Estávamos habituados a encarar o mundo em que vivemos como um sistema determinista, com regras claras e estáveis, em que todos confiavam. Mas o que a teoria do caos nos ensina é que mesmo os sistemas deterministas podem ser afectados por pequenos eventos imprevisíveis. Isto é explicado pelo denominado efeito-borboleta, que refere que um simples bater de asas de uma borboleta na China pode provocar um furacão na Califórnia.
Desta vez não foi uma borboleta, mas uma mordedura de morcego num pangolim, que depois foi vendido num mercado chinês. E o que causou não foi um furacão, mas uma pandemia mundial com consequências dramáticas a nível da saúde e da vida de imensas pessoas e com uma provável quebra brutal do PIB mundial, a que se seguirá uma recessão gigantesca. A dúvida, no entanto, é que mundo iremos encontrar depois desta pandemia. Depois de o caos se ter instalado, a recuperação integral do sistema pode tornar-se impossível.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Entre 1914 e 1945, ou seja, no espaço de três décadas, o mundo enfrentou duas guerras mundiais, uma grande depressão e uma pandemia. Não será pois o fim do mundo, mas os próximos tempos não serão fáceis.
“A dúvida, no entanto, é que mundo iremos encontrar depois desta pandemia. Depois de o caos se ter instalado, a recuperação integral do sistema pode tornar-se impossível.”
Depois desta pandemia, de o caos ter sido ultrapassado, virão os advogados do Sistema dizer que a prova da salubridade do Modelo traduziu-se na rápida resposta à pandemia (uma vacina produzida e usada massivamente em 6meses – 1 ano é prova suficiente para demonstrar que pouco ou nada se deve mudar)
A dúvida, no entanto, é que mundo iremos encontrar depois desta pandemia.
Eu diria que muitas pessoas em Portugal, e alhures, têm uma dúvida muito mais premente, que é saber se, e como, irão sobreviver economicamente, tanto à epidemia, como à estúpida e destrutiva reação que os governos a ela tiveram.
Sinceramente, não tenho muita convicção no comentário que agora produzo.
Mas como escrevo no post de um reputado jurista, talvez possa ver esclarecidas estas minhas cogitações: igos/321877110/da-teoria-dos-atos-propri os-abusos-de-direito
Estou convencido que se a jurisprudência começar a aplicar a teoria do acto próprio a governos, internos e externos, e a organizações, internas e externas, algo poderá ser mudado.
Escrevi muito pelo DO sobre a estalinização da lei ao serviço de interesses de uns quantos, até mesmo contra a vida.
Neste sentido a reflexão de seu colega, que aqui deixo, talvez possa despertar em todos os sentido de minhas palavras. Quiçá não se possa responsabilizar na origem e não só a presente pandemia?
https://jcballerini.jusbrasil.com.br/art
https://jus.com.br/artigos/29487/resposa bilidade-civil-por-ato-proprio-ou-de-out rem
https://www.publico.pt/2020/04/20/mundo/n oticia/australia-pede-investigacao-orige m-surto-wuhan-china-pensar-1913073
E sim, para construir um mundo melhor e saber o que aconteceu a este mundo, precisamos interrogar-nos e continuar a fazer perguntas que nos indiquem transparentemente como aconteceu esta e como se poderá evitar no futuro. Mas também saber porque aconteceu esta e, apurando-se, quem deve dar explicações sobre a mesma a milhares de milhares de enlutados e aos mais de mil milhões de prejudicados.
Começam a surgir algumas luzes do meio académico e científico que importa escutar. Aqui deixo: 7ic
https://www.youtube.com/watch?v=3bXWGxhd
Os governos mundiais têm de enfrentar esta questão que criou a agonia nos seus; e a jurisprudência deve ir ao encontro das dores dos povos, ajudando-os a encontrar uma resposta que os tranquilize.
Mais informação que importa seguir:
https://www.youtube.com/watch?v=0QUdrYyf tdY
https://townhall.com/tipsheet/bethbauman n/2020/04/19/watch-german-journalist-jul ian-reichelt-takes-china-to-task-over-th eir-responsib-n2567195
https://www.express.co.uk/news/world/127 1028/Angela-Merkel-Germany-China-coronav irus-blame-Wuhan-Xi-Jinping-Trump-latest
Depois do abismo, o cataclismo e outros “ismos…”
Racismo, fascismo, ceticismo, fanatismo, nepotismo, anarquismo, banditismo, canalhismo, cretinismo, despotismo, dogmatismo, extremismo, feudalismo, nervosismo, ostracismo, chauvinismo, militarismo, negativismo ,oportunismo, puritanismo, radicalismo, revanchismo, separatismo, egocentrismo, materialismo, medievalismo, nacionalismo, primitivismo, regionalismo, sedentarismo, autoritarismo, charlatanismo, obscurantismo, protecionismo, totalitarismo, conservadorismo, isolacionismo.
