Dia 30 de Janeiro há eleições e lá estarei. O meu voto nunca contou para nada e este também não contará. Muita gente que acha, como eu, que cada voto não conta para nada ficará em casa. A democracia, porém, que é uma planta frágil, só funciona com humildade: se cada molécula de água reivindicar o direito de ser importante e não se incomodar a planta morre.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Esta partidocracia é uma planta daninha. Consome a água que deveria permitir o florescer de uma produtiva democracia.
Pior, é uma saprófita que parasita quem produz.
Nem que seja para anular o voto, como forma de protesto contra uma lei eleitoral talhada para que sejam as direções partidárias a escolher antecipadamente os representantes dos cidadãos.
É imperioso acabar com essa farsa, deixando aos eleitores o direito e capacidade para eleição do deputado da sua preferência sem interferências e abusos tutelares.
Muito bem.
A democracia é um Horror.
Como a vacina da covid é mais uma questão de fé.
Da direita à esquerda não há um único partido que proponha a reforma do sistema eleitoral, estando todos eles muito contentes com a possibilidade de elegerem aqueles que colocam nos lugares eligíveis das listas fechadas ao ordenamento dos eleitores – e portanto elegerem quem querem – muito antes do primeiro voto cair nas urnas.
O grande problema são as listas fechadas, condição sine qua non para a corrupção, para o tráfico de influências, para a recompensa de lealdades partidárias à margem dos interesses dos eleitores.
O truque vem desde a monarquia constitucional e levou Eça a dizer que “eles elegem-nos e nós votamos neles”. Eles, os partidos, continuam hoje a eleger os deputados que querem eleitos colocando-os nos lugares eligíveis das listas fechadas. Aos eleitores apenas compete o direito de subscrever essa eleição partidária prévia e por isso se vota em listas. Podem votar em branco, podem não votar para conscientemente não serem colaboracionistas na fraude institucional, mas pouco importa. Os partidos continuam a eleger os deputados que querem ver eleitos.
A situação é tão caricata que os candidatos que figuram nos primeiros lugares – os lugares eligíveis – dessas listas fechadas ao ordenamento dos eleitores, muito antes do primeiro voto cair nas urnas já podem comemorar a sua eleição. Se é assim, para quê votar? Não sabemos nós eleitores, depois da divulgação dessas listas, quem vai ser eleito com probabilidade de 100%, 90%, 80%? E se sabemos quem vai ser eleito com probabilidade acima de 80%, não configura esse facto um tipo de fraude eleitoral?
Estamos nas mão de autênticas organizações mafiosas a coberto de prerrogativas constitucionais elaboradas por essas mesmas organizações mafiosas.
Lugares vazios na Assembleia para os votos em branco, nulos e abstenção.
Se não for assim a morte desta civilização ocidental vai ocorrer porque a influência da Política na sociedade não pode ser diminuido.
Quando há uma guerra os orçamentos da defesa aumentam e diminuem quando acaba a guerra. Porque é que a influencia da Política na sociedade não pode diminuir?
E se a abstenção tivesse maioria absoluta quem é que iria para 1° ministro?
Não ia ninguém. Um PM não é preciso, aliás. Se conseguirem elencar 1 razão (mesmo) válida para a existência de um PM, mando uma mija para cima do meu próprio pé.
Então e depois quem é que ia ao Banco?
IBAN. Eles depositam na Alemanha e nós sacamos aqui.
Legislativas. Abstenção superou os 51%, valor recorde em …https://observador.pt › 2019/10/17 · Translate this page
Oct 17, 2019 — Fechada a votação nos círculos da emigração, confirma-se que a abstenção atingiu um valor recorde em eleições legislativas, ascendendo a 51 …
“E se a abstenção tivesse maioria absoluta quem é que iria para 1° ministro?”
Ainda existiria primeiro ministro mas parlamento teria muito menos autoridade para passar leis. Tal como só há leis que passam com 2/3 outras só poderiam passar com 1/3 etc.
Até poderiamos ter um nome diferente para primeiro ministro caso devido à fraca votação de toda a população tivesse capacidade limitada de passar leis.
