Pensamento da semana


Dâmaso Salcede,

Prenhe de metáforas, Marcelo falou no 10 de Junho da necessidade de “cortarmos os ramos mortos que atingem a árvore toda”. Só que o botânico Marcelo, no seu diagnóstico, ficou-se pela rama. O problema não se limita à existência de ramos mortos: é toda a árvore que está apodrecida e o solo onde se enraizou que já não se consegue regenerar.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

26 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Salientei o mesmo quando ouvi o discurso e as réplicas:). Lembrou-me Ivone Silva numa famosa rábula, “Isto agora já não vai lá com Palmas Carlos; isto agora só vai às palmadas”. Parece outra coisa, mas fica muito próximo do mesmo.
    Mas garanto que não sei se substituir a árvore é mesmo o melhor. É um facto, está podre. A dúvida é se a moléstia não alastrou ao resto. E se o resto é árvore que dá sombra ou puro engodo, miragem.

    1. Partilho das suas preocupações. Por vezes, penso que o melhor é deixá-los ficar, para colherem os ventos que andaram a semear. O problema é que isto, com a decadência moral dos actuais actores políticos mais a completa tomada do aparelho estatal por uma corte partidária, só contribuirá para deixar um solo inquinado onde mais nada conseguirá crescer.

  2. As miseráveis elites que temos vivem confortáveis no seu mundo que não se deixa contaminar. Enquanto esse mundo não for posto em risco nada mudará.

    Sem uma revolta nada mudará. Já houve várias ao longo da nossa história, porque a elite é sempre a mesma e comporta-se sempre da mesma maneira. Alguns deles têm de apanhar para os outros terem medo.

    1. Não será bem assim. Uma revolta, portanto, guerra, significa que para a melhoria de dois ou três, acarreta a desgraça de milhares, ou milhões

      1. A desgraça de muitos milhares já existe cá. E não preciso uma guerra: bastou uma sucessão de governo toscos e prepotentes e o desprezo que as elites consagram ao povo, incapazes de trabalharem em prol de um país justo e de regras sem excepções.

        Ninguém falou em guerra. Mas haver uma revolta e serem atacados alvos específicos, ai isso meu amigo, era bem preciso. Alguns portugueses no poder, como são mal-formados, têm de ter medo para se portarem bem. Têm de apanhar até perceberem que só nivelando o acesso à riqueza se atinje a paz social.

  3. RAMO MAIS MORTO
    Marcelo não deixa de ter razão, mas tem que ser o primeiro da fila para experimentar o serrote.

  4. a árvore está toda seca, só serve para forno a lenha.
    entristece ver o incapaz pm exibir publicamente o seu complexo de inferioridade

  5. Quer dizer…
    É a única árvore que tem no jardim e em vez de a podar, não, prefere arrancar. Tá certo, e o que é que lá vai pôr então? É um arbusto ou vai lá plantar batatas?

    1. Muito bem, nada de arrancar a árvore. Estou mesmo a lembrar-me de uma célebre árvore que gerou uma maçã podre e ninguém a arrancou. Mandou-se o fruto podre para o pomar do concorrente a fim de apodrecer por contaminação a frutaria por lá, e a árvore manteve-se incólume e verdejante sem nunca mais gerar maçãs podres, com apenas o senão de nunca mais produzir frutos de qualidade.

    2. Qual árvore. Não há árvore nenhuma. Os porcos, n’O Triunfo dos Porcos, são os socialistas. Daí o cartaz com o porco. Keep this in mind.

      1. Estás enganado “Os porcos, n’O Triunfo dos Porcos,” não são os socialistas, são os comunistas. E ao defenderes o cartaz do porco só revelas o quanto gostas do discurso de ódio.

        1. Quero lá saber do “discurso de ódio”. Isso é uma desculpa esquerdista para calar as pessoas. Só a conversa mole que alimenta o regime é que passa, não? O tanas. Reservo-me o direito de odiar quem bem me apetecer.

          E se dantes os porcos eram os comunistas, agora são os socialistas. A porcaria aumentou.

  6. Para compreender esta secura comparemos o que é ser PM em Portugal e ser PM no Reino Unido.
    Ambos os PMs convivem organicamente com um, o seu, Partido, com Deputados (Membros do Parlamento) e com o seu Governo.
    Acaba aqui a semelhança.
    -No Reino Unido os parlamentares foram eleitos, vencedores, em nome próprio. Não dependem do PM. O PM depende dos parlamentares.
    -No Reino Unido, por esta razão, o partido do PM afere a conduta deste e não vice versa, como em Portugal. Tudo por ali fia fino.
    -No Reino Unido o PM sabe que terá que escolher potenciais membros do seu governo susceptíveis de serem aceites pelo Parlamento. Personagens com vida real, não dóceis jóvens do aviário.
    É fácílimo ser-se PM em Portugal. Basta resmungar e está tudo controlado.
    A resultante é esta prolongada secura orgância da vida política por cá, vai para meio século. Sim, não é de ontem, nem este PR que vai podar coisa alguma.
    Blá, blá, blá.

    1. Não há sinceridade maior do que a do político quando mente.
      Se se conseguir fingir-se tê-la o êxito é retumbante.

  7. Na terra dos bifes atiraram-se às canelas do Despenteado e nunca o mais o largaram sem borda-fora definitiva. Tudo por causa dumas festas privadas que ele proibira aos súbditos.

  8. No meio da tanta sabedoria botânica (post e comentários), pergunto: que árvore devemos plantar em substituição da “existente podre”?
    Será que ela existe?
    Sempre podemos optar por não ter árvore.
    E quanto ao jardineiro que sugere cortes, melhor será que vá aprender a arte de podar, porque até à data tem revelado incapacidade nessa arte.

    1. Existe sim, existe mas para isso não bastam palpites de pseudo-jardineiros ou pseudo-políticos, originários dos aviários partidários. Tristes figuras.
      Para isso seria necessária uma classe política a sério, devidamente eleita.

        1. > devidamente eleita??

          Provávelmente uma alma crente em que circulos uninominais serão a salvação da democracia (o regime ungido pelos deuses uso do povo)

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