“Eu lembro-me da primeira vez que tive sexo – guardei o recibo.”
Groucho Marx
Eu também me lembro e muito bem. Curiosamente essa lembrança remete-me para o sushi; toda a gente deslumbrada de prazer e eu que não lhe acho graça nenhuma.
PS. Sendo esta tradução mais apurada ( agradeço o apontamento! 🙂 também mais maliciosa e esclarecedora, retrata de igual modo uma “primeira vez”, possivelmente mais condimentda na receita.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

As Teens americanas na primeira vez dizem : tanta coisa por umas cócegas no fundo da barriga…
Se antigamente os tabus sobrevalorizavam a “primeira vez” que era ( e ainda é) frequentemente decepcionante, hoje nem sequer há juízo de valor ou até aquela mística das borboletas. É banal.
Haver conhecimento e gente esclarecida é excelente, mas será que há mesmo?
Não seria antes “recibo”? Receita não faz muito sentido, já um recibo… Tem tudo a ver 😉
Pois, acredito
Na primeira vez não gostei. Olhando para trás, deveu-se à falta de qualidade.
Entretanto experimentei novamente, e ganhei o gosto. Umas vezes melhor, outras pior. Não é para fazer todos os dias, mas tem alturas em que dá a vontade assim de repente.
A qualidade obtem-se pela prática persistente até a perícia superar a inépcia. Ser artista nem sempre é mestrar a arte.
Não acho que na desilusão da primeira me possa ser atribuída culpa. Ia com vontade e de mente aberta.
Simplesmente o sushi não era grande coisa.
O Sushi está nitidamente sobrevalorizado
Bem, em matéria de ter ou não ter, eu recordo-me da primeira vez que tive um relógio: um Seiko.
Quanto ao sexo, como sou conservador, felizmente ainda o mantenho: conservo o que sempre fez parte de mim.
Tenho-o conservado muito bem, evitando demasiada exposição solar, exposição às intempéries e praticando com regularidade a esfoliação para evitar escamações na pele.
Creio que esta é uma boa receita.
“Quando duas pessoas fazem amor
Não estão apenas fazendo amor
Estão dando corda ao relógio do mundo”. Mário Quintana
Seiko…check!
Seiko é um nome japonês feminino que significa sincera ou correcta. Assim, quando se dá corda tem de ser a preceito.
😉
E depois há aquela canção cujo o título dá que pensar no que vale realmente a pena…
Good Girls Go to Heaven (Bad Girls Go Everywhere)
Se elas go everywhere deve-se atribuir o benefício da dúvida e aceitar que esse everywhere também possa ser o Heaven. Para ser perfeito, é preciso que levem consigo os pecadores. Isto é uma forma correcta, sincera de levar as alminhas ao paraíso
Os pecadores serão aqueles que transgridem. O pecado implica a tal transgressão. Dizer que pecado é pecado, aqui e na China, não é a realidade, por isso essa ascenção ou queda das alminhas é talvez uma “verdade” mais estranha do que a ficção. Isto tem muito a ver com a minha costela de S. Tomé, sabe ?
Bem, parece-me que escrevíamos sobre experiências sexuais; e aqui e na China creio que nesta matéria se busca o paraíso.
Não vá por aí, Dulce.
Afinal é recibo (“receipt”) ou receita (“recipe”)? Esclareça.
Depende de como quer reter a lembrança. Se for retenção na fonte ou para combater a retenção de líquidos, por exemplo.
Milton discordaria.
Tenho pena desse tal Groucho Marx, que em vez de se lembrar da sua primeira vez como sendo um dia especial, com carinho e amor pelo meio, lembra-se do valor que pagou…(e ainda guardou o recibo),
A verdadeira anónima.
Ah! o amor, o amor.
É como uma clepsidra.
O coração enche-se,
na proporção da cabeça que se esvazia.
Acreito que a primeira vez é pura adrenalina, puro entusiasmo, grande é a expectativa “to face the great unknown”.
” What’s love got to do with it ?” é frequentemente a pregunta que se põe no rescaldo da grande aventura da paixão.
É mesmo. “To face the great unknown”. Inefável deleite.
A voz suplicante que o desejo enrouquece, os sorrisos voluptuosos do ente encantador que nos preenche o todo. Eram aquelas subtilíssimas emanações que perfumam o ar respirado pela mulher amada, era aquele tépido vapor semelhante a um corpo cujos contornos uma alma apaixonada julga abraçar, acariciar, beijar; hominalidade da imaginação, fada caprichosa, expoente máximo que se desprende da galáxia dos astros flutuantes para resplandecer em nossas vidas.
Ai o amor, o amor.
Depois do entusiasmo, poderá eventualmente ter ficdor a pensar no resultado, e a considerar um reeembolso, quem sabe.
Que memória. Eu também me lembro da primeira queca.