
João Campos: «Às nove da noite é possível atravessar a Rua Augusta – a principal artéria da Baixa – sem nos cruzarmos com mais de seis pessoas. A essa hora, as lojas estão fechadas, os restaurantes e cafés estão a fechar (ou estão desertos), e nos prédios, a maior parte das janelas não mostra qualquer luz. O imponente arco da Rua Augusta já nem iluminado está – após o cair da noite, é apenas um sinistro arco de pedra que dá acesso à devastada Praça do Comércio. (A propósito: não espreitem para a “obra”. É deprimente).»
João Carvalho: «Acabo de saber que o social-democrata Morais Sarmento se manifestou hoje muito crítico perante a escolha de Vítor Constâncio para o Banco Central Europeu. Presumo que Sarmento tenha chegado de uma ausência prolongada, mas que não há-de impedi-lo de tomar duas iniciativas: primeira, ir à Europa explicar isso mesmo; segunda (esta é um favor), arranjar qualquer coisa por lá que sirva para Constâncio partir.»
Paulo Gorjão: «Alguém acredita que Paulo Rangel não se lembrava de se ter filiado? Será que também não se lembra de ter escrito a Paulo Portas? Paulo Rangel lembra-se que no 25 de Abril a sua “mãe acabou de bordar um pullover com dois elefantes vermelhos” — tinha Paulo Rangel seis anos na altura — e não se lembra de ter sido militante do CDS quando tinha 28 anos? Alguém se filia num partido de ânimo leve ao ponto de não se lembrar se o fez?»
Teresa Ribeiro: «António Barreto começa a mostrar serviço. Para começo, não está nada mal. Precisávamos disto [Pordata] como de pão para a boca.»
Eu: «Quando o vento sopra de feição, ele [José Sócrates] soube de tudo e foi responsável por tudo. À mínima brisa contrária, torna-se a pessoa mais ignorante do País, como ficou patente na entrevista de ontem à SIC – a primeira em que permaneceu à defesa durante o tempo todo. É um estilo de governação que o define. E que caracteriza um ciclo político que está prestes a esgotar-se.
