Na óptica de comunicação política, o nosso sistema de Governo semi-presidencialista tem a particularidade de permitir uma dinâmica bicéfala numa gestão de crise como aquela que vivemos actualmente. Uma originalidade portuguesa, quando comparada com outros sistemas, onde quem tem o poder Executivo comunica a solo.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

É de facto muito original que seja o Presidente a declarar o estado de emergência, mas seja depois o governo a elaborar quais os condicionalismos em vigor durante tal estado. No limite, pode pôr-se o caso de o Presidente declarar estado de emergência mas depois o governo não colocar quaisquer condicionalismos especiais ao período desse estado.
Geralmente quando se comunica a solo há tendência para o autoritarismo.
Não pôr demasiado poder só num órgão parece uma boa ideia. Até porque ser chefe não quer dizer ser infalível.
Isto não quer dizer que não haja coordenação entre atores.
De originalidades temos nós, há séculos, o cabaz repleto: de um Palácio das … Necessidades a um Cemitério dos… Prazeres, de um Aeroporto… Sá-Carneiro a um Panteão Nacional onde repousam… uma fadista e um futebolista, é só escolher.
Quanto à idiossincrática bicefalia (ou será biglossia?) em avaliação, chamemos-lhe, à falta de melhor símile, um casamento de conveniência: o dr. António Costa promoveu a absolvição pública de um Senhor Presidente que, já bem evidente a pandemia em território nacional, continuava a beijar e a abraçar qualquer vivente que no seu caminho se cruzasse como se amanhã não houvesse, juntando o atento dr. Costa o ironicamente agradável ao pragmaticamente útil ao deixar ao irrequietíssimo Presidente aquele mesmo espaço de recreação pública sob as luzes da ribalta que se dá às criancinhas alacremente inconvenientes quando se sabe que mantê-las em confinamento vai dar, mais tarde ou mais cedo, amargos de boca. Por sua parte, o astuto Senhor Presidente agradece (baixinho, baixinho…) o balãozinho de amigo oxigénio e faz-se de desentendido (e sabe Deus como Marcelo é um virtuoso na arte do “eu nunca estive lá e não conheço quem tenha estado”) ao fazer de conta que não leu as letrinhas pequeninas no final do contrato que estipulavam que o êxito dos mil pais ou o fragoroso fracasso invariavelmente órfão da “gestão” da crise pandémica será ambrósia ou será cicuta para beber a dois.
Esqueceu-se do Tribunal da Boa-Hora……………
É giro.
Ainda ontem o senhor Marcelo falou à saida do Infarmed, veio a seguir o senhor Costa explicar o que ele disse.
Só se esqueceu de explicar que as luzinhas ao fim do túnel eram pirilampos.
José, veja bem a enormidade do que afirma. Não pode pensar exclusivamente usando a razão ou produzirá, nos seus textos, monstros razoáveis, misérias cheias de lógica.
Veja a diferença (vai senti-la e só depois pensá-la, devendo, nós, avaliarmos o bom pensamento pelo bom sentimento que o primeiro nos traz – córtex frontal não está desligado da ínsula cortical)
https://images.app.goo.gl/efS3aaUxRe5Wm nWb6
https://images.app.goo.gl/Yg7F37ycHtnFt 6Am9
OK, não era aqui que queria publicar “isto”
OK. Por nós está tudo bem.
Por aqui também. Obrigado
#PascoaMal
#25AbrilBem
Ainda se fala em castas, privilégios e tal…
#1deMaioPior
Ferro Rodrigues, a dizer como é: a maioria quer, comemora-se o 25 de Abril. Não força que contrarie a vontade da maioria.
Marcelo, mete o Estado de Emergência onde o sol não brilha. Nas traseiras de Belém.
Nem sempre, neste caso por exemplo, o solista por aqui tantas vezes elogiado em tempos de Brexit, ficou incomunicável, vitima ao que parece, de uma negligência incapacitante.
O jornal britânico The Times publica, este domingo, um extenso artigo, no qual acusa o governo liderado por Boris Johnson de ter ignorado uma série de avisos feito entre o final de janeiro e o início de fevereiro para a gravidade da pandemia que se avizinhava.
Escreve a publicação que o primeiro-ministro do Reino Unido terá desperdiçado “cinco semanas fundamentais na luta para derrubar a perigosa ameaça do coronavírus, apesar de o país se encontrar num pobre estado de preparação para uma pandemia”.
Um dos aspetos mais flagrantes desta alegada desvalorização da Covid-19 está relacionado com a não comparência de Boris Johnson num total de cinco reuniões de emergência convocadas pelo próprio gabinete para discutir eventuais medidas de prevenção.