Vou já dizendo que acho o termo moçoila assaz catita. Olhando a moçoila propriamente dita vejo, num primeiro momento, muita energia, muita vida, sei lá, um espanto! Mas, olhando só mais um bocadinho, afigura-se-me que, nem a indumentária nem aqueles preparos, ligam com a cara da moçoila radiante. Estarei a ver muito mal?
Corrigi-lo Pedro? Nunca, jamais, em tempo algum! Eu já uma vez aqui lhe disse que, quando fosse grande, queria ter uma memória como a sua e um caderno de apontamentos como o seu. Nã, nã. Se diz que não há, é porque não há.
Está certíssimo, Pedro. E, já, agora, um pouco de história sobre o Milo -criado por Thomas Mayne, químico de indústria alimentar ao serviço da Nestlé australiana nos anos 30, durante a depressão, quando as crianças tinham algumas carências nutritivas. O nome Milo foi inspirado no lutador olímpico da antiga Grécia “Milon” – discípulo de Pytaghoras. (inf.da pág,da Nestlé internacional) Lembro-me da minha mãe guardar os rótulos para trocar por umas chávenas almoçadeiras com a marca Milo…
“A camarinha (Corema album) ou camarinheira é um arbusto da família das Empetraceae, é endémico em Portugal. Frequente em sistemas dunares ou em matas baixas dos pinheirais. Produz um fruto comestível e a sua rama liberta um cheiro semelhante ao mel(…)
Eu nunca tinha ouvido falar e penso não haver por cá O arbusto em flor é lindíssimo, as camarinhas “parecem pérolas” como diz o autor do blog – mereciam ter um nome mais bonito, digo eu….
João as líchias (chinesas) são de casca rugosa e vermelha e, até, por isso há quem chame de “morango chinês”- ´há uma canção popular portuguesa que versa assim:
Fostes ao *Senhor da Pedra Minha rica Mariquinhas… Nem por isso me trouxestes Um ramo de camarinhas.
Hei-de ir ao Senhor da Pedra Para colher as camarinhas… Mas, meu amor, é de lá Já mas tinha apanhadinhas.
Fui ao mar às camarinhas E cacei um camarão…
(coro) Ai sim, camarinha, ai sim! Ai sim, camarinha, ai não! Ai sim, camarinha, ai sim! Camarinha, ai sim! Camarinha, ai não
*Senhor da Pedra – “A Capela do Senhor da Pedra situa-se na freguesia portuguesa de Gulpilhares, concelho de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto e localiza-se junto do mar estando assente num rochedo.” Wikipedia Muito fiquei a saber, a propósito de “camarinhas” (são como as cerejas) – eu que pensava que o Senhor da Pedra era só em Vila franca do Campo – sempre aprendendo…
Conheço o Senhor da Pedra, Maria, como calcula.
Vamos às camarinhas. Claro que não são iguais por fora, mas brancas e translúcidas, com aquele aspecto, parecem da mesma família. Só que estas são doces e perfumadas, enquanto as camarinhas parece que são agri-doces, pelos vistos. É muito curioso, porque nunca tinha ouvido falar. Acho que nunca vi nem comi, com esse ou com outro nome.
Oh malta novinha, eu explico: as camarinhas existem sim e na zona de dunas e areais(como lhe chamávamos) junto à praia de Santa Cruz,era passeio certo todos os verões para uma colheita destinada a compota e geleia das ditas.São realmente agri-doces assim em “cru” mas tão boas. A uvada,para quem não souber,era uma espécie de doce de frutas,que levava uvas(claro…),algo de maçã, pêro ou pêra e cozido em môsto de vinho tinto…
ai este país não é para velhos…
Eu, quando comia Milo às colheradas, também comia goiabada. Com queijo. Isso era capaz de marchar ainda agora.
Bom gosto, Pedro, goiabada com queijo é óptimo – por vezes, ainda, acrescento uma banana – verdadeiro pecado de gula…
Novinha eu…Obrigada, Fernando, gostei de saber. A Uvada eu já tinha provado, no tempo que por aí vivi, é mesmo muito bom. Não cheguei a conhecer as camarinhas nem nunca tinha ouvido falar delas e da geleia mas, como já disse, fiquei curiosa e achei o fruto muito bonito até gostaria de arranjar a semente ou plantio para por no meu quintal,
Também posso voltar a ser novinho?
