José Fialho Gouveia (com Raul Solnado e Carlos Cruz), um dos primeiros pivôs da televisão portuguesa. Quando se celebram 50 anos do Telejornal da RTP
José Fialho Gouveia (com Raul Solnado e Carlos Cruz), um dos primeiros pivôs da televisão portuguesa. Quando se celebram 50 anos do Telejornal da RTP
O RaulSolnado com o cigarrito entre os dedos da mão direita. Hoje? Hoje seria censurado por um consultor de comunicação. E com razão.
E as gravatinhas hoje também seriam bem diferentes. Monocromáticas, como as de José Sócrates.
As gravatas eram a preto e branco.
A TV era a preto e branco.
Sao 50 anos de Telejornal. Fernando Pessa faria sentido, mas Raul Solnado…
Fialho Gouveia faz todo o sentido.
E o Carlos Cruz também. Lembro-me de ver muitas vezes o Telejornal apresentado por ele.
… E o Raul Solnado fica bem em qualquer foto, seja qual for o pretexto.
Claro que fica bem!
:)))
Sendo assim porque nao a Ana Lourenco ou mesmo a Catarina Furtado…
Talvez por falta de fotos com a Ana ou a Catarina. Será? O que é que V. acha?
O meu contributo, aliás, dos senhores e entidades abaixo referidos:))
“ (…) 1959 marca uma viragem importante na Informação da RTP. O “Jornal RTP” que, em meados do ano, substituíra o “Jornal de Actualidades”, cedeu lugar ao Telejornal que se iniciou a 18 de Outubro, com duas edições: a 1ª logo após a abertura da emissão (às 20.30 h.), com meia hora; a 2ª antes do fecho (que raramente ocorria depois das 23.30 h.), com 10 minutos. Há, todavia, uma clara aposta falhada: a de confiar a apresentação do Telejornal a jornalistas profissionais. Mário Pires e Alberto Lopes (vindos do Diário de Notícias e de O Século, respectivamente) são rapidamente substituídos pelos locutores do quadro, que assim voltam à leitura das notícias e sem dificuldade se adaptam ao alinhamento do novo Telejornal. Gomes Ferreira, Fialho Gouveia, Manoel Caetano, Henrique Mendes e Paulo Cardoso são os mais constantes nessa leitura – que, com efeito, era mesmo isso, uma leitura de textos saídos da Redacção e sobre os quais o censor de serviço tinha aposto o seu visto. (…) o/DecadaDe60/NoReinoDo/Pag19
(…) Com menos frequência ocorriam outros cortes, mas esses não sujeitos a quase sempre discutíveis critérios. Os cortes da corrente eléctrica, por exemplo. E é mesmo a propósito de um deles que vamos lembrar aquela noite em que o Gomes Ferreira e o Fialho Gouveia estavam na cabina de locução, preparados para fazerem os “offs” das actualidades internacionais. Mal tinham acabado de se sentar, ordenado os papéis, aberto a via do microfone, eis que um estampido, surdo, anunciou que a instalação eléctrica da cabina acabava de estoirar. A situação era negra, a emissão corria normalmente “no ar” e, na emergência, valeu a rapidez do Gomes que sacou de uma caixa de fósforos e… fez luz. Ou melhor, foi fazendo, porque atrás de fósforo vinha fósforo a deixar arder até ao limite, até queimar as cabeças dos dedos… só um bocadinho. Quanto ao Fialho, perdido de riso, leu os textos quase todos à luz bruxuleante, com o nariz a roçar o papel. Estava no fim o exercício de pirotecnia – por notória falta de combustível – quando a luz, a legítima, a da Companhia, voltou à cabina. (…)”
do livro (on line) “RTP 50 ANOS DE HISTÓRIA” de Vasco Hogan Teves – edição da RTP-novembro de 2007
http://213.58.135.110/50anos/50Anos/Livr
O mesmo, Vasco Hogan, que, a 13 de Outubro de 1957, faz o seu “baptismo” como repórter na “primeira grande reportagem exterior da RTP” aquando a erupção do Vulcão dos Capelinhos – Ilha do Faial. Para o jornalista, quer ele próprio quer o operador de imagem Carlos Tudela “foram os primeiros repórteres da RTP a jogarem a vida ao serviço da sua profissão”. No próximo dia 24 de Outubro faz 51 anos que o Vulcão dos Capelinhos amainou … “(…)ocorreram as derradeiras explosões strombolianas, de bagacinas avermelhadas. No dia 25 iniciou-se o processo desgasificação, de arrefecimento e de erosão que perdura até aos tempos actuais. o/historia/?view=page6
Victor Hugo Forjaz -Vulcanólogo da Universidade dos Açores e do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores
Aqui: http://www.vulcaodoscapelinhos.org/vulca
Lembro-me bem de três desses nomes: Henrique Mendes, Gomes Ferreira e Manoel Caetano. Este é hoje, com bem conservados 83 anos, o mais idoso dos ex-pivôs da RTP.