Pensamento da semana


eventhorizon,

A internet tornou o ódio fácil, prático, cómodo e, acima de tudo, rentável.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

41 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Nem sei distinguir se o pensamento será verdadeiro ou falso,se nós soubermos usar a internet unicamente para coisas boas,é falso esse pensamento,contudo,se formos usar a internet em coisas que não devemos,é um pensamento verdadeiro!! Pelo menos,é o que eu acho em relação a esse assunto!! Boa semana!!

  2. A internet tornou a coisa mais visível mas o ódio fácil, prático, cómodo e, acima de tudo, rentável é algo que vem do fundo dos tempos.

    1. A internet também serve para promover quem, caso não existisse, ninguém conhecia. A internet também serve para propagandear ‘o lá mode’.
      Por exemplo: surgiu no SAPO uma pergunta/inquérito que o André Ventura achava que Marcelo tem sido mau Presidente e depois questionava com quatro opiniões ‘bom, mau, assim assim, muito mau’. A que propósito vem esta
      pergunta/inquérito? Só se entende ser uma promoção a André Ventura. E por que razão há que promover o André Ventura?
      Assim, a internet arranja uma figura ou figurão para a ribalta política.

  3. O que diz da internet faz lembrar o que se disse da Rádio e da Televisão quando apareceram. E pode imaginar-se que se poderia ter dito (ou pensado) quando se inventou a escrita, o papel, a imprensa, quando se começou a divulgar o livro e os jornais.
    No livro sobre a Marquesa de Alorna de Maria João Lopo de Carvalho, há uma passagem em que a autora põe na boca da Marquesa palavras com piada a respeito da notícia da invenção pelos Daguerre do que viria a ser a fotografia.
    Sempre que aparece alguma coisa nova há sempre quem se alarme. E o que se diz pelos que se alarmam é sempre, com as devidas adaptações, o mesmo ou muito parecido.
    Já pensaram no que se podia ter dito quando se inventou a escrita? Então agora o que fui digo fica gravado para sempre numa pedra? E pode ser repetido, etc. etc.

    1. As mentiras, as ofensas, as noticias inventadas, o insulto fácil não pode existir em televisão e na rádio por poder ser feita uma queixa crime ou poder haver o contraditório à vista de todos.
      A internet é utilizada para promover o que não tem nenhuma possibilidade por ser vigarice ou apresentado com métodos de publicidade enganosa.

  4. A internet apenas vem acentuar as qualidades e defeitos do ser humano.
    Lamento informar, mas a estupidez humana já havia sido inventada antes do advento do facebook. Agora, com internet, chega mais longe, e mais depressa, mas apenas isso.
    A própria mentalidade de grupo não é algo de novo; a malta juntava-se em cavernas, cidades, clubes de futebol, agora é em grupos de discussão.
    Mas o maior mérito, ou não, é de demonstrar que democracia pouco tem a ver com a vontade da maioria, e de que esta fosse aplicada sem restrição o mundo seria ainda mais perigoso.
    As “indignações” das redes sociais lembram-me aqueles filmes de “caubóis”, em que se juntava uma multidão para o linchamento. Havia sempre um tipo que apelava a que se
    esperasse pelo juíz, mas o mais certo era o meliante acabar pendurado numa árvore, sem hipótese de defesa.
    Falamos mal de Governos e Tribunais, mas felizmente que exitem para nos protegem de nós mesmos.

  5. Caro João Campos. Está muito bem visto.
    E não só. Com a Internet todo o normal é sábio e o burro doutor.

    Faz culto o normal e o burro,
    O farto e o faminto
    O roto e o engravatado
    e ninguém faz figura de asinino

  6. Em minha opinião a internet é, simplesmente, um meio de comunicação fácil, rápido e de acesso global que, mais do que nunca antes ( que se saiba ), permite a divulgação de todos os pensamentos, sentimentos e emoções que, há milénios, caracterizam a natureza humana.

