Que parte daquilo que somos seria igual se vivêssemos noutro tempo da história ou noutro sítio do mundo?
Será isso o verdadeiro “eu”?
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana
Que parte daquilo que somos seria igual se vivêssemos noutro tempo da história ou noutro sítio do mundo?
Será isso o verdadeiro “eu”?
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana
Depende do contexto. A natureza humana é caracterizada pela sua flexibilidade. Aliás, somos o único animal capaz de se julgar, imitar, um outro animal (licantropia clínica ). O contexto faz o Homem e não o Homem o seu contexto.(bad barrels make bad apples)
Se se previligiar a competição, o narcisismo, se com ela houver mais hipóteses de passarmos os nossos genes, seremos daquela forma. Se se previligiar a cooperação, a comunidade, seremos mais tolerantes.
Somos o único animal capaz de determinar a sua própria natureza. Somos o único animal com um neocórtex capaz de “brincar” com as necessidades do paleoencéfalo.
Quantos mortos são necessários para fazer um que viva?
Quantos “nós”, de dentro, matámos, para que o eu, de fora, vivesse?
Feito de fantasmas, o eu, deste instante, um sonho da razão,
Pois não sou o que fui,
nem serei, o que sou.
Quem sou, já passou.
https://vorph.blogs.sapo.pt/250300.h tml
De mim eu sei, dos outros não lhes conheço as ideologias, os interesses nem os pecados nem as virtudes para pensar por eles.
Pois de mim sei o que nada mudaria. A minha orientação sexual.
Violeta Gina dos Prazeres e Morais.
Orienta-se de cima para baixo, ou de baixo para cima?
A minha orientação sexual, simplesmente.
O sentido direccional só a mim e a quem comigo saboreia o cálice diz respeito.
Violeta Gina dos Prazeres e Morais
Num Cálice Sacrificial, presumo!
Já lhe respondi. Só a mim diz respeito.
Certamente aos homens que o lêem lhes desagradará verem-no desmistificar a (alegada) curiosidade feminina.
Violeta Gina.
Supressão do resto por exorbitância de apelido.
Frio, calor, sede, fome, saciedade, sentimento, dúvida e respeito pela morte.
Isabel
Excelente, há pessoas que parecem ter a sua vida escrita ao nascerem,com uma determinação interior independente do exterior . Outras serão o ar do seu tempo. Outras estão em diversos graus entre esses dois extremos.
lucklucky
Já o romano perguntava( e respondia) : Quem da pátria sai a si mesmo escapa?
As mudanças profundas nos tempos históricos e nos lugares não deixarão de marcar e orientar o fenótipo.
Bem, coloca uma questão interessante. Se isso fosse possível em contexto histórico, o “eu” não mudava.
Que agiríamos diferentes, lá isso sim. Depois de formado, o que transforma o “eu” sou “eu”.
Muito bom. Mas não será também que havendo vários eus, são todos falsos até o verdadeiro — e todos verdadeiros incluindo os falsos?
(Macbeth, I-12)
V, vê :
https://youtu.be/3Q3EnDtbg8w
ahhhh, miséria — nem me lembres. Tinha esse filme gravado para ver depois mas quando desactivei a TV Cine a gravação também se foi. Já tinha pago, mas os gajos limpam a box. Passá-los à espada era pouco.
O verdadeiro eu nao existe, conforme nos ensina o budismo. Somos uma consciencia sempre mutavel e sempre em fluxo. Nada ha nessa consciencia de imutavel, perene e genuino. A alma e uma ilusao.
Se alguma coisa permanecesse, por certo seria o inamovível de nós. Mas não poderíamos senão dizer que era ou fazia parte do eu.
Embora eu não saiba muito bem o que é o eu:).
Podem até ter razão, os budistas. Mas, até prova em contrário, acredito em certa unicidade a que chamo alma; e há quem chame pensamento, espírito. e mais coisas que não dá para observar de maneira nenhuma. Portanto, à parte o budismo ser uma religião milenar, são eles contra mim e eu contra eles. Sem vencedores nem vencidos.
mande fazer um mapa astral com o planetas todos e casas e blabla …o que não muda é o que os astros formataram -:)
por mais estranho que pareça, uma vez fiz um e fiquei atónita, não sou fã dessas coisas sequer, mas particularidades da minha pessoa estavam ali plasmadinhas. lembro-me de ter ficado a pensar que eu afinal não sou eu , sou um esquema qualquer.
Os Fernandos Pessoas navegaram, e continuam a navegar, por essas águas. O que nos trarão os amanhés?.