A população deve ter o poder para forçar o sistema político a só governar por duodécimos por exemplo.
Para evitar acomulação dos desastres finaceiros nas contas do Estado.
#1- Constar legislação, insufismável, em que obras públicas cuja conclusão programada ultrapasse a vigente legislatura só serão aprovadas quando favoravelmente votadas por uma maioria de 2/3 na Assembleia da República.
#2- Eleições legislativas com votação, participação, inferior a 50% dos eleitores inscrito são consideradas inválidas. Repetem-se ou altera-se a Lei Eleitoral de forma a motivar, tornar realmente significativa, a participação do eleitor.
-Todos os portuguêses percebem o porquê de estas duas restrições governativas. Os donos da bola preferem assobiar pró lado.
Os cidadãos incomodam-se e estão fartos de tanta má política que com o avançar dos anos requinta a sua maldade. Os cidadãos estão fartos de serem enganados, furtados, espezinhados, fartos de lhes tirarem direitos e que só lhes imponham deveres… Esses que estão fartos, já viram que num país onde as pessoas são pouco ou nada politizadas e ninguém se interessa em politizá-los, de pouco lhes vale irem votar, pois terão sempre mais do mesmo. Assim sendo de que lhes vale ir às urnas, pois o que vêem são
sempre os mesmos figurantes?! … Votar em quem se já todos mostrarem que são muito maus?!
Caro José Meireles Graça,
Alguns leitores propõem uma coisa estapafúrdia os “votos” dos que não votam corresponderem a lugares vazios.
Não faz sentido.
A minha proposta (vou precisar aconselhamento jurídico para isso, julgo estar no lugar certo) é a criação do P.A. Partido da Abstenção.
O slogan é simples:
“Vota Pá ou então não votes”
Votar PA ou não votar é igual, os cidadãos sabem que ao não votar estão a votar no Partido da Abstenção.
Toda a atitude é democrática se voto escolho um dos partidos tradicionais se não voto, voto PA.
Julgo que isto seria uma grande pedrada no charco, no pântano, da partidocracia tradicional.
Eu estou disposto para avançar como presidente do PA (futuro primeiro ministro) e já tenho alguns ministérios em mente:
José Meireles Graça – ministro da reforma judicial e da justiça
Pedro Correia – ministro do desacordo ortográfico, da reforma admistrativa e da comunicação
jpt – ministro das relações com os PALOP e outros países estrangeiros
Paulo Sousa – ministro do cultivo da terra e da optimização da relação ser humano/animais
Zélia – ministra do ‘vale a pena matar uma árvore para publicar este livro?” e da cultura em geral
(tenho outros pelouros em vista mas pretendo um governo curto e eficiente)
Bora lá, não votar, pá?
O meu voto nunca contou para nada
O José Meireles Graça vota (creio eu) no distrito de Braga e vota (creio eu) no CDS. Ora, o CDS, sozinho ou em aliança com o PSD, já elegeu deputados por Braga. Logo, creio ser falso que o voto do José nunca tenha servido para nada.
este social-fascismo não é democracia
Existem realmente votos que não contam para nada, um voto no PCP em alguns distritos do centro e norte não é contabilizado para nada, esse cidadão só perdeu tempo em ir votar, de forma equivalente um voto de um cidadão do PSD no Alentejo, também só perdeu tempo. Com uma contabilidade a nível nacional em vez dos círculos uninominais a história seria bem diferente, aliás com a dimensão de Portugal não faz sentido haver círculos uninominais.
Já agora, o número de votos/abstenção deveriam estar diretamente ligado ao número de deputados eleitos, isso obrigaria a uma pressão sobre os mesmos de forma a se preocuparem mais com os eleitores. Mesmo que o número de Deputados baixa-se isso não iria desencadear em nenhum problema, já que temos deputados a mais. Provavelmente uma poupança de gastos em deputados que nunca foram a uma entrevista de trabalho, e não têm nenhuma experiência real do dia-a-dia do cidadão.