Passamos metade da vida a renegar as raízes e a outra metade a querer recuperá-las.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana
Passamos metade da vida a renegar as raízes e a outra metade a querer recuperá-las.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana
O que explica o sucesso da loja A Vida Portuguesa, por exemplo. Os comunistas e republicanos procuram sempre destruir os símbolos dos povos e introduzem um tom de arquivo e secretaria em tudo — mas o impulso identitário é sempre maior e mais forte do que os desertos intelectuais sem magia dos pretensos humanistas.
É por isso que esses projectos falham sempre, mesmo (ou sobretudo) quando são enfiados à força pelas goelas abaixo das pessoas. A estratégia agora é nova, a miscigenação por um lado, e a vulgarização da língua, por outro, mas isso apenas vai dar ao mesmo sítio (e se calhar aos mesmos holocaustos) dos enclaves da Europa oriental, que já lá estiveram.
Essa loja tem obtido grande sucesso. Apesar de não praticar preços nada baratos.
Assim de repente:
Pedrogão
Borba
Encenação
Soure
Reguengos
Cobardes
Focus group
Discurso odio
PGR
Drink
Comprimos
Sindicância
Maior carga fiscal de sempre.
Menor investimento público de sempre.
Merecemos melhor que isto.
Temos de fazer melhor que isto !!!!!!!!!!
A.Vieira
E massa crítica, haverá? O Estado enfiou toda a gente no bolso e agora mandam os galambas.
Têm a certeza que essa figura merece mesmo a importância que vocês lhe atribuem?
Ele julga que sim — o que numa república socialista é mais do que o suficiente para destruir a paisagem de Montalegre — quem não conhece devia ir lá. É irrepetível.
E ainda que ele vá cair no esquecimento um buracão na paisagem com dezenas de km de destruição em volta do sítio ficam para sempre.
Importante ou não, por lá anda. Tal como o tinto do defunto Dr., dá de comer a bastantes portugueses.
Julgo que se enganou. Esse comentário não é, seguramente, para este texto.
Ainda não cheguei a essa fase. Aliás, desconfio não ter raízes.
Olhe que tem, olhe que tem.
Ganha-se em passar por tal, desde que na fase iconoclasta não haja estragos
irreversíveis.
Bem observado, com notável poder de síntese.
Um Oliveira nunca renega as raízes, alimenta-as (por razões óbvias).
Renegar raízes, nunca.
Por outro lado, cada vez mais difícil criá-las. A não ser que seja num vasinho fácil de transportar.
Os filhos são a principal causa dessa alteração.
Pior ainda é passar as duas metades da vida a alombar com os duas caras.
Calam o que se pensam em estado sóbrio, e que só ganham coragem para falar debaixo da bebedeira.
Como qualquer cobarde que esconde o que pensa quando em posição “on”, para despejo do fel em “off”.
Na realidade, já esquecemos as raízes e, sim, queremos recuperar o equilíbrio perdido, mas já não sabemos como.
Como europeus, fomos moldados pela profética judaica, pela filosofia grega e pela religião cristã a que depois se juntou o direito romano. E, já contendo em si os germes da destruição das raízes, pelos ideais do renascimento.
Assim o que une os europeus é uma história, uma cultura e uma ética comuns. Mas poucos sabem história, quase nenhuns filosofia e, sem o saber grego e sem a ética judaico-cristã com se pode avaliar a política ou a economia (uma ciência – quando o é – social e não exacta)?
Seria então necessário um regresso às origens ou mais apelativamente um “back to basics” cada vez mais improvável nos torvelinhos do “deficit” da “covid” dos “gajos cobardes”, etc., etc., que esgotam o nosso tempo e a nossa disponibilidade para a análise crítica.
Somos submersos em causas fracturantes – aborto, eutanásia, descobrimentos vs. achamentos, racismo, etc. – que tendencialmente nos irão reduzir à completa irrelevância.
P.S. – Este comentário poderia ser incluído numa agenda do pessimismo que eu iniciaria com a frase: A diferença entre um optimista e um pessimista é que, geralmente, o primeiro está mal informado.