Mas, vai ficar tudo bem.
Deixe aqui o seu nome ou pseudónimo, anónimo. Este seu comentário é um sério candidato a comentário da semana.
Mas não selecciono anónimos.
Agradeço a distinção, mas não faço questão.
….benfiquismo

Vai ficar tudo bem, sim senhor.
Se incluísse o canibalismo é que talvez não ficasse.
Está a confundir canibalismo com antropofagia…
Canibalismo é um tipo de relação ecológica em que certas espécies de animais se alimentam de indivíduos da mesma espécie. Segundo alguns investigadores, essa prática teria resultado da evolução das espécies, com o objetivo de eliminar os indivíduos menos aptos, por exemplo, provenientes de uma ninhada em que alguns filhotes saem dos ovos defeituosos ou imaturos.
Antropofagia é um ato ritual de comer uma ou várias partes de um ser humano. Os povos que praticam esse ritual fazem-no pensando que assim terão a vingança do seu povo morto pelo bando do prisioneiro. O sentido etimológico original da palavra “antropófago” (do grego anthropos, “homem” e phagein, “comer”) foi sendo substituído pelo seu uso comum, que designa o caso particular de canibalismo na espécie humana. Por se realizar num contexto mágico cerimonial ou patológico, não deve ser classificado ou compreendido como um hábito alimentar, o que não se aplica ao canibalismo, na maioria das vezes associado ao comportamento predatório.
Casos de antropofagia podem também ocorrer em situações extremas, por uma questão de sobrevivência, como no voo 571, da Força Aérea Uruguaia , mais conhecido como Tragédia dos Andes ou Milagre dos Andes, um voo fretado que transportava 45 pessoas, incluindo uma equipe de rugby, seus amigos, familiares e associados que caiu na Cordilheira dos Andes em 13 de outubro de 1972.
Os sobreviventes tinham pouca comida e nenhuma fonte de calor em condições extremas, a mais de 3.600 metros (11.800 pés) de altitude. Diante da fome e notícias reportadas via rádio de que a busca por eles tinha sido abandonada, os sobreviventes alimentaram-se da carne dos passageiros mortos, que havia sido preservada na neve.
AH! Muito obrigado!

O que não aprendi!
Se, porventura, – dado nestes tempos conturbados estarmos mais sujeitos à desgraça do que à felicidade, – se, dizia, porventura o bicho o emboscar numa curva, que o Céu o recompense.
Já dizia a minha avó,
com a sabedoria do povo,
aprender até morrer,
seja velho ou seja novo.
E não pense que sou ingrato e o não recompensaria eu. Tanta prodigalidade de conhecimento derramado neste meu obtuso cérebro merecia toda a recompensa possível, mas infelizmente não posso.
Tinha para aqui uns cêntimos amealhados para quaisquer dramáticas vicissitudes existenciais, mas estava longe de pensar que seria tanto.
Fui comprar dois frascos de álcool , um de gel e uma embalagem de máscaras e fiquei na penúria. Não me endividei nem sei como, mas quase.
Já nem deu para o queijito da serra que saí a salivar por ele, e o mais que consegui, bem espremido, foram duas latinhas de atum do mais baratinho.
Assim tem de ser mesmo o Divino a recompensá-lo.
Que lhe faça bom proveito,
esse frugal petisco,
deixe estar que eu cá me ajeito,
ainda tenho para ai marisco.
Adenda, Anónimo :
A antropofagia pode também suceder como ritual fúnebre de familiares, amigos, com o objectivo de, ao ingerir partes dos seus corpos, o morto ficar a fazer parte do corpo dos vivos.
Também diziam que o fim do mundo era em cuecas. Afinal vai ser em pijama.
E de rabo limpo
Deus te oiça
Identifico-me com tudo o que escreve. Exceptuando a afirmação relativa a “uma mordedura de morcego num pangolim, que depois foi vendido num mercado chinês.”
