olha o zé das medalhas..interpretado superiormente pelo caio bogus. Agora existe muito politico que parece o zé das medalhas , tantas condecorações que dá.
lembro-me que havia uma caderenta de cromos sobre o Roque Santeiro , ainda eu estava na Primaria ( como o tempo passa …) e todo o pessoal do meu bairro a colecionar…
Uma novela muito oportuna. Os temas que abordava: política, a questão da mulher [(lembra-se da torturada LULU (Cássia Kiss))], tanta peripécia para realizar o filme, aquele amor da Mocinha pelo seu Roque que a mantinha virgem e na esperança de o reaver, mesmo que a dessem como meia lerda. O esforçado professor Astromar, o Padre Albano com ligações perigosas! E claro Sinhozinho Malta e a soberba viúva Porcina! Ah e a revelação da lindíssima Patrícia Pilar, ainda o Maurício Mattar no seu problemático João Ligeiro…
MINAAAAAAAAAA (não sei o nome da atriz) – gritava a plenos pulmões a viúva …
Traz os clientes deste delito muito mimados: Só presentes do passado cheios de boas memórias…
(O Dias Gomes dava um toque muito especial às novelas)
Foi nesta novela que apareceu também a Cláudia Raia, se não me engano. E ‘Roque Santeiro’ tinha duas outras actrizes de que sempre gostei: a Lucinha Lins e a Lídia Brondi. A Lídia desapareceu poucos anos depois: há 20 anos que não faz nada em televisão.
A Lucinha Lins fazia uma convincente Mocinha! A Lídia Brondi, fazia de filha do Sinhozinho Malta, uma das muitas que acabaria envolvida com o galã do filme (acho que o Fábio Júnior). Lembra-se do nome da mãe da D. Mocinha? Era a D. Pombinha, papel desempenhado pela mesma actriz que na Gabriela fazia de Maria Machadão… rsrsr
Muito bom relembrar estes personagens cheios de significado e nada lineares…
Tem muito bom gosto ora bem! O Cássio Gabus Mendes é que pode ficar enciumadito! Também nunca achei piada ao Fábio Júnior! E, do pouco que acompanho, com o tempo só piorou!
:))
Também acho que tenho bom gosto, Maria do Sol. O tal de Fábio, salvo erro, esteve casado pouco tempo com a Glória Pires, actriz que também merecia alguma simpatia da minha parte. (Devo dizer-lhe que acaba de subir mais um pedaço na minha consideração por saber que nunca achou graça a esse fulano.)
A unidade da forma e do conteúdo é um princípio básico!
:))))))
Canastrão???? Ora, ora, Pedro… concordo que piorou muito com o tempo – quem não piorou? – mas nessa época era um mimo!
Detestava o indivíduo, Ana. Porque tinha a mania de engatar as meninas mais giras do elenco com aqueles olhos de carneiro mal morto. Havia até uma novela que tinha o tema do genérico cantado por ele que detestei desde o início só por esse motivo. ‘Pai Herói’ – acho que se chamava assim.
Qual era a novela em que ele era uma espécie de fantasma engatatão, e todas as mulheres da cidade estavam apaixonadas por ele? (ele tinha um nome de fruta para cada uma). Não me lembro do nome.
A balzaquiana Porcina, figura criada pelo grande dramaturgo Dias Gomes, é absolutamente notável. E, se virmos bem, há muitas Porcinas por aí – “teúdas e manteúdas”, para usar a saborosíssima expressão popularizada por esta novela.
Claro que existe sempre a hipótese de eu ter um conceito errado do que é ser balzaquiana. Acresce que, com o aumento da esperança de vida desde o tempo de Balzac, é natural que a faixa etária das balzaquianas (desculpe Pedro Correia, mas ou usava esta expressão ou escalão etário) seja hoje um pouco mais idosa!
Pode usar ‘balzaquiana’ à vontade, não tenho nada contra. Contra ‘teúda e manteúda’ também não tenho – refiro-me à expressão, não ao que ela significa.
Referia-me à expressão “faixa etária”! :)))
Ugh. Ou, como diria a Clara F.A. – Ugh ugh ugh ugh ugh.
Inesquecível! Esta nunca será uma obra datada. Acontece, com as melhores…
como tuitei há pouco passei uma parte da tarde a rever BD e séries dos 8o’s.diverti-me á brava e dentro das novelas esta foi das que mais me marcaram: O senhozinho malta a abanar o pulso, e os amores proibidos da porcina,marcaram uma época.como diz a maresia,minha vizinha, as músicas ainda hoje se sabem de cor.E vou eu outra vez ao youtube….
A Viúva Porcina e o Sinhozinho Malta eram uma dupla impagável. Deixei de ver telenovelas mas pergunto-me se as de hoje mantêm a riqueza das personagens e a excelência na trama. Bem lembrado, Pedro.
Também deixei de as ver e questiono-me igualmente se será assim. Acho que tudo depende, em grande parte, do nosso olhar – da disponibilidade do nosso olhar.
