"Obama ainda está muito longe daquilo que prometeu, especialmente no que toca a repor os direitos humanos e as liberdades individuais violadas em nome do Terrorismo. E à medida que o tempo passa parece estar a afastar-se mais.
A perseguição daqueles que se esconderam atrás de truques e eufemismos para torturar pessoas é uma obrigação a que tem fugido e que descredibiliza coisas como o julgamento de Nuremberga e os julgamentos de Saddam, Milosevich e Karadzic.
As práticas de tortura e a inacção na sua condenação só ajuda os terroristas a relativizar as suas condenáveis formas de luta, comparando-as com as práticas desumanas que os países ocidentais, onde se inclui Portugal, permitiram, apesar da fanfarra em volta dos acordos internacionais sobre direitos humanos e sobre o valor da democracia.
Ultimamente, ao não perseguirmos os torturadores e seus cúmplices, é a nossa própria segurança e a nossa própria liberdade que ficam em risco."
Do nosso leitor Francisco. A propósito deste texto do João Carvalho.


Convém não esquecer que Obama é presidente dos Estados Unidos e que as acções dentro do seu próprio país também devem contar para a balança… acabou de conseguir passar uma reforma na saúde que vai de encontro àquela coisa que se chama repor direitos humanos, o que é de aplaudir!
Em relação ao tema “Terrorismo”, realmente já podia ter feito mais, mas ainda só lá está há um ano… eu sou daquelas que acredita que ele vai cumprir o que prometeu 🙂
Certo. Mas será bom que ele não vá «de encontro» às coisas, por causa dos desastres. Deixe-o antes ir “ao encontro” delas.
Ehehe tem toda a razão… Ele deve é ir de encontro ao Terrorismo… quanto aos direitos humanos convém que vá mesmo ao encontro…
Ainda bem que não me levou a mal. Hehe…
Boa escolha. Uma apreciação pessimista do Francisco, como tive ocasião de dizer na altura, mas que encerra muitas das nossas preocupações.
Caro João, acho que percebo de onde vem essa classificação de pessimismo.
Acompanhei com muito interesse a campanha de Obama e parte desta opinião vem da clareza com que ele abordou estes assuntos. Uma clareza que louvo.
Mas.. Não posso deixar de comparar com o que seria a situação ideal, depois de ter havido tortura (e depois de Obama ter chegado à Casa Branca).
Noutro aspecto é fácil dizer a responsabilidade é de Obama. É cómodo mas em parte falso. Os acordos de Genebra também foram assinados por Portugal e nesta altura alguns americanos mais envolvidos já deviam estar impedidos de entrar em Portugal.
Concordo com esse puxar dos julgamentos de Saddam, Milossevitch e Karadjitch para o assunto. Enquanto não se julgar toda a gente que cometa crimes não se fugirá nunca à classificação de “justiça dos vencedores” para estes processos.