Essa afirmação carece de comprovação científica. Para além do mais, até “o maior especialista chinês em coranavírus”, em entrevista à Science reproduzida no Observador sob os seguintes título e link:
«Maior especialista em coronavírus da China: “Grande erro da Europa é não usarem máscaras”»
https://observador.pt/2020/03/31/maior-e specialista-em-coronavirus-na-china-gran de-erro-da-europa-e-nao-usarem-mascaras/ ,
coloca em causa que a origem do vírus tenha sido o “wet market” de Wuhan. Algo de que já se duvidava há muito tempo e que tem implicações. Nomeadamente sobre a segurança do laboratório SL4 do Instituto de Virologia de Wuhan, que já vinha a ser posta em causa desde 2017, salvo erro.
Somando a isto a resposta inicial chinesa (espero que isto não seja considerado xenofobia) de tentar “meter o lixo debaixo do tapete” e a subsequente tomada de controlo do Instituto de Virologia de Wuhan pelo exécito chinês, ficam imensas dúvidas a pairar no ar.
Já agora: o “efeito borboleta“ é determinista.
Ontem apanhei parte de uns debates que participavam Inês de Medeiros, e Ana Drago.
A facilidade com que se defende a sessão solene no Parlamento, e os aumentos da Função Pública (o argumento de que estava orçamentado é delicioso, como se os OE fossem cumpridos à letra) são demonstrativos de que o feudalismo está vivo e de boa saúde.
Países dentro do país.
Uns têm direitos, outros têm ainda mais direitos.
Quanto ao funcionalismo público em si, continua a ser adorável a argumentação de que são a base do país (ainda ontem eram eles que estavam “na linha da frente”, a aguentar isto tudo, enquanto o resto descansava), e de que são os únicos que levam com austeridade quando a coisa aperta. Coitadinhos, não têm aumentos há não sei quantos anos. Têm bom remédio, juntem-se à classe privilegiada do sector privado, onde a malta é aumentada anualmente, ganha grandes salários, e a segurança laboral é assegurada.
Um país alicerçado, bem ou mal, no turismo e serviços, não aumentar os FP de imediato pode ter consequências catastróficas para Portugal, dizem elas.
Concordo plenamente com o pensamento desta semana,acho que é a mais pura das verdades!! Ninguém estava à espera que um morcego viesse a contaminar uma comunidade inteira e mundial com o coronavírus,só espero é que as coisas possam melhorar!!
O comentário está bem estruturado. No entanto poderá não ser exato. A história do pangolim e do morcego, poderá vir a confirmar-se como mais uma falácia chinesa. Luc Montagnier, prémio Nobel da medicina em 2008, defende que o vírus foi criado no laboratório de Wuhan e que de lá saiu involuntariamente. Podemos até questionar o homem, mas ele trabalhou naquele mesmo laboratório e saberá do que está a falar. Mais do que nunca exige-se uma investigação, exigem-se explicações. Não sou muito dado a teorias da conspiração, mas não posso deixar de me questionar como é que a China, que também terá sido apanhada de surpresa por esta pandemia, consegue em tão pouco tempo ser o fornecedor número um do mundo inteiro. Ou são de facto excepcionais, ou então já tinham material em stock para dar resposta às necessidades do mundo inteiro. E se já tinham stock, é porque já sabiam o que aí vinha. Seja como for, sendo ou não verdade, é suspeito.
«Maior especialista em coronavírus da China: “Grande erro da Europa é não usarem máscaras”»
https://observador.pt/2020/03/31/maior-e specialista-em-coronavirus-na-china-gran de-erro-da-europa-e-nao-usarem-mascaras/ ,
Nessa entrevista, “o maior especialista em coronavírus da China” coloca em causa que a origem do vírus tenha sido o “wet market” de Wuhan. E explica porquê.
Tudo leva a crer que este ano vai ter uma época terrível de incêndios, esperemos que não. Se assim acontecer, a percecção e atuação poderão variar da trajetória actual. Como já aconteceu em relação aos plásticos.
De onde veio a gripe das aves?
De onde veio este covid 19?
Comparando o grau de perigosidade entre ambas, o da última é incomparavelmente maior.
Como irá ser a terceira?
Haja quem me diga o nome de um politico europeu que tenha levantado uma dúvida, por mais pequena que seja, sobre o apuramento de responsabilidades pelo que está a acontecer.
Pelo contrário a senhora alemã, congratula-se pela acuação que a OMS tem tido.
Diz o povo, tão ladrão é o que vai ás uvas, como o que fica à porta. Parece-me que a Europa ficou à porta.
O Sistema não é assim tão benéfico para a generalidade da população que necessite ser preservado exactamente como era.
As borboletas não são para aqui chamadas. O problema do Sistema é a falta de regulação séria e competente. Toda a instabilidade resulta desse facto e não da exactidão de medida das condições iniciais.
José de Bêtum