O Zézé… então não estás a ver? Bigodinho, ar malandreco, “put de crim on”…
Pedro aqui há uns anos fui à loja do Sr Domingos e pedi-lhe farinha 33 e farinha Amparo. Eram as papas que eu comia em criança, e quis dar a provar aos meus filhos O Sr Domingos bem me dizia: – Oh filha tu leva, mas olha que já não vais gostar como gostavas quando eras pequenina. E os teus filhos também não vão gostar… Fiquei intrigada, mas comprei na mesma. Provei e dei a provar. Ninguém gostou. Nem eu, que achava aquilo fantástico. Passados uns dias o Sr Domingos perguntou: – Então gostaram? E tu,gostaste? Acenei-lhe que não… E dizia ele: – Pois filha, é que as pessoas agora habituaram-se a outros sabores e já não gostam daqueles. Agora há mais coisas, e mais saborosas… Eu bem te avisei!!!
Pois é, Helena. Um sabor que permanecerá sempre associado à nossa infância e adolescência (eu associo-o ao mata-bicho nos trópicos, onde passei parte desses anos).
“Disto já não há”: refere-se às raparigas? Estou enganada ou ainda há Milo?
:)))
Não há com aquelas embalagens e aquela moçoila…
Vou já dizendo que acho o termo moçoila assaz catita. Olhando a moçoila propriamente dita vejo, num primeiro momento, muita energia, muita vida, sei lá, um espanto! Mas, olhando só mais um bocadinho, afigura-se-me que, nem a indumentária nem aqueles preparos, ligam com a cara da moçoila radiante. Estarei a ver muito mal?
:)))
Olhinhos perfeitos.
Eheheheh. Que seria de mim sem os óculos. Ó p’ra mim com eles em bico eheheheheh
:))))
Óculos em bico?!
Que mauuuuuuuuuuu
:)))
«Que mauuuuuuuuuuu» também é catita. Assaz.
Grrrrrrrr
Ah, lembro-me, bebi muito Milo. E Cola-Cao, de Badajoz.
Também eu. Comia às colheres, metia dentro do pão, misturado com queijo. E também Nesquik e Ovomaltine.
Se fosse agora ralhavam-lhe porque ia ficar obeso.
:))))
Já ficou, já ficou.
Que mauuuuuuuuu
:)))
Se fosse agora só o cheiro já me enjoava.
Mea culpa. Também fiz tudo isso, e era tão booooom!
Que eu saiba, deixou de haver Milo em Portugal, embora ainda seja produzido pela Nestlé (para outros países). Corrijam-me se estiver enganado.
Corrigi-lo Pedro? Nunca, jamais, em tempo algum! Eu já uma vez aqui lhe disse que, quando fosse grande, queria ter uma memória como a sua e um caderno de apontamentos como o seu. Nã, nã. Se diz que não há, é porque não há.
Essa é que é essa.
:))))))
Está certíssimo, Pedro. E, já, agora, um pouco de história sobre o Milo -criado por Thomas Mayne, químico de indústria alimentar ao serviço da Nestlé australiana nos anos 30, durante a depressão, quando as crianças tinham algumas carências nutritivas. O nome Milo foi inspirado no lutador olímpico da antiga Grécia “Milon” – discípulo de Pytaghoras.
(inf.da pág,da Nestlé internacional)
Lembro-me da minha mãe guardar os rótulos para trocar por umas chávenas almoçadeiras com a marca Milo…
Também eu me lembro disso, Maria. Obrigado pelo seu contributo.
Saudades desse tempo…
De facto, é a marca de um tempo que já deixa saudades.
Milo e Ovomaltine, às pázadas dentro do pão com manteiga…those were the days… ah e o Toddy se bem que este algo mais enjoativo.
e pão com uvada,sabem o que era ? e geleia de camarinhas, também ??
estou velho…
As camarinhas é que não estou a ver…
João, fiquei curiosa e fui procurar, veja por favor aqui:
http://outrascomidas.blogspot.com/2008/0 8/geleia-de-camarinhas.html
“A camarinha (Corema album) ou camarinheira é um arbusto da família das Empetraceae, é endémico em Portugal. Frequente em sistemas dunares ou em matas baixas dos pinheirais. Produz um fruto comestível e a sua rama liberta um cheiro semelhante ao mel(…)
Eu nunca tinha ouvido falar e penso não haver por cá O arbusto em flor é lindíssimo, as camarinhas “parecem pérolas” como diz o autor do blog – mereciam ter um nome mais bonito, digo eu….
Fui ver. Nunca tinha ouvido falar. Brancas e translúcidas, parecem as líchias chinesas, se é que não são mesmo.
