
Ana Lima: «Diz Geraldo Martins, especialista sénior em educação do Banco Mundial, que, em época de crise, as universidades deverão “encontrar as melhores opções para maximizar os recursos disponíveis, isto é, alcançar melhores resultados com os mesmos recursos. Isso exigirá muita criatividade”. Ora, fazendo eco deste apelo o Instituto Politécnico de Bragança já deu o exemplo. Com efeito, com palestrantes deste gabarito para quê esperar por mestrados, doutoramentos, provas para associados, para agregação, até chegarmos a ter professores catedráticos?»
Ana Margarida Craveiro: «Já tinhamos um presidente pro bono, agora temos uma presidente da Assembleia da República pro bono. Independentemente do valor inqualificável das reformas, o que importa aqui é o desprezo pelo cargo. Os salários dos políticos são pagos ao valor a que são por vários motivos. Um deles é a independência. Estes presidentes reformados representam o quê? A Caixa de Aposentações? Isto estraga a qualidade da democracia. E é errado, do ponto de vista institucional. Mas sinto-me sempre a pregar aos peixes, quando realço estas coisas.»
João Campos: «Decorreu entre 18 e 20 de Novembro o Fórum Fantástico 2011. Em jeito de resumo (que não fará justiça ao evento), foram três dias de excelentes sessões sobre os géneros do fantástico na literatura, no cinema e na banda desenhada.»
João Carvalho: «Se não são transportes públicos, são transportes para-públicos. Apenas acontece que há públicos incapazes de conter os tiques mais ostensivos do novo-riquismo de mau gosto (eticamente mal-educado e financeiramente desastroso) que os norteia. Quer isto dizer que os transportes existem, mas há públicos e públicos. Alguns até andam de transporte dentro de casa, como a foto ilustra…»
José António Abreu: «Em tempos de crise temos uma vantagem competitiva. Estamos habituados. A crise é o nosso ambiente natural..»
José Maria Gui Pimentel: «Quase sete anos e duas derrotas em eleições legislativas foi quanto aguentou Mariano Rajoy ao leme do PP. Em Portugal, o país onde a regra, e não a excepção, é os governos não terminarem a legislatura, e onde o PSD, desde as eleições de 2005, conheceu 5 (cinco!) líderes diferentes, seria tal situação possível? Receio bem que não. Não quero com isto defender a estabilidade de liderança como panaceia. Mas que ajuda muito…!»
Rui Rocha: «Não há modos agradáveis de abordar más notícias. Mas, para que não se prolongue a tortura emocional dos reais ou presumíveis afectados, é obrigatório encontrar formas correctas, claras e concisas de o fazer.»
Eu: «O Renato Teixeira ficou a espumar de raiva com os resultados eleitorais em Espanha: “Os maiores terroristas do Estado Espanhol estão de regresso ao poder.” Comparando fraudulentamente a ditadura de Franco com a actual democracia representativa espanhola que acaba de dar voz aos cidadãos nas urnas. Logo ele, que ainda há poucos dias se tinha insurgido contra a “suspensão da democracia na Grécia”. Não conheço na actual blogosfera portuguesa ninguém que se equivoque tanto nos conceitos políticos: para ele, democracia é ditadura e vice-versa. A baralhação deste radical pequeno-burguês de fachada socialista chega ao ponto de o levar a branquear o totalitarismo nazi, comparando favoravelmente Hitler com o Estado de Israel: “As principais vítimas do holocausto estão prontas para superar o mestre.”»
