Para sermos exactos


Rui Rocha,

A rigorosíssima austeridade de 3 semanas decretada pelo governo PS com contornos de forte dramatismo corresponde à cláusula de rescisão de Gaitán. Ou, se quisermos utilizar outra unidade de medida, ao dobro do valor do empréstimo que o amigalhaço Carlos Santos Silva terá feito ao engenheiro Pinto de Sousa.

15 comentários em “Para sermos exactos”

  1. Mas então défice não era para ser 2,7%?

    E não estávamos a ter um desempenho da economia melhor que o esperado?

    Como de costume o governo anterior disse que o orçamentado estava a sair melhor que o esperado até aparecerem dados que dizem que não é assim.
    Como de costume estabelece outras metas e diz que as cumpriu.

  2. ” valor do empréstimo que o amigalhaço Carlos Santos Silva terá feito ao engenheiro Pinto de Sousa.” Faz-me lembrar o Marx e o Engels. Aquele também chulava este mas teve sorte de nenhum Juiz Carlos Alexandre ter apanhado as malas de dinheiro que o Engels lhe enviava. Amizades destas sempre houve. Ainda bem.

    1. Para que é que existem notas de 500 euros e de 200? Foi de propósito para facilitar as aldrabices, transporte de dinheiro em malas, fuga aos impostos etc. E Leis secretas? Perguntem ao Junker que ele sabe para que servem.

  3. É inacreditável, pensar que, em 3 semanas, alguém poderia endireitar as contas do resto do ano ou, mesmo, de 4 anos de governação mas, nestas três semanas, já estão a trabalhar para que, no futuro, os portugueses, até possam vir a acreditar em fadas, elfos e gnomos. Em pouco tempo, temos o fim dos exames para pequenos e, “grandes”: “Esquerda quer aprovar fim da prova de professores”, não esquecendo, a “redução da excessiva carga disciplinar”, temos a “receita perfeita”… quanto menor for a exigência, maior será a facilidade de “enfiar barretes”
    Algures, num comentário, deixei uma frase de George Orwell: “If people cannot write well, they cannot think well, and if they cannot think well, others will do their thinking for them”
    Como costumo pensar e, detesto quem pense por mim, olho para o nosso país e só questiono, qual a intensão de fomentar o facilitismo.
    Existem trabalhos de investigação sobre o ensino em Portugal:
    http://www3.uma.pt/alicemendonca/conteudo/investigacao/evolucaodapoliticaeducativaemPortugal.pdf

    [Em 1835… foi estipulado que o ensino primário deveria ser gratuito para todos os cidadãos portugueses, ao mesmo tempo que se responsabilizavam os pais e as entidades locais, nomeadamente, câmaras e paróquias, no cumprimento da obrigatoriedade da frequência escolar a partir dos sete anos de idade.
    Com o intuito de efetivar a obrigatoriedade escolar, a decisão de Passos Manuel: “ todos os pais de família têm rigorosa obrigação de facilitarem a seus filhos a instrução das escolas primárias. As municipalidades, os párocos, os próprios professores, empregarão todos os meios prudentes de persuadir ao cumprimento desta obrigação os que nela forem descuidados”
    Como as ideias liberais da altura, pressupunham que os povos aspiravam à
    sabedoria e que, a procura pelas escolas, se efetivaria com a única limitação existente, ou seja, os custos, considerou-se que a gratuitidade seria medida
    suficiente para se alcançar a universalidade pretendida. Contudo, a frequência escolar não se efetivou como se esperava.
    Um Relatório de Instrução Primária, do ano letivo de1848-49, refere que a ineficácia do ensino se devia a aspetos como “a insuficiência do número de professores, o diminuto número de escolas públicas e a pouca afluência de alunos a muitas delas (…) motivada, em parte, pelo estado de ignorância em que ainda jaz grande porção da família portuguesa e, em parte, pela miséria das classes operárias”…
    Reportando-se ao ano letivo seguinte, o mesmo relatório descreve a situação: natural rudeza dos pais se vai perpetuando nos filhos e netos, não os mandando às escolas, uns por miséria, outros por desleixo…
    Face a estas constatações, tornam-se evidentes as razões que condicionaram
    o elevado analfabetismo existente em Portugal. Após estimar que, em 1870 numa população de 4.200.000 habitantes existiam apenas 2300 escolas oficiais e que 600.000 crianças em idade escolar não a frequentavam, determinou-se que a frequência do 1º grau do ensino primário, com a duração de três anos, fosse, de facto, obrigatória. Esta medida foi posteriormente reforçada, 1986, Rodrigues Sampaio determinou a obrigatoriedade de frequência da instrução primária elementar para todas as crianças de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os seis e os doze anos]

    Não fazendo juízos de valor, sobre programas de ensino, nem a inculcação ideológica no tempo de Salazar, olho para o que foi feito nestes últimos 41 anos, onde o PS, por ter estado mais tempo na governação do País, terá também, a maior percentagem de responsabilidade, é evidente que, apesar de “embandeirar em arco” com os feitos na educação, só posso reparar no que parece ser impossível: existir meio milhão de portugueses analfabetos, nem imagino quantos, saibam ler mal ou não saibam interpretar o que leem.
    Quando vejo exigir pouco, especialmente, na qualidade, até podem gastar milhões do dinheiro dos contribuintes, a “embelezar” escolas (ou meros negócios) mas, nestas 3 semanas, ainda desconfio mais dos seus objetivos porque, em breve, até vão conseguir fazer acreditar, a uns milhares de portugueses que, fazem tudo para o seu bem e, até têm uma varinha mágica para corrigir défices.
    Um dia ainda acontece aos Portugueses como ao Pinóquio, acordam, olham-se ao espelho e veem… burros.

          1. Se num comentário, se podem usar 4300 caracteres, quem não sofrer cronicamente de preguiça q.b. ou só goste de frases “pré-mastigadas”, “bem digeridas”, bem explicadinhas e, de preferência, com um “Chefe de Banda” que até diga umas frases no megafone, para os respetivos seguidores as repetirem, à laia de papagaios, claro que os meus comentários, definitivamente, não são para ser lidos por si

  4. Hoje no Parlamento:

    Disse uma deputa da do PS: – ” Vocês ( Governo anterior) é que são os culpados dos maus tratos aos velhos… os causadores da miséria..!

    Dito por uma sra deputada… do partido que ouviu bem claro o Ministro Teixeira dos Santos dizer: — Já não temos dinheiro para pagar salários e pensões”

    É de bradar aos muçulmanos!

  5. Que bom! Já tendes as provas contra o Sócrates!!! Atenção,elas valem dinheiro! Telefonai ao CM e ao Carlos Alexandre,para que não digam que a investigação se arrasta.Por mim, só consegui arranjar prova material dum estacionamento proibido do Mercedes do Pinto de Sousa. Estava ilegalmente estacionado,o mais provável a carregar notas…que ele carregava-as em qualquer lugar,eu não vi,mas ouvi dizer,e não há fumo sem fogo! Fogo à peça!

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