Eu que trabaho diariamente com essas malditas novelas, posso dizer, seguramente, que não. Lá há algumas que apresentam um elemento novo e surpreendente ao enredo, mas depressa caem na vulgaridade da trama de novela. Já para não falar no que perdem, pela fraca direcção e realização.
Referia-me sobretudo a novelas brasileiras. Mas, quanto a portuguesas, também me parece que é tudo virar o disco e tocar o mesmo. O mesmo enredo, a mesma iluminação, o mesmo elenco, os mesmos diálogos, as mesmas situações, os mesmos pequenos-almoços com jarros de sumo de laranja, as mesmas ‘criadas de servir’, o mesmo entra-e-sai de casa uns dos outros como se o telemóvel não tivesse sido inventado, o mesmo alheamento total da realidade. Falta gente de carne e osso nas novelas portuguesas. E faltam mais actores de qualidade em vez das carinhas larocas que por lá aparecem.
Sim, eu também me referia às novelas brasileiras. 🙂 Mesmo sendo melhores que as portuguesas, só as vejo, porque é o meu trabalho. Pensamento positivo, podiam ser as portuguesas. Isso seria de morte! Fã, a sério, sou do cinema brasileiro. 🙂
Marcou toda uma época. E com o melhor elenco de que há memória – Paulo Gracindo, José Wilker, Lima Duarte, Regina Duarte, Armando Bogus, Ary Fontoura, Lucinha Lins… e Lídia Brondi.
Esta foi a última telenovela que acompanhei. Numa altura em que as telenovelas brasileiras me pareciam ter algum interesse, recordo-me sempre desta e do Bem Amado, ambas criadas pelo Dias Gomes.
Acompanhei mais duas ou três depois desta, sem voltar a ver nada tão bom. Depois disso, só vi duas portuguesas – a léguas de distância das melhores brasileiras.
olha o zé das medalhas..interpretado superiormente pelo caio bogus.
Agora existe muito politico que parece o zé das medalhas , tantas condecorações que dá.
lembro-me que havia uma caderenta de cromos sobre o Roque Santeiro , ainda eu estava na Primaria ( como o tempo passa …) e todo o pessoal do meu bairro a colecionar…
Pois, João. Há por aí muito político que mais parece o Zé das Medalhas.
Adorei esta novela… Ainda sei algumas músicas de cor. A história era soberba e muitos dos personagens tipo continuam actuais…
Para mim foi a melhor novela de sempre da Globo. E marcou um tempo fundamental da vida brasileira, quando a ditadura militar dava lugar à democracia.
Uma novela muito oportuna. Os temas que abordava: política, a questão da mulher [(lembra-se da torturada LULU (Cássia Kiss))], tanta peripécia para realizar o filme, aquele amor da Mocinha pelo seu Roque que a mantinha virgem e na esperança de o reaver, mesmo que a dessem como meia lerda. O esforçado professor Astromar, o Padre Albano com ligações perigosas! E claro Sinhozinho Malta e a soberba viúva Porcina!
Ah e a revelação da lindíssima Patrícia Pilar, ainda o Maurício Mattar no seu problemático João Ligeiro…
MINAAAAAAAAAA (não sei o nome da atriz) – gritava a plenos pulmões a viúva …
Traz os clientes deste delito muito mimados: Só presentes do passado cheios de boas memórias…
(O Dias Gomes dava um toque muito especial às novelas)
Foi nesta novela que apareceu também a Cláudia Raia, se não me engano. E ‘Roque Santeiro’ tinha duas outras actrizes de que sempre gostei: a Lucinha Lins e a Lídia Brondi. A Lídia desapareceu poucos anos depois: há 20 anos que não faz nada em televisão.
A Lucinha Lins fazia uma convincente Mocinha! A Lídia Brondi, fazia de filha do Sinhozinho Malta, uma das muitas que acabaria envolvida com o galã do filme (acho que o Fábio Júnior).
Lembra-se do nome da mãe da D. Mocinha? Era a D. Pombinha, papel desempenhado pela mesma actriz que na Gabriela fazia de Maria Machadão… rsrsr
Muito bom relembrar estes personagens cheios de significado e nada lineares…
:)))
A D. Pombinha fazia um papelão. Pela Lídia Brondi tive um fraquinho. Na altura, odiei esse canastrão do Fábio Júnior.
Tem muito bom gosto ora bem! O Cássio Gabus Mendes é que pode ficar enciumadito!
Também nunca achei piada ao Fábio Júnior! E, do pouco que acompanho, com o tempo só piorou!
:))
Também acho que tenho bom gosto, Maria do Sol.
O tal de Fábio, salvo erro, esteve casado pouco tempo com a Glória Pires, actriz que também merecia alguma simpatia da minha parte. (Devo dizer-lhe que acaba de subir mais um pedaço na minha consideração por saber que nunca achou graça a esse fulano.)
A unidade da forma e do conteúdo é um princípio básico!
:))))))
Canastrão???? Ora, ora, Pedro… concordo que piorou muito com o tempo – quem não piorou? – mas nessa época era um mimo!
Detestava o indivíduo, Ana. Porque tinha a mania de engatar as meninas mais giras do elenco com aqueles olhos de carneiro mal morto. Havia até uma novela que tinha o tema do genérico cantado por ele que detestei desde o início só por esse motivo. ‘Pai Herói’ – acho que se chamava assim.