    1. Sim. Não sou exactamente ludita neste tema: a tecnologia que sustenta a Internet é uma das grandes invenções da Humanidade, e vivemos todos melhores por tê-la ao nosso dispor.

      1. Tudo o que nos faz imensamente felizes nos pode fazer também imensamente infelizes. A internet que permite chegar, rapidamente a toda a humanidade, as mensagens mais compassionais e bondosas do ser humano também divulga, sem qualquer controlo, as mensagens oriundas dos mais baixos e perversos instintos de seres humanos diabólicos e psicopatas.
        Ė bom que nunca esqueçamos o outro lado das regras que defendemos com as melhores intenções. Há sempre um reverso da medalha.

        1. Senhora Isabel, não podia ser mais certeira.
          Devido à internet conheço um casamento feliz a derramar mel e seis divórcios a fumegarem diabos.

  7. é verdade que a internet nos pôs em contacto com um mundo de coisas e de pessoas antes inacessíveis. E isso é, em princípio, bom, útil, instrutivo. Mas também pode ser mau, mesmo pernicioso. Há em tudo que existe um lado bom e menos bom que são determinados pelos envolvidos. E o ódio é um sentimento menor, próprio de espíritos mesquinhos que, a coberto do anonimato e da ausência do “olho no olho” , se sentem capazes do que bem entendem. É a vulgar má criação embebida em cobardia.

    1. Senhora Bea.
      Quando diz “E o ódio é um sentimento menor, próprio de espíritos mesquinhos que, a coberto do anonimato e da ausência do “olho no olho” , se sentem capazes do que bem entendem,” Obviamente não está a ver o lado oposto.
      Nem tudo é mau e muito ao invés a internet espoletou o lado generoso e abnegado de santificadas criaturas, que sem ela (internet) pereceriam ingloriamente nas trevas do obscurantismo, o que era uma pena.
      São aquelas alminhas santificadas caridosas, abençoadas abnegadas, sagradas virtuosas de coração puro e alma alva sempre dispostas a verterem uma lágrima pelos pecados do mundo.
      Deus as abençoe!

      1. às suas ditas almas puras, sempre prontas à compaixão de internet, chamo outra coisa. Se acaso vertem lágrimas, são de crocodilo. É gente que, se chora, é por si mesma.

  8. A questão é – Porquê?… porquê tanto ódio “no virtual”, quando protegidos por um ecrã? Ou será que frente-a-frente, no dia-a-dia, estas bestas (desculpe!) existem mesmo e são reais?…Não consigo entender esta transformação de carácter que ocorre em certas pessoas ao passar do Real para o Virtual.

    1. “no dia-a-dia, estas bestas (desculpe!) existem mesmo e são reais”
      Lá está …. se estivesse frente-a-frente comigo não me chamaria besta. E agora percebeu a razão?
      Beijinhos.

      1. Se estivesse na presença do autor do post e ele, João Campos, dissesse: A Internet tornou o ódio fácil, prático, cómodo e, acima de tudo, rentável. O meu comentário seria exactamente
        o mesmo – só não colocava “desculpe” entre parêntesis.
        Porque há pessoas na Internet cujo comportamento é tão grosseiro, tão irracional.

        1. o cunhado do acutilante, porquê o plural? Sendo que o alvo sou Eu bastava dizer: Ai ai, esta senhora.
          Deixo-lhe um provérbio bem antigo, que encaixa bem no seu comentário – e com isto a possibilidade de ganhar mais um ponto negativo a meu favor
          Presunção e água benta cada qual toma a que quer.

          1. Senhora Té.
            Nunca os conflitos ou mal-entendidos femininos trouxeram mal ao mundo. No fim acabam sempre numa esplanada diante de uma chávena de café sorrindo-se mutuamente com elogios trocados sobre o bom gosto do traje envergado que lhe vai mesmo a matar com a mala a condizer, e tudo foi ultrapassado porque afinal tudo não passou de uma intriga daquela invejosa. – Há sempre uma invejosa para as ocasiões que só sabe arranjar mal-entendidos na vida das pessoas, – e no fim despedem-se com beijinhos e tratando-se por queridas.
            Já nos conflitos ou mal-entendidos masculinos a coisa torna-se mais grave. Trazem o mundo conturbado e ensanguentado que todos conhecemos.
            Em todo o caso, isto são só blogues.

