Passado presente (CLXII)


Pedro Correia,

 

José Fialho Gouveia (com Raul Solnado e Carlos Cruz), um dos primeiros pivôs da televisão portuguesa. Quando se celebram 50 anos do Telejornal da RTP

13 comentários em “Passado presente (CLXII)”

  1. O RaulSolnado com o cigarrito entre os dedos da mão direita. Hoje? Hoje seria censurado por um consultor de comunicação. E com razão.

          1. Sendo assim porque nao a Ana Lourenco ou mesmo a Catarina Furtado…

  2. O meu contributo, aliás, dos senhores e entidades abaixo referidos:))

    “ (…) 1959 marca uma viragem importante na Informação da RTP. O “Jornal RTP” que, em meados do ano, substituíra o “Jornal de Actualidades”, cedeu lugar ao Telejornal que se iniciou a 18 de Outubro, com duas edições: a 1ª logo após a abertura da emissão (às 20.30 h.), com meia hora; a 2ª antes do fecho (que raramente ocorria depois das 23.30 h.), com 10 minutos. Há, todavia, uma clara aposta falhada: a de confiar a apresentação do Telejornal a jornalistas profissionais. Mário Pires e Alberto Lopes (vindos do Diário de Notícias e de O Século, respectivamente) são rapidamente substituídos pelos locutores do quadro, que assim voltam à leitura das notícias e sem dificuldade se adaptam ao alinhamento do novo Telejornal. Gomes Ferreira, Fialho Gouveia, Manoel Caetano, Henrique Mendes e Paulo Cardoso são os mais constantes nessa leitura – que, com efeito, era mesmo isso, uma leitura de textos saídos da Redacção e sobre os quais o censor de serviço tinha aposto o seu visto. (…)
    (…) Com menos frequência ocorriam outros cortes, mas esses não sujeitos a quase sempre discutíveis critérios. Os cortes da corrente eléctrica, por exemplo. E é mesmo a propósito de um deles que vamos lembrar aquela noite em que o Gomes Ferreira e o Fialho Gouveia estavam na cabina de locução, preparados para fazerem os “offs” das actualidades internacionais. Mal tinham acabado de se sentar, ordenado os papéis, aberto a via do microfone, eis que um estampido, surdo, anunciou que a instalação eléctrica da cabina acabava de estoirar. A situação era negra, a emissão corria normalmente “no ar” e, na emergência, valeu a rapidez do Gomes que sacou de uma caixa de fósforos e… fez luz. Ou melhor, foi fazendo, porque atrás de fósforo vinha fósforo a deixar arder até ao limite, até queimar as cabeças dos dedos… só um bocadinho. Quanto ao Fialho, perdido de riso, leu os textos quase todos à luz bruxuleante, com o nariz a roçar o papel. Estava no fim o exercício de pirotecnia – por notória falta de combustível – quando a luz, a legítima, a da Companhia, voltou à cabina. (…)”
    do livro (on line) “RTP 50 ANOS DE HISTÓRIA” de Vasco Hogan Teves – edição da RTP-novembro de 2007
    http://213.58.135.110/50anos/50Anos/Livro/DecadaDe60/NoReinoDo/Pag19

    O mesmo, Vasco Hogan, que, a 13 de Outubro de 1957, faz o seu “baptismo” como repórter na “primeira grande reportagem exterior da RTP” aquando a erupção do Vulcão dos Capelinhos – Ilha do Faial. Para o jornalista, quer ele próprio quer o operador de imagem Carlos Tudela “foram os primeiros repórteres da RTP a jogarem a vida ao serviço da sua profissão”. No próximo dia 24 de Outubro faz 51 anos que o Vulcão dos Capelinhos amainou … “(…)ocorreram as derradeiras explosões strombolianas, de bagacinas avermelhadas. No dia 25 iniciou-se o processo desgasificação, de arrefecimento e de erosão que perdura até aos tempos actuais.
    Victor Hugo Forjaz -Vulcanólogo da Universidade dos Açores e do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores
    Aqui: http://www.vulcaodoscapelinhos.org/vulcao/historia/?view=page6

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