
A despedida da última locomotiva a vapor em Portugal (1977),
na sua derradeira viagem sobre a margem portuense do Douro
(roubada aqui).

A despedida da última locomotiva a vapor em Portugal (1977),
na sua derradeira viagem sobre a margem portuense do Douro
(roubada aqui).
João, em Fevereiro de 1973 viajei numa dessas locomotivas de Lisboa para Tondela, com a minha irmã e o meu filho mais velho, na altura recém-nascido, foi uma autêntica aventura… Ao subir o comboio sujei as mãos de fuligem fiquei logo aflita porque levava o bebé ao colo – o comboio ia apinhado de gente, era fim-de-semana, ainda assim, passamos pelas brasas, durante a noite – de manhã ao chegarmos a Tondela dei por falta da carteira – tinha sido roubada durante o sono – fiquei sem documentos e sem dinheiro que na altura fez-me imensa falta. No regresso, correu melhor, viemos de dia e desfrutamos da paisagem…
Espero ter oportunidade de ver o documentário -“Pare Escute e Olhe” de Jorge Pelicano, apresentado e premiado no recente DOC Lisboa – quem já viu diz ser um interessante documento sobre a linha do Tua.
Deve ter sido um pesadelo, Maria, essa viagem em 1973.
O trabalho do Jorge Pelicano parece que é um registo interessante, sim.
Pode saber mais sobre esse documentário (e não só) através do nosso Blogue da Semana (Cantinho dos Combóios), acabado de colocar na barra lateral,
Obrigada, João.
Peço desculpa, João (a minha memória) baralhei tudo… Assim é que foi – de Lisboa parti num combóio normal da época só depois de Coimbra, não me lembro a partir de que terra, é que mudei para a Locomotiva e o “roubo” foi no 1º combóio onde fiz o percurso maior durante a noite e já agora , boa noite, João, estou cansada…
Boa noite, Maria. Durma bem.
Estou a ficar velho. Ainda me lembro das imagens dessa última viagem dessa última locomotiva. Deve ter sido um pouco… intoxicante.
A idade tem a vantagem de permitir distinguir melhor o que for… intoxicante.
João
Em 77 ainda havia uma locomotiva a vapor no país? O que eu perdi…
Pelo menos, é o que diz quem sabe. Nada como aquele fuminho e a fuligem, não é? Mas dexe lá: quando o mundo inteiro circular em comboios eléctricos, ainda poderemos viajar cá dentro com locotivas a gasóleo…
Olhe aqui.
Cumpts.
Boa. Parece que cheguei tarde. Hehe…
Eu tive a felicidade de ter um postal.
🙂 Cumprimentos 🙂
Bela recordação.
Abraços.
Tenho muitas saudades do cheiro inigualável deste fumo. Era uma sensação fantástica.
A fuligem era chatinha, mas o fumo, sim, concordo contigo e também tenho saudades.