de todo o mundo em Portugal celebrando a sua fé com alegria e júbilo, em paz e com total civismo.
Este comentário comprova que estava enganado. Os fanáticos continuam. Cada vez mais na sombra, cada vez mais extremistas.
Ver multidões de jovens num dos países mais envelhecidos do mundo alarma-os. E que esses jovens sejam crentes torna-os enraivecidos.
A alegria dos outros provoca-lhes deixa-os ressabiados.
Talvez seja um bom sinal.
Ó Pedro Correia, então o conhecido Humberto é um fanático extremista.
Quantos escritores que você muito bem conhece e até aconselha a leitura não têm o ponto de vista deste conhecido Humberto?
Mas, para quê publicou o comentário?
E todos à espero da resposta do conhecido Humberto ao seu arrasador comentário.
Depois do D. Quixote, vem o Sancho Pança.
Só falta a Dulcineia.
E o fanático sou eu 🙂
Não anti-cristianismo, mas contra a religião no estado (claro que a sua religião é a que está correta, a isso tem todo o direito, mas que a mais ninguem pode obrigar).
Na sombra? Com este belo sol de verão que me alimenta e alegra?
E para rematar, ver estes jovens, devidamente doutrinados nessa fé, todos concerteza muito melhores do que os outros que nos visitam durante todo o ano, seja durante acontecimentos desportivos, férias, concertos, intercambios junvenis e de tantas outras formas, e já para não falar dos refugiados (lembram-se?), esses sim que nos ficam agradecidos pela nossa humanidade; e que com sorte tambem nos ajudarão no futuro contra os fanatismos, esses fanatismos que contra os quais eu modestamente mas firmemente me ergo.
Como nota de rodapé, fui ver porque este não era um termo a que estava habituado, mas é giro – obrigado . Só não sei como se aplica à ofensa, mas
“ressabiado”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2023, https://dicionario.priberam.org/ressabia do.
A forma ressabiado pode ser[adjectivo] ou [masculino singular particípio passado de ressabiar].
ressabiado
|ssà|
(res·sa·bi·a·do)
adjectivo
1. Que ressabia; que tem ranço. = RANÇOSO
2. Que não confia com facilidade. = ASSUSTADIÇO, DESCONFIADO, ESPANTADIÇO
3. Que está melindrado, agastado, zangado. = RESSENTIDO
HA
Isso mesmo, ressabiado.
Se fosse num dos países que você idolatra, tal “ofensa” dava prisão. Ou campo de concentração.
Cuidado com o excesso de sol..Pode fazer mal.
Será Francisco uma figura carismática ou uma figura ao lado da elite globalista? Figura carismática não é, pois são já muitos os católicos que não se revêem num papa que em tudo está ao lado dos senhores do mundo e poucos exemplos de catolicismo mostra, nada de admirar sendo ele um jesuíta!… Foram muitos jovens ver o papa, grande parte deles, não foram para verem o chefe da igreja católica, mas terem dias de absoluta liberdade e a possibilidade de uma viagem que não sendo assim, não a fariam… A igreja católica ou muda ou terá os dias contados, pois a mensagem que têm passado, para o lado de cá, é má, muito má e
este papa com cara de cordeiro e escolhido a dedo, já engana poucos…
O ódio residual de alguns a Francisco, reforçado com a presença de milhão e meio de jovens na JMJ – cerca de 15% da população total portuguesa aui congregados em poucos dias – confirma a Igreja Católica como a maior organização capaz de mobilizar multidões hoje no planeta, devido á sua profunda inserção no tecido social.
Nenhuma outra estrutura, política ou sindical ou desportiva ou de qualquer outra natureza – mantém esta capacidade de mobilização e sedução, apelando a valores morais inscritos na Civilização do Livro há milhares de anos.
Estaline perguntava na década de 30 ao futuro traidor de França, Pierre Laval, «quantas divisões» tinha o Papa.
Há muito que Estaline e o estalinismo estão mortos e enterrados. As «divisões do Papa» são vastas e mobilizam-se, desarmadas, à vista de todo o mundo. Ontem, como hoje, como amanhã.
Assentes numa trave-mestra basilar: o homem é feito para o perdão, não para a vingança. Este é o princípio de toda a verdadeira civilização. Felizmente fazemos parte dela, como Francisco nos lembrou em presença física por estes dias.
Quem entoa loas e ergue altares à vingança, segundo o preceito pré-cristão “olho por olho, dente por dente”, está fora da verdadeira civilização. Conta divisões, como Estaline fazia.
Sem perceber que a verdade e a sabedoria andam por outro lado, bem longe disso.
Habemus patriarcham!
Depois do Porto, eis que Lisboa conta também com um bispo rodado nas Forças Armadas.
Simples coincidência?
Premonição?
Influência do comandante supremo.