Tenho o teu tom de pele e a mesma escassa pigmentação dos lábios. No temperamento, dizem, em muitos aspectos somos parecidos. E nalguns gestos, certas expressões do rosto. Adoptei muitas manias tuas, parte do teu vocabulário, sobretudo o do código que só usavas em casa, além dos valores, claro. Nunca o valorizei tanto como agora. Porque agora é só o que eu tenho.


Gostava que, fosse quando fosse, algum dos meus filhos me reconhecesse ou me recordasse assim.
João de Brito
Obrigada, João de Brito, pelas suas palavras.
Dizes tanto em tão poucas linhas, Teresa. Bela prosa, tão sentida. Compartilho-a neste mês de Março que já se me tornou duplamente triste de há cinco anos para cá.
Obrigada, Pedro. Tanto que eu gostava de Março mas agora tenho este espinho aqui, dia 19. No teu caso então é melhor nem falar…