Pensamento da Semana


#$&%#,

Ainda não percebi a razão do vulgo julgar ser mais académico – qual sábio, denso – dizer “dean” em vez de “deão”. E outras coisas que tais.

 

 

Este pensamento acompanha o DELITO durante toda a semana.

10 comentários em “Pensamento da Semana”

  1. Sim, agora fala tudo em “americano”. Revela o nosso atávico provincianismo, algo que se reflecte, entre outras coisas, no desprezo pela língua portuguesa, cada vez mais maltratada.

  2. Deão, como pronunciar correctamente? déão, déãoe, deião, deão
    Deão é uma localidade do Concelho de Viana do Castelo. Provavelmente o topónimo nasceu por lá ter vivido algum decano importante, que seria ‘a terra do deien’ e que se foi nasalando para deião e ficar deão.
    O agora quererem aplicar deão/decano ao reitor vem dar a americanada dean, que pode ser reitor ou reitora se for Dean (maiúsculo).

  3. Há dias calhou-me ver um episódio antigo duma série de sucesso brasileira.
    O entrevistado pretendia demonstrar ao entrevistador a superioridade do suporte analógico—disco vinílico–sobre o digital.Havia um gira-discos,um lp no prato.Baixou a alavanca,o amortecimento do braço demorou o suficiente para o famoso e culto apresentador perguntar:
    –O toca-disco está plugado às caixas?
    Perdera já os vocábulos “ligado”,conectado, coluna de som ou altifalante (loudspeaker),até mesmo amplificador.
    Não há “acordos” que valham,nem cá nem lá.
    roda livre

    1. Verdadeiramente o aparelho/máquina faz girar o disco, para tocar o que está gravado.
      Então se por cá p.ex. chamamos triguinho, carcaça, papo-seco a um pequeno pão de farinha de trigo e somos dez milhões, o que não chamarão mais se duzentos milhões de pessoas a determinado objecto.
      Não há acordos que resistam, e cada vez será pior por influência/aparecimento de novos seja do que for.

  4. Se os profissionais das televisões, que tão livres são de serem hesitantes na fala e intrometidos no discurso dos entrevistados, fossem instruídos para traduzir ou requerer a tradução essas pirezas coloquiais, haveria melhoras.
    Há tantas leis de intrusão no discurso, essa deveria ser uma delas.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *