Pelo jornalismo a bem da verdade


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«O escritor madrileno Benjamín Prado defendeu hoje a profissão de jornalista, destacando que “o jornalismo é a última possibilidade que temos de saber a verdade” — noticiou a agência EFE.

Prado, que deu a primeira conferência da nova edição do ciclo ‘Segundas-feiras Literárias’, promovido pela Obra Social da Caixa de Ávila, afirmou que “o jornalismo tem inimigos que provêem da política, da economia e da tecnologia, mas também é atacado a partir do seu próprio seio“.»

7 comentários em “Pelo jornalismo a bem da verdade”

  1. Os mais incisivos críticos do jornalismo sao os próprios jornalistas. E se não o sao deveriam se-lo. A julgar por algum \" jornalismo\" que vai fazendo em Portugal ( refiro-me a repórteres cabide de microfone, a mistura de opiniao com narrativa factual, ao umbigismo)parece faltar reflexão autocrítica. Mas e imperativo que a profissão regida por um quadro ético-normativo mas rigoroso continue a tentar aproximar-se o mais possível daquilo a chamamos verdade. Nenhum jornalismo do cidadão substitui o jornalismo serio.

    Ps-a falta de alguma acentuação deve-se ao teclado do telemóvel.

  2. Bela síntese sobre o trigo e o joio. Como todos os grupos profissionais, são corporativos quando os atacam em bloco, mas lá por dentro haverá de tudo (a avaliar pelo que leio). Antevejo várias ilhas… Numas reina o princípio do mérito. Noutras o ‘princípio da trepadeira de estaca’. Noutras o ‘princípio do comadrio’ ou ‘do compadrio’ (coisas diferentes!). E noutras ainda o ‘princípio da Castafiore’.
    Algum público percebe…

  3. e cada vez mais, João.

    mas todos os que escrevemos devemos defender a profissão mais que nunca, embora seja mais uma das vitimas dos monopólios do nosso país…

    José Cardoso Pires disse no seu grande “O Delfim”: «São jornais sem sobressaltos, é o que se pode dizer deles, lendo-os. E é o que eles nos dizem a nós, suando. Foram tão escorridos, tão lavados pela censura, que sujam as mãos.»

    agora o fenómeno é diferente: «os jornais são tão pintados pelas cores fortes da vida, que nos deixam sem saber onde começa a notícia e acaba a opinião.» (a frase é minha)

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