Como se não bastasse o flagelo das canções de Natal em Setembro e das iluminações de Natal em Outubro, temos agora, com dois meses e meio de antecedência, as recomendações de Natal de Sua Excelência o Senhor Presidente da República.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Grotesco.
Esta loucura do estado-enfermeiro está a passar das marcas.
Há dias estava um médico a ensinar a pôr a máscara. Amanhã é como lavar os dentes. Depois como evitar as comidas com mais calorias. E assunto, é com dois S ou com um C de cedilha?
Mas há pachorra para esta merda??
Qualquer dia é como lavar o cu — com um desdobrável com bonecos. Gratuito. Pago com o dinheiro dos nórdicos feito pelo designer que é primo do presidente da câmara. Foi ajuste directo porque era urgente.
Na mouche!
Sua Excelência PR ou bobo da corte?
No Natal costumo comer bacalhau com todos, mas o Sr presidente tem razão, assim é uma rebaldaria.
Este ano o bacalhau vem só com os grelos, o ovo e as batatas vêm num prato à parte.
“Então nós íamos mascarados para o Natal?”
“Já tenho um esquema para ir à consoada”
“Há baixíssima probabilidade de vírus vir passar o Natal em Portugal. A OMS está a exagerar um bocadinho.”
“Na consoada não é necessário distanciamento porque as pessoas só olham para o prato.”
“Que cada um de nós recorra à despensa de um amigo. Não açambarquem o bacalhau.”
“Até agora não faltou nada na mesa a 24 e não é previsível que venha a faltar.”
“Existe, de facto, um produto muito eficaz, um produto que mata todos os micro-organismos e, portanto, bactérias e vírus, e que consegue durante um mês essa mesma segurança. Há uma película que é formada em torno das superfícies onde ele for aplicado. Chama-se bagaço”
“Não é patriótico acompanhar o cabrito assado com água”
E ainda o “Música no Coração” e o Sózinho em Casa”
Este último deve ter influenciado decisivamente o senhor Presidente.
Todos à consoada de Belém. Com distanciamento social. Boas festas e Próspero Ano Novo ? Perguntar não ofende. Dom Clemente, vai dizer que é um desafio à união e ao amor ao próximo…
Recitativo para a lusa autoestima: Portugal, lindo «jardim de flores à beira-mar plantado», «brinquinho que a Europa traz na orealha…», rectângulo lusíada de «nobre povo, nação valente e imortal…», este pequeno mas grande país, pela sua posição topográfica – de costas voltadas para a Europa – viu-se irremediavelmente forçado, desde o seu nascimento há oito séculos. a olhar. noite e dia, o espaço infinito do Oceano Atlântico (Alegoria da Caverna de Platão?…) em cujas águas convulsivas de perigos, o céu azul reflete a mulforme fisionomia da sua beleza e cuja atracção irresistível encheu de acontecimentos sublimes as mais belas páginas da sua história. Oh! Portugal de Abril, dos cravos, de Fátima, do fado e da saudade!…
Portugal de Abril?? credo. É só barracas e está tudo queimado — quais céu azul e multiforme beleza
… mas, mesmo assim, ainda se pode comer rabanadas? e aletria?
Ainda pode comer a Letria. Se a Letria deixar.
Esperar coerência em política, é incoerente. Se, por exemplo, a “não promologação de mandatos de nomeados” fosse para instituir, sempre, futuramente, os deputados da presente AR não apareceriam re-noemados para as listas de candidatos, re-nomeados pelos partidos, para as próximas eleições a legislativas. Incoerência.