João as líchias (chinesas) são de casca rugosa e vermelha e, até, por isso há quem chame de “morango chinês”- ´há uma canção popular portuguesa que versa assim:
Fostes ao *Senhor da Pedra
Minha rica Mariquinhas…
Nem por isso me trouxestes
Um ramo de camarinhas.
Hei-de ir ao Senhor da Pedra
Para colher as camarinhas…
Mas, meu amor, é de lá
Já mas tinha apanhadinhas.
Fui ao mar às camarinhas
E cacei um camarão…
(coro)
Ai sim, camarinha, ai sim!
Ai sim, camarinha, ai não!
Ai sim, camarinha, ai sim!
Camarinha, ai sim! Camarinha, ai não
http://amador.blogs.sapo.pt/arquivo/7131 26.html
*Senhor da Pedra – “A Capela do Senhor da Pedra situa-se na freguesia portuguesa de Gulpilhares, concelho de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto e localiza-se junto do mar estando assente num rochedo.”
Wikipedia
Muito fiquei a saber, a propósito de “camarinhas” (são como as cerejas) – eu que pensava que o Senhor da Pedra era só em Vila franca do Campo – sempre aprendendo…
Conheço o Senhor da Pedra, Maria, como calcula.
Vamos às camarinhas. Claro que não são iguais por fora, mas brancas e translúcidas, com aquele aspecto, parecem da mesma família. Só que estas são doces e perfumadas, enquanto as camarinhas parece que são agri-doces, pelos vistos. É muito curioso, porque nunca tinha ouvido falar. Acho que nunca vi nem comi, com esse ou com outro nome.
Oh malta novinha, eu explico: as camarinhas existem sim e na zona de dunas e areais(como lhe chamávamos) junto à praia de Santa Cruz,era passeio certo todos os verões para uma colheita destinada a compota e geleia das ditas.São realmente agri-doces assim em “cru” mas tão boas. A uvada,para quem não souber,era uma espécie de doce de frutas,que levava uvas(claro…),algo de maçã, pêro ou pêra e cozido em môsto de vinho tinto…
ai este país não é para velhos…
Eu, quando comia Milo às colheradas, também comia goiabada. Com queijo. Isso era capaz de marchar ainda agora.
Bom gosto, Pedro, goiabada com queijo é óptimo – por vezes, ainda, acrescento uma banana – verdadeiro pecado de gula…
Novinha eu…Obrigada, Fernando, gostei de saber. A Uvada eu já tinha provado, no tempo que por aí vivi,
é mesmo muito bom. Não cheguei a conhecer as camarinhas nem nunca tinha ouvido falar delas e da geleia mas, como já disse, fiquei curiosa e achei o fruto muito bonito até gostaria de arranjar a semente ou plantio para por no meu quintal,
Também posso voltar a ser novinho?
O Zézé… então não estás a ver? Bigodinho, ar malandreco, “put de crim on”…
Estes comentários vão parar onde lhes apetece. Falo de camarinhas com o João, claro.
Pedro aqui há uns anos fui à loja do Sr Domingos e pedi-lhe farinha 33 e farinha Amparo. Eram as papas que eu comia em criança, e quis dar a provar aos meus filhos
O Sr Domingos bem me dizia:
– Oh filha tu leva, mas olha que já não vais gostar como gostavas quando eras pequenina. E os teus filhos também não vão gostar…
Fiquei intrigada, mas comprei na mesma. Provei e dei a provar. Ninguém gostou. Nem eu, que achava aquilo fantástico.
Passados uns dias o Sr Domingos perguntou:
– Então gostaram? E tu,gostaste?
Acenei-lhe que não…
E dizia ele:
– Pois filha, é que as pessoas agora habituaram-se a outros sabores e já não gostam daqueles. Agora há mais coisas, e mais saborosas… Eu bem te avisei!!!
Será assim também com o Milo??????
Infelizmente, pode crer que sim: com o Milo também.
Também acho.
:-)) mas que treta!!eu comia disso às colheres :-/
E quem não comia?
E havia o Tulicreme. E o chocolate Comacompão, que se comia assim mesmo: dentro de um pão.
Não só não há como o MILO se alterou. O da CERELAC quando passou a trazer lei em pó também. Mas o sabor do MIILO é inultrapassável
Pois é, Helena. Um sabor que permanecerá sempre associado à nossa infância e adolescência (eu associo-o ao mata-bicho nos trópicos, onde passei parte desses anos).