Maturidade, demora, mas chega. Geralmente. Raízes são a memória do tempo, que se foi. Talvez: saudade. Perante o disruptivo presente e o futuro previsto como em aceleração de porvires piores (que tememos não ter pedalada para nos adaptarmos) passado, é sintetizado como “melhor”. O que duvido. Nós é que éramos mais novos, fortes, resilientes, desaflitos, temerários. Ou seja: mais velhos, demandamos uma ficção. Recordar é continuar a viver. Passando testemunho do histórico, de cada qual.
Seja qual fôr a Época, Seremos Sempre a Recordação do Mundo que há-de Vir!
E Assim vos deixo a Minha Recordação! Até um Outro, Qualquer Dia! E Obrigado a Todos!
“Todo o homem é uma guerra civil”
(Eu sei, não é nada original.)
JM
Boa tarde Pedro Correia.
Salvo melhor opinião que respeito como sempre, “raízes” é porventura das coisas mais importantes, na sociedade, nas famílias, e muita gente cada vez mais se esquece disso. Sem passado, sem o tentar perceber……….o futuro…….
Sem querer maçar com assuntos privados, e presente que o meu pai nasceu em 1923, a história familiar desse lado tem aspectos trágicos.
A minha avó paterna era originária daquilo que em tempos se dizia – filha de boas famílias – concretamente de Torre de Moncorvo. Era rabiteza, a mais nova de dois irmãos, e como o pai era daqueles déspotas comuns nessa época, ela que se formara como professora primária, revoltou-se e foi exercer para uma terriola incrível, naquela zona, a Vide, que fica num alto de um monte.
Tenho talvez cerca de 80 % de conhecimento de aspectos familiares até bisavós. Mas falta-me muita coisa. Apesar de muitas voltas ter já dado por trás-os-Montes, nunca lá tinha ido. Estive lá finalmente, há cerca de três semanas, a estrada é estreita e está alcatroada. Pelo que vejo agora imagino inacreditável o que seria a vida difícil nessa altura, estrada enlameada e etc. Consegui descobrir que o meu avó paterno era de lá, homem de família muito humilde, mas esta coisa de amores ultrapassa barreiras. A minha avó enamorou-se e mais tarde acabaram por casar. Mas ela faleceu e deixou 3 filhos orgãos de mãe, o meu pai com 8 anos, e os meus tios com 5 e 3 respectivamente. Infelizmente, um idoso de quase 90 anos, que me informaram saber desses passados e dessa família, estava fora, pelo que tentarei muito em breve voltar para ver se tenho sorte dessa vez.
Eu nunca renegue as minhas raizes, e tenho muito orgulho nos pais que tenho e, sabendo que o bisavô materno era um bocado traste…..paciência,…tenho vários escritos dele e fotografias, bem coleccionadas e não escondidas, os álbuns falam por si.
Bom fim de semana. Saúde.
António Cabral
Verdade, Pedro, eu que o diga!
Bem, renegar, nunca reneguei, mas não ligava nenhuma. Acontece que, de há uns anos para cá, ando tão metida nesta coisa de construir uma árvore genealógica, que perco grande parte do meu tempo a fazê-lo. Em Portugal, qualquer um pode investigar sobre o seu passado. Há já um grande número de livros paroquiais disponíveis online, gratuitamente e sem ter de fazer qualquer tipo de registo, no site http://www.tombo.pt. Um excelente exemplo de bom serviço público, aproveito para dar os meus Parabéns a todos os envolvidos.
Enfim, não nos iludamos, mesmo com tantos elementos disponíveis, dá um trabalhão, incluindo decifrar todas aquelas escritas. Eu, porém, tenho alguma sorte. A família do meu pai é quase toda originária de uma pequena aldeia transmontana, o que em muito facilita o trabalho. Nalguns casos, já cheguei aos 8ºs avós, nascidos em fins do século XVII, ou inícios do XVIII.
Para completar a ironia, era mesmo essa a parte das minhas raízes que eu mais desprezava, já que não me interessava minimamente pela dita aldeia. Depois do falecimento da minha avó, em 1991, estive mais de uma década sem lá ir.
É caso para dizer que a idade, à medida que avança, traz algumas vantagens.
