Há na política uma disponibilidade para o outro, uma vocação para o bem comum, para fazer do que temos, do que somos e de como nascemos, algo de melhor. Com desvios, com paragens pelas bermas, com erros e muitas tentativas, com tudo isso e com muitas degenerações, mas sempre, no princípio e nos princípios, uma vocação de serviço. Não há política sem a conjugação do altruísmo. Sem os outros, a política é outra coisa qualquer, um desmando, um arrepio, um vício, mas não política.
Mas a política, desde logo no seu quotidiano, mas sobretudo no sopro inicial, é um exemplar caso de egoísmo, de autossuficiência. Há ali uma presunção de comando, de sabermos mais ou melhor do que os outros e de, por isso, nos caber um papel na definição do dever ser. Não há política sem um pressentimento de predestinação, que, nos melhores casos, revela heroísmo e liderança. Há por isso um egoísmo, pelo menos naquela percepção do Oscar Wilde que vê no egoísmo a vontade de regular como devem os outros viver.
Não há incompatibilidade nesta combinação, de altruísmo e egoísmo, até porque ela se impõe, inevitável. Mas ela é, isso sim, susceptível de milhares de variações, com resultados tão dispares quantos os Grandes deste Mundo, os que admiramos e os que odiamos, porque nenhum egoísmo autoriza unanimidade, nenhum altruísmo garante infalibilidade.
(excerto editado de um texto meu, “A política é o mais altruísta dos egoísmos”, publicado no número da revista Egoísta dedicado à Política)
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Todas as revoluções serão votadas ao fracasso se elas não começarem dentro de nós. Conhece-te ti mesmo deveria ser o mote de qualquer revolução.
“As nossas melhores ideias vêm dos outros.” – Ralph Waldo Emerson
Se for para o bem comum sejam bem-vindas
O que é «suscetível»?
A combinação que refere deve ser temperada por humildade, aka “humildade cívica”, cuja ausência foi notória nos tempos que correm.
Não teríamos necessidade de mudar o outro se cada um de nós sentisse a necessidade de mudar-se a si mesmo. Como podem alguns querer mudar os outros servindo-se da sua própria imperfeição?
E não existe essa coisa de altruísmo secundário ao egoísmo. Isso é diatribe inventada por alguns psicólogos evolutivos e neoliberais que no fundo pretendem branquear o vício, a imoralidade, do egoísmo. Muito na senda de “de vícios privados nascerão virtudes públicas “
O verdadeiro altruísmo é a cedência de algo que para nós nos faz falta e que não nos sobeje.
‘eu não sou eu, nem sou o outro …’
Este pensamento vai à raiz do problema:
– Os nossos políticos transformam abusivamente o serviço para que foram eleitos (e pagos, já agora…) em poder ao serviço próprio e dos amigos. Ou seja, transformam um serviço num poder ao seu serviço.
À vista de todos e com a complacência de todos!
Porque todos fornecem, com a maior das naturalidades, o alimento desta perversão:
– A CUNHA, a maior instituição nacional!
João de Brito
João de Brito
Não são só os “nossos” políticos e, é muito mais do que “transformar um serviço num poder ao seu serviço”, basta reparar que vamos acabando, sempre, em situações piores do que as anteriores (nos impostos é mais que óbvio) e, enquanto as pessoas se recusarem a ver como têm sido manipuladas, não só por cá mas, a nível global, nada mudará para melhor e pode acabar muito mal.
Agora, só falta vir o outro comentador dizer-me para “não assustar as pessoas”, como se os adultos para se sentirem “bem”, tivessem de ser tratados ou enganados como se fossem crianças.
Globalmente, há quem tente explicar de muitas maneiras, até a própria criação do dinheiro, uma entidade privada que o fabrica, a custo zero e o empresta a Nações, começou nos EUA e, pouco a pouco, acabando com as soberanias, vai ter o seu monopólio a nível global, com um só governo mas, controlado por quem?
Esta pergunta tem resposta e, por aqui, já a dei.
Helena Sacadura Cabral até pergunta
“Porque será que quanto mais evoluímos, menos humanidade revelamos?!”
A Verdade pode ser muito dura, parecer inacreditável, provocar muita Dissonância Cognitiva porque vai contra tudo o que fomos programados a acreditar mas, é apenas a Verdade e explica tudo, só há que ter a coragem de ouvir quem tenta explicar, de várias maneiras, seja assuntos específicos ou gerais mas, todos, fazendo parte do mesmo problema e, não é por acaso que vamos tendo cada vez menos controle, sobre todos os aspectos das nossas próprias vidas… até não nos restar Poder sobre nada.
Antes de haver net, muitos, através de livros ou conferências tentaram explicar, quando nada era óbvio. Hoje, tudo pode ser confirmado como uma Checklist e, mesmo assim, por ignorância, medo ou seja o que for, continuam com as perguntas que, muitos, até preferem nem saber a resposta.
Na maior parte dos casos, há um assunto ou uma peça do puzzle que faz alguém ir pesquisar e passe a fazer parte dos “acordados”, uma expressão que confunde quem, apenas, faz perguntas mas, nunca consegue chegar às respostas, um resultado que só convém a uma minoria.
https://www.youtube.com/watch?v=pOWrCKP4 6_w
Why Globalism Threatens Western Civilization | G. Edward Griffin and Stefan Molyneux
Quanto a tudo o que sirva para nos dividir, como Esquerda/Direita, há muito que foi explicado e, por aqui, também passou: mIw
https://www.youtube.com/watch?v=rxDwT55r
Ed Griffin on the Left / Right Paradigm
Mais um entre milhões, mas que numa população de 7 biliões e meio ainda não é número suficiente, para que a minoria deixe de controlar a maioria:
https://www.youtube.com/watch?v=jwueLVUV AZI&feature=em-uploademail
THE ILLUMINATI RECORDS – Truth Movement Pioneer Anthony J Hilder
Francamente, nesta altura, todos já deviam ter percebido o que verdadeiramente se passa e, para que género de Mundo nos estão a levar. a5U&feature=em-uploademail
https://www.youtube.com/watch?v=_8c-S4lY
Full Disclosure of the International System
Remato com a mesma frase que deixei no poste da Teresa Ribeiro mas, desta vez, traduzida:
“A condenação sem investigação é o auge da ignorância” – Albert Einstein
Se Hitler queria dominar o Mundo, não percebo a diferença de, agora, alguém concordar com a nova modalidade de, uma minoria decidir tudo, sobre as vidas dos que vivem neste Planeta ou alguém pensa que a escravatura às Dívidas é para conseguir o quê?
Eurodeputados não poderem Propor nem Vetar leis, porquê e para quê?
“…It would have been impossible for us to develop our plan for the world if we had been subjected to the lights of publicity during those years. But, the world is more sophisticated and prepared to march towards a world government. The supernational sovereignty of an intellectual elite and world bankers is surely preferable to the national autodetermination practiced in past centuries.”
― David Rockefeller
Quem quer ser governado por uma elite que representa menos de 1% da população mundial, através de meia dúzia de Corporações que querem controlar absolutamente tudo, os mesmos donos da Banca Internacional Privada que quiseram o monopólio do fabrico do dinheiro, para quê?
Foi fácil criar este monopólio, muito convenientemente, sem o padrão ouro, bastou teclar números para trocar, mero papel pintado, por tudo o que realmente tem valor real.
Só hoje calhou ler o seu post. Deixo uma entrevista com um economista italiano que, em minha opinião, aborda todo o tipo de problemas que hoje enfrentamos
https://m.youtube.com/watch?v=3rSLQvMwUb g
Não conheço ninguém que se dedique a outrém sem pensar em si primeiro.
Nem sempre é por egoísmo, é apenas porque a vida não lhe dá outra escolha.
Quer exemplos :
1)Naquele preciso instante em que uma mulher decide ser mãe.
2)O Bispo Óscar Romero.
3)Os bombeiros e outros homens que em nome um Ideal maior que a vida a ele se sacrificam – os outrora denominados heróis. Hoje pejorativamente conhecidos por idealistas, quando não por irrealistas.
Como Diógenes diria:
“Procuro um Homem! “
Ser mãe é ser egoísta. É verdade. Toca o relógio biológico, pensamos na alegria e no amor que podemos dedicar a um filho, sabendo de antemão que é uma sorte se conseguirmos acompanhar metade do seu crescimento.
Eu fui extremamente egoísta. O trabalho não me deixou margem para altruísmos.
O Bispo pode ter sido um mártir por uma causa, mas as causas que se apoiam , deixam muito pouco espaço para o altruísmo. Quando o assassinaram não foi por dar a outra face.
No que toca aos bombeiros, principalmente os que são voluntários, concordo consigo.
Dulce, desculpe -me o comentário mas ficou muito baralhado . Escrevo pelo telemóvel , sem corrector, e a maioria das vezes à pressa. Queria dizer que a maternidade é um exemplo de máximo altruísmo . Dos filhos apenas poderemos esperar trabalhos. ….egoisticamente ninguém os teria 😊
Entendo. Eu também escrevo muitas vezes em tabletês e nem reparo.
Eu que fui mãe, porque sim, e planeei as minhas gravidezes, não parei para pensar que os meus filhos poderiam ter que passar ” as passas do Algarve” , por terem pais trabalhadores por contra de outrém, com horários malucos e exigentes. Antigamente quem trabalhava tinha mais deveres do que direitos, nada comparado à choldrice de agora, e tenho a plena consciência de que sacrifiquei muito da infância e adolescência da minha prole no altar do trabalho. A ideia de lhes poder garantir um bom futuro, que pode ser considerada altruísta, colide com a ausência familiar, e saber que temos que sujeitar as crianças à companhia de outros, doenças, intempéries, etc, é puro egoísmo.
Quando uma das minhas filhas esteve internada com meningite bacteriana, nada como nos dias de hoje, isolamento total, visitas através de um vidro… achei-me a pessoa mais egoísta do mundo . Teve sorte, a minha filha, mas eu ainda não mudei de ideia.
A suprema ironia é que eles, os filhos, irão errar de igual forma. Ou não fosse o Homem o animal que tropeça duas vezes seguidas na mesma pedra
A preservação da espécie assim o exige, mas olhe que vai exigindo cada vez menos.
Cientificamente provado, o QI dos seres humanos tem vindo a diminuir e com um período de atenção de 8 segundos, são ultrapassados pelos peixinhos dourados que conseguem focar a atenção durante 9 segundos portanto, nada de estranhar que os chamados animais irracionais comecem a sobressair, até ao ponto de saberem relativizar a importância dos que podem servir muitos interesses mas, verdadeiramente, nunca servem os cidadãos que os elegem mas que continuam a acreditar, só precisarem acertar no D.Sebastião ou no melhor papá que tome conta deles do berço até à cova. Ainda nem perceberam que já votam para coisa nenhuma mas, isto, já nem vale a pena voltar a explicar, passou a ser impossível em 8 segundos.
Macron, o tal que disse ir governar a França como o deus romano Júpiter, tem um cão que demonstrou, em directo e durante a entrevista do “deus”, o que pensa dos políticos, dos seus discursos e, em menos de 0,08 segundos.
https://www.thesun.co.uk/news/4745546/em manuel-macron-dog-urinates-elysee-palace-f ireplace/
a alteridade ‘foi chão que deu uvas’
Na política como na vida egoísmo e altruísmo coexistem e comandam a acção do homem. A análise parece-me clara e bem urdida.