
Luís Menezes Leitão: «A onda de protestos que atingiu o Brasil justifica que se pondere a insensatez de os países se candidatarem a organizar eventos desportivos de grande dimensão, com um peso gigantesco no seu orçamento. Em Portugal ainda hoje estamos a pagar a loucura de construir dez estádios totalmente inúteis para organizar o Euro 2004.»
Patrícia Reis: «O miúdo sabe de Pessoa. Até sabe mais que muitos, já foi à Casa Fernando Pessoa, já disse alto e bom som para um mini filme uma carta que o poeta terá escrito a Ofélia, uma carta que começa com bebé, meu bebezinho. O miúdo sabe e, por isso, não hesita, ataca o exame a pensar que depois é o futuro. Seja ele o que for. Nem pensa na nota de português ou na injustiça da nota de português, pensa nos heterónimos e de como gosta de Álvaro de Campos. Não se lembra se leu ou não O Ano da Morte de Ricardo Reis, talvez sim. A sua caneta anda tão depressa quanto a sua mão o permite. Felizmente não faz parte do lote dos 22 mil alunos que não conseguiram fazer o exame. Para ele é um alívio.»

O Luís Menezes Leitão tinha toda a razão. E agora estamos noutra tolice igual: as Jornadas Mundiais da Juventude. Com o alto patrocínio do senhor Presidente da República. Outro esbanjamento insensato de dinheiro dos contribuintes.
Jornada Mundial da Juventude.
Singular, não plural.