A escola Matteotti, em Florença, cancelou uma visita de estudo dos alunos do ensino básico daquele estabelecimento a uma exposição de arte sacra nesta cidade intitulada Beleza Divina por “compreensão pelas famílias muçulmanas tendo em conta o tema religioso” desta mostra. Entre os quadros expostos no Palácio Strozzi encontram-se A Crucificação Branca, de Marc Chagall (o preferido do Papa Francisco), a Pietà, de Van Gogh, A Crucificação, de Renato Guttuso, e o Angelus, de Millet, além de telas de Matisse, Munch e Picasso.

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O medo não pode vencer tudo
Mark Margo
http://www.markmargo.net (entretenimento e cinema)
Não pode, mas vai avançando em força.
Não é a Europa rendida ao medo. É a Europa do politicamente correcto a fomentar o medo e a descristianização.
A Europa medrosa. Oculta Van Gogh enquanto abre alas à burca.
Não, Pedro Correia, desculpe insistir, as forças da Europa que promovem a descristianização. E, para isso, todos os pretextos são bons.
“É a Europa do politicamente correcto a fomentar o medo e a descristianização.”
Essa afirmação não é suficiente. O Politicamente Correcto é uma táctica do Marxismo e do ódio da Esquerda Marxista à Civilização Ocidental.
O Politicamente Correcto não nasceu do nada, nasceu do poder proporcionado pelo Jornalismo junto com o Marxismo.
É capaz de ser a táctica decisiva para a vitória final do Marxismo.
Confesso que tenho ficado muito mal impressionado com estes europeus que assim agem, o post anterior chocou-me de tal modo que a minha próxima crónica quinzenal no jornal local baseou-se nela.
Atitudes destas não ajudam a integração dos não cristãos que chegam à Europa e até alimentam ódios nos que sendo europeus se sentem violentados na sua fé e costumes em nome de uma pretensa integração que não penso ser exigida pelos muçulmanos que para cá emigram.
Exacto, Carlos. Além de não fomentarem integração alguma, ainda aumentam ódios e animosidades de forma totalmente gratuita. O que é uma perfeita estupidez.
Ninguém pede aos europeus que abdiquem da sua forma de viver. Alguns europeus, porém, transfiguram-se para supostamente agradarem a terceiros acabando no fim por desagradar a todos.
Os mais recentes exemplos que aqui trago são de bradar aos céus. “Tolerância” de sentido único perante quem nunca sequer exigiu tal.
Isto confirma, de certo modo, o que escrevi ontem a propósito.
Falei em diálogo.
Escandalizei os que dele têm uma abordagem completamente restritiva.
O diálogo que preconizo deveria começar entre nós mesmos.
Alargar-se às grandes religiões.
Envolver as organizações político-militares internacionais.
Mobilizar as grandes organizações económicas mundiais.
Culminar numa grande cimeira mundial, tipo a que decorre em Paris sobre o clima, como um grande problema universal que também é.
Enquanto nos limitarmos a apagar fogos aqui e ali, acontecerá ao mundo o que aconteceu ao Portugal florestal – arderá completa e literalmente.
Diálogo, sim. Mas esconder as obras de arte que possam “ferir susceptibilidades”, nomeadamente aos alunos das escolas públicas, nada tem a ver com diálogo: é pura estupidez.
Completamente de acordo!
O João de Brito mente com o significado das palavras. Começando pela palavra: diálogo.
Devemos é aproveitar-nos das fraquezas do inimigo. Ouvi dizer que a aviação francesa estava a bombardear os do Daesh com toneladas de toucinho e banha de porco com muito bons resultados. Ele fogem do toucinho a sete pés e ficam completamente desorientados. Além disso o toucinho fica muito mais barato do que as bombas tradicionais. Isto será verdade? Custa-me a crer que Hollande tenha imaginação para tanto.
Hollande ia matabichar (com) a garina de scooter e baguette. Só pode ser um rapaz imaginativo.
Consta que os americanos estão a utilizar aquelas bombas do Vietname que explodiam a uns metros do solo e expeliam berlindes para todo o lado. Lembram-se? Só que agora (novas tecnologias) expelem chouriços, presuntos e o odiado toucinho. Cada vez que um taliban apanha com um pedaço