Não há dúvida que o mundo está cada vez mais dividido e isso percebe-se com a multiplicação das “comunidades”. Ouve-se diariamente falar da comunidade LGBT, da comunidade católica, da comunidade da nacionalidade X, da comunidade médica, até da comunidade das mulheres. Ora uma comunidade é um grupo fortemente unido por uma situação em comum, com uma vivência própria e com maior ou menor grau de afastamento do resto da sociedade. Se há tantas comunidades, então isso significa que a sociedade está toda dividida em grupos que não se identificam uns com os outros e que vivem pela sua auto-afirmação. E aqueles que pertencem a mais do que uma comunidade? São expulsos de todas?
Ou isso ou então muda-se de vocabulário e pára-se com esta mania de se falar de comunidades por tudo e por nada. Era mais fácil e não se contribuía para esta divisão que parece que muito satisfaz uns quantos.
Este pensamento acompanha o DELITO durante toda a semana

O nº de classes sociais eram limitadas logo a exploração que se podia fazer delas tinha limites. Como aliás o povo estava viver melhor ainda mais difícil ficava encontrar/inventar vítimas para a narrativa.
lucklucky
São importações da América (que eles detestam) mas serve-lhes para garantir que o discurso dos direitos permanece como moeda forte que lhes garante regalias e privilégios — como reparação de discriminações em larga medida inexistentes.
Há assim modos de pôr na berra determinados vocábulos. Desconhecia esse (ausento-me com frequência da notícia) e também considero que a aplicação é abusiva, mas passa, como tantos já passaram. É uma questão de dar tempo à moda que, de facto, pode não ser inocente.
Bom dia
Dividir para reinar.
Este ditado nunca esteve tão atual.
Os EUA são o perfeito exemplo de como estas divisões estão a ser usadas como arma de arremesso de um candidato, que não se coíbe de fomentar as divisões e o conflito, não chama à razão as iniciativas violentas, não promove diálogo positivo e as alimenta como estratégia de campanha.
Aqui ainda não fomos tão longe, apesar de algumas tentativas de partidos secundários, que se associaram a determinadas iniciativas de conteúdo violento. Felizmente não vingou… para já.
O “mundo” dito ocidental, porque todo o restante…
Ainda continuamos eurocêntricos (englobando aqui as “diásporas” )
O planeta mediático, cada vez mais tribalizado, enaltece as micro-entidades – cada qual dotada dos seus artefactos totémicos e das suas senhas identitárias. Eis o último grito da moda. E veio para ficar.
Com esta profusão de trincheiras vai-se perdendo o sentido de comunidade no sentido mais amplo. Os elos comunitários de larga escala vão-se dissolvendo. E valores de espectro largo, como a igualdade e a liberdade, são postos em causa no confronto com os micro-valores das pequenas causas que pugnam pelo direito à diferença e equiparam cada crítica ao pecado da blasfémia.
É tabu ofender as “sensibilidades” de cada micro-grupo, o que leva ao permanente policiamento da linguagem. Do policiamento da imagem à supressão do pensamento a distância é mais curta do que muitos imaginam, como Orwell sabiamente nos ensinou.
Totalmente de acordo e perdoem-me a expressão, mas ainda vou ver o “gajo normal” ter de lutar pela afirmação porque não se identifica com um grupo mas com vários ou então só quer levar a sua vida normalmente.
“Se há tantas comunidades, então isso significa que a sociedade está toda dividida em grupos que não se identificam uns com os outros e que vivem pela sua auto-afirmação.”
Haver comunidades diferentes implica a divisão em grupos mas não implica que eles não comuniquem uns com os outros.
Fingir que não há grupos também não os faz desaparecer.
Havendo uma lei geral para toda a gente, não sei porque é que as esquerdas dão cobertura a gente que quer regimes particulares. Se fosse na China, onde vigora o regime que as esquerda cá defendem, eles nem existiam.
Ou seja, isso é tudo treta. É tudo artificial — apenas feito para extrair benefícios de um regime complacente que proteje uns em detrimento de outros.
“Fingir que não há grupos também não os faz desaparecer”.
Diga isso ” aos Chineses”.
Verdade seja dita que eles não fingem…
JSP
E ainda bem que está dividido. Não estou interessado estar na praia e um tipo estar a ‘tirar a medida’ ao meu calção de banho. Ou pior ainda, o empregado ser do mesmo partido do patrão que concorda com despedimentos sem justa causa.
O sentido de comunidade deve ser tão antigo quanto o primeiro humano a pisar o planeta. Tal como é normal as comunidades serem grupos em que os participantes têm características comuns. A raça, a religião, o escalão etário, o estatuto social, as ideias políticas.
Na sociedade moderna criou-se uma ideia de que por um lado somos todos diferentes, logo não faz sentido pertencer a um grupo, mas a realidade teima em atropelar os ideais dos sociólogos.
O que é isso ‘raça?’
Curioso fui ver ao dicionário e li:
– Categoria conceptual sem fundamentos científicos com que se pretende classificar os grupos humanos segundo características físicas hereditárias, tais como a cor da pele e o tipo de cabelo.
Há anos que faz parte do grupo de amigos a irlandesa Aine McAneny, radicada em Portugal desde criança, de pele muito branca, de cara sardenta, olhos azuis e cabelo ruivo, e nunca ninguém lhe perguntou se era de raça celta, quanto muito em pequena chamam-lhe cenourinha. Fazem parte deste grupo de humanos, homens e mulheres, que varia em idade, profissão, lisboetas das avenidas novas, algarvios e uma ribatejana, e por acaso somos todos (até ver) sem “desvios” sexuais.
Afinal não há raça. Finalmente podemos tirar o racismo do léxico comum e judicial. Já era tempo.
(qual dicionário?)
Ontem ouvi num telejornal falar da “comunidade idosa”. De facto, isto é um manicómio.
essa é extraordinária …
é a ideologia comunitarista. Em muitos casos é mera ignorãncia preguiçosa. Noutra é a importação, buy american … De facto é uma importação intelectual via uns campi que são queirozianos, num apreço pela “América” similar ao então tido pela Paris de Victor Hugo e Gambetta
É o regresso ao tribalismo, com tudo o que de perverso ele acarreta. Veja-se o exemplo de África.