          2. Sem duvida, Senhor o cunhado do acutilante, a nossa postura é diferente – para si “isto são só blogues”. Na minha perspectiva, é importante não esquecer, Os Blogues Têm Gente Dentro.
            Boa tarde.

          3. Ah! muita delicadeza sua a bonita preocupação em corrigir as gralhas, atenção que muito me sensibilizou, mas acredite que nem nisso reparei, e mesmo que tivesse reparado acredite ainda mais que não ficava mais rico nem menos pobre por isso.
            Agora, se efectivamente não sou a pessoa mais indicada para reparar nas gralhas dos outros, – tomara que não reparem nas minhas, – não deixa de ser muito eficaz a sua correcção, não vá o implacável caçador de ofensas à lusa-língua Pedro Correia, reparar nos terrificantes crimes gramaticais pela encantadora senhora Té cometidos.
            Mas como o postal não é dele, com um pouco de sorte talvez os seus, (dele) périplos o levem para outros destinos e nem sequer por aqui passe, e a senhora Té escapa.
            Quanto ao assunto em questão, “ai ai, estas senhoras” continuo a pensar que isto são só blogues, se bem que não deixe, parcialmente, de concordar consigo que os blogues têm gente dentro, sobremaneira valorizada quando é gente feminina.
            Desejo-lhe a continuação de um excelente dia.
            Foi um prazer.

          4. Depende da perspectiva de cada um/a e da sua filosofia de vida.
            A minha cinge-se a vive, deixa viver quem quer e morrer quem quiser, um blogue é um espaço onde me é permitido, por sentido de vida que me norteia, com humor interagir através da palavra com pessoas desconhecidas. Sem ofensa, sem melindre, sem amesquinhar nem magoar absolutamente ninguém.
            Isto é para mim um blogue.
            Para outros, com especial enfoque para a feminilidade, (alguma) não será propriamente assim e será mais ou menos isto.

            Sou uma filha das estrelas de uma galáxia distante.
            Gerada no centro do universo e parida por um sol.
            Para o mundo trazida num cometa de fogo iridescente.
            Para num blogue, com meu brilho ofuscar gente deprimente.

            Provavelmente não será bem assim, mas aproxima-se.
            Um excelente fim-de-semana.

          5. “Presunção e água benta cada qual toma a que quer.”
            Té, está errado. O provérbio é assim:
            “Presumbenta e aguação cada quer toma a que um”

  9. “Ódio” ou “Indignação”?

    Eu por exemplo vi “ódio” na ONU ainda há bem pouco tempo, mas outros viram “indignação”.

    É interessante ver como se deixou de falar das “redes sociais” a partir do momento em que as redes não ficaram dominadas pelo pensamento Marxista como os criadores da expressão previam.

    O povo estraga sempre o Socialismo da elite.

    lucklucky

  10. Verdade!
    É assustadora a capacidade que as pessoas adquiriram de odiar gratuitamente. Escondem-se atrás de um nickname, normalmente sem foto e destilam veneno. É um dos pontos negativos dos tempos modernos.

    Abraço

    A equipa da Rádio TugaNet

  11. Aqui está uma frase que apesar de fazer sentido é redundante.

    O ódio sempre foi fácil, prático, cómodo e muito rentável; a internet apenas cumpre uma função libertadora e convenhamos, a expressão das emoções, não é de todo perigosa, sobretudo através do écran do computador e outros conectáveis.

  12. A Internet permite-me afirmar:

    António Costa é uma referência para a hipocrisia ao vivo (on stage), para não escrever mais “qualidades” desse individuo.

    Alexandre Vieira

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