Pensamento da semana


Paulo Sousa,

Que parte daquilo que somos seria igual se vivêssemos noutro tempo da história ou noutro sítio do mundo?

Será isso o verdadeiro “eu”?

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

19 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Depende do contexto. A natureza humana é caracterizada pela sua flexibilidade. Aliás, somos o único animal capaz de se julgar, imitar, um outro animal (licantropia clínica ). O contexto faz o Homem e não o Homem o seu contexto.(bad barrels make bad apples)

    Se se previligiar a competição, o narcisismo, se com ela houver mais hipóteses de passarmos os nossos genes, seremos daquela forma. Se se previligiar a cooperação, a comunidade, seremos mais tolerantes.

    Somos o único animal capaz de determinar a sua própria natureza. Somos o único animal com um neocórtex capaz de “brincar” com as necessidades do paleoencéfalo.

  2. De mim eu sei, dos outros não lhes conheço as ideologias, os interesses nem os pecados nem as virtudes para pensar por eles.
    Pois de mim sei o que nada mudaria. A minha orientação sexual.

    Violeta Gina dos Prazeres e Morais.

      1. A minha orientação sexual, simplesmente.
        O sentido direccional só a mim e a quem comigo saboreia o cálice diz respeito.

        Violeta Gina dos Prazeres e Morais

          1. Já lhe respondi. Só a mim diz respeito.
            Certamente aos homens que o lêem lhes desagradará verem-no desmistificar a (alegada) curiosidade feminina.

            Violeta Gina.
            Supressão do resto por exorbitância de apelido.

  3. Excelente, há pessoas que parecem ter a sua vida escrita ao nascerem,com uma determinação interior independente do exterior . Outras serão o ar do seu tempo. Outras estão em diversos graus entre esses dois extremos.

    lucklucky

  4. Já o romano perguntava( e respondia) : Quem da pátria sai a si mesmo escapa?
    As mudanças profundas nos tempos históricos e nos lugares não deixarão de marcar e orientar o fenótipo.

  5. Bem, coloca uma questão interessante. Se isso fosse possível em contexto histórico, o “eu” não mudava.

    Que agiríamos diferentes, lá isso sim. Depois de formado, o que transforma o “eu” sou “eu”.

  6. Muito bom. Mas não será também que havendo vários eus, são todos falsos até o verdadeiro — e todos verdadeiros incluindo os falsos?

    (Macbeth, I-12)

      1. ahhhh, miséria — nem me lembres. Tinha esse filme gravado para ver depois mas quando desactivei a TV Cine a gravação também se foi. Já tinha pago, mas os gajos limpam a box. Passá-los à espada era pouco.

  7. O verdadeiro eu nao existe, conforme nos ensina o budismo. Somos uma consciencia sempre mutavel e sempre em fluxo. Nada ha nessa consciencia de imutavel, perene e genuino. A alma e uma ilusao.

  8. Se alguma coisa permanecesse, por certo seria o inamovível de nós. Mas não poderíamos senão dizer que era ou fazia parte do eu.
    Embora eu não saiba muito bem o que é o eu:).

  9. Podem até ter razão, os budistas. Mas, até prova em contrário, acredito em certa unicidade a que chamo alma; e há quem chame pensamento, espírito. e mais coisas que não dá para observar de maneira nenhuma. Portanto, à parte o budismo ser uma religião milenar, são eles contra mim e eu contra eles. Sem vencedores nem vencidos.

  10. mande fazer um mapa astral com o planetas todos e casas e blabla …o que não muda é o que os astros formataram -:)

    por mais estranho que pareça, uma vez fiz um e fiquei atónita, não sou fã dessas coisas sequer, mas particularidades da minha pessoa estavam ali plasmadinhas. lembro-me de ter ficado a pensar que eu afinal não sou eu , sou um esquema qualquer.

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