Qual era a novela em que ele era uma espécie de fantasma engatatão, e todas as mulheres da cidade estavam apaixonadas por ele? (ele tinha um nome de fruta para cada uma). Não me lembro do nome.
Pedra sobre Pedra?
É possível, Helena. Já não me lembro.
Com a ‘balzaquiana’ Porcina…
A balzaquiana Porcina, figura criada pelo grande dramaturgo Dias Gomes, é absolutamente notável. E, se virmos bem, há muitas Porcinas por aí – “teúdas e manteúdas”, para usar a saborosíssima expressão popularizada por esta novela.
Que engordava qualquer frustração ou contrariedade comendo violentamente. Um desempenho notável de um personagem muito rico!
Ela era balzaquiana mas não muito… ou estou enganada?
A Porcina, com a sua óbvia duplicidade, foi uma das figuras mais geniais de todas as telenovelas brasileiras.
Não muito, Maria do Sol, não muito. Pensando bem, acho que nem era ‘balzaquiana’…
Claro que existe sempre a hipótese de eu ter um conceito errado do que é ser balzaquiana. Acresce que, com o aumento da esperança de vida desde o tempo de Balzac, é natural que a faixa etária das balzaquianas (desculpe Pedro Correia, mas ou usava esta expressão ou escalão etário) seja hoje um pouco mais idosa!
:))
Pode usar ‘balzaquiana’ à vontade, não tenho nada contra. Contra ‘teúda e manteúda’ também não tenho – refiro-me à expressão, não ao que ela significa.
Referia-me à expressão “faixa etária”!
:)))
Ugh. Ou, como diria a Clara F.A. – Ugh ugh ugh ugh ugh.
Inesquecível! Esta nunca será uma obra datada. Acontece, com as melhores…
Pois, Teresa. Nada datada mesmo.
como tuitei há pouco passei uma parte da tarde a rever BD e séries dos 8o’s.diverti-me á brava e dentro das novelas esta foi das que mais me marcaram: O senhozinho malta a abanar o pulso, e os amores proibidos da porcina,marcaram uma época.como diz a maresia,minha vizinha, as músicas ainda hoje se sabem de cor.E vou eu outra vez ao youtube….
“Tô certo ou tô errado?!!”
Que saudades! Talvez a minha novela preferida de sempre, também. Estava lá tudo.
Disseste muito bem, Ana: estava lá tudo. Foi também a minha preferida.
A Viúva Porcina e o Sinhozinho Malta eram uma dupla impagável. Deixei de ver telenovelas mas pergunto-me se as de hoje mantêm a riqueza das personagens e a excelência na trama. Bem lembrado, Pedro.
Também deixei de as ver e questiono-me igualmente se será assim. Acho que tudo depende, em grande parte, do nosso olhar – da disponibilidade do nosso olhar.
Eu que trabaho diariamente com essas malditas novelas, posso dizer, seguramente, que não. Lá há algumas que apresentam um elemento novo e surpreendente ao enredo, mas depressa caem na vulgaridade da trama de novela. Já para não falar no que perdem, pela fraca direcção e realização.
Referia-me sobretudo a novelas brasileiras. Mas, quanto a portuguesas, também me parece que é tudo virar o disco e tocar o mesmo. O mesmo enredo, a mesma iluminação, o mesmo elenco, os mesmos diálogos, as mesmas situações, os mesmos pequenos-almoços com jarros de sumo de laranja, as mesmas ‘criadas de servir’, o mesmo entra-e-sai de casa uns dos outros como se o telemóvel não tivesse sido inventado, o mesmo alheamento total da realidade. Falta gente de carne e osso nas novelas portuguesas. E faltam mais actores de qualidade em vez das carinhas larocas que por lá aparecem.
Sim, eu também me referia às novelas brasileiras. 🙂 Mesmo sendo melhores que as portuguesas, só as vejo, porque é o meu trabalho. Pensamento positivo, podiam ser as portuguesas. Isso seria de morte!
Fã, a sério, sou do cinema brasileiro. 🙂
Grande telenovela.
Marcou toda uma época. E com o melhor elenco de que há memória – Paulo Gracindo, José Wilker, Lima Duarte, Regina Duarte, Armando Bogus, Ary Fontoura, Lucinha Lins… e Lídia Brondi.
Das melhores, senão a melhor, Pedro. Inesquecível, juntamente com o Casarão. E aquela viúva Porcina… um pedaço de mau caminho, aquela mulher.
Inesquecível, sem dúvida, meu caro. Esta, O Casarão, a Gabriela e duas outras de que falarei aqui em breve.
Esta foi a última telenovela que acompanhei. Numa altura em que as telenovelas brasileiras me pareciam ter algum interesse, recordo-me sempre desta e do Bem Amado, ambas criadas pelo Dias Gomes.
Acompanhei mais duas ou três depois desta, sem voltar a ver nada tão bom. Depois disso, só vi duas portuguesas – a léguas de distância das melhores brasileiras.