DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Margarida Craveiro: «Eu também sou fã da Madeira. Das levadas que fiz, dos mergulhos em Porto Moniz, das lapas e das espetadas.»

 

João Campos: «Não costumo celebrar feriados, mas normalmente não falho um 25 de Abril lá na terra (desde que vim para Lisboa, falhei um, e foi por causa de uma rapariga). É que por lá, a data é sempre sinónimo de festa rija: bifanas e cerveja à venda na rua a preços de amigo, concertos, foguetes (consta que este ano foi mais fumo que fogo; eu não os vi, estava na cerveja). Este ano foram lá os nossos Blind Zero, e deram um bom concerto, ainda que curtinho. Mais importante, a data serve também para rever amigos e conhecidos dos anos de escola, que todo o concelho acorre à vila na noite de vinte e quatro para vinte e cinco.»

 

João Carvalho: «Armando Vara não se revê nas escutas públicas e não sabe como o seu nome surgiu ligado ao caso PT/TVI. Talvez ele seja correspondido: cheira-me que o país também não se revê em Armando Vara e também não sabe como o seu nome surgiu ligado a um caso de peixe embrulhado.»

 

Eu: «É quase injurioso equiparar Paris à ilha do Corvo para efeitos de “direito ao subsídio de transporte”, ainda por cima em nome da “igualdade estatutária dos deputados”. Que isto venha plasmado num despacho do presidente da Assembleia da República – segunda figura da hierarquia do Estado – para justificar as deslocações semanais à Cidade-Luz da deputada que figurou em terceiro lugar na lista do Partido Socialista por Lisboa torna o caso ainda mais extraordinário.»

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