Comovente evocação. Tempos difíceis os deste passado, mas que permitiam a existência de pérolas como o “Almanaque.” Tinha como chefe de redacção José Cardoso Pires (“A minha ideia era fazer uma revista que não respeitasse ninguém e fosse o mais sacana possível”), que, entre whiskadas e cigarradas, dirigia uma equipa composta por Alexandre O’Neill, Luís Sttau Monteiro, Augusto Abelaira, José Cutileiro, João Abel Manta, Baptista-Bastos, Vasco Pulido Valente, com grafismo de Sebastião Rodrigues. Que belo e instigante team! Mais tarde, “A Mosca”, suplemento de sábado do “Diário de Lisboa”, também com Cardoso Pires e Sttau Monteiro, para além de outros jornalistas (lembro-me de Pedro Alvim, Fernando Assis Pacheco, por exemplo) seguiu as pisadas do “Almanaque”.
É como diz. O ‘Almanaque’ era uma publicação muito à frente da sua época, num Portugal ainda amordaçado – e como tal acabou por ter vida curta. Mas o seu rasto perdurou. Gostava muito de ter a colecção – ainda que incompleta – desta revista, que nem sequer em bons alfarrabistas é fácil de encontrar.
É sua a foto? Será creditada aqui, naturalmente. Mas encontra-se no Google. Parabéns pela colecção (ainda que incompleta). Ando atrás de uma igual há vários anos.
Como deve ter reparado, o crédito estava atribuído ao seu blogue (com hiperligação, para os leitores do Delito de Opinião conferirem com o original). Mas para não haver melindres da sua parte já cá está outra imagem. Agradeço-lhe à mesma.
Comovente evocação.
Tempos difíceis os deste passado, mas que permitiam a existência de pérolas como o “Almanaque.”
Tinha como chefe de redacção José Cardoso Pires (“A minha ideia era fazer uma revista que não respeitasse ninguém e fosse o mais sacana possível”), que, entre whiskadas e cigarradas, dirigia uma equipa composta por Alexandre O’Neill, Luís Sttau Monteiro, Augusto Abelaira, José Cutileiro, João Abel Manta, Baptista-Bastos, Vasco Pulido Valente, com grafismo de Sebastião Rodrigues.
Que belo e instigante team!
Mais tarde, “A Mosca”, suplemento de sábado do “Diário de Lisboa”, também com Cardoso Pires e Sttau Monteiro, para além de outros jornalistas (lembro-me de Pedro Alvim, Fernando Assis Pacheco, por exemplo) seguiu as pisadas do “Almanaque”.
É como diz. O ‘Almanaque’ era uma publicação muito à frente da sua época, num Portugal ainda amordaçado – e como tal acabou por ter vida curta. Mas o seu rasto perdurou. Gostava muito de ter a colecção – ainda que incompleta – desta revista, que nem sequer em bons alfarrabistas é fácil de encontrar.
Tem graça.
É tal e qual a minha mesa de jardim com a colecção do Almanaque.
É sua a foto? Será creditada aqui, naturalmente. Mas encontra-se no Google. Parabéns pela colecção (ainda que incompleta). Ando atrás de uma igual há vários anos.
A foto é minha. Mesmo encontrando-se no google, e com o nome que lhe dei, tem lá a indicação do local onde foi publicada.
Como deve ter reparado, o crédito estava atribuído ao seu blogue (com hiperligação, para os leitores do Delito de Opinião conferirem com o original). Mas para não haver melindres da sua parte já cá está outra imagem. Agradeço-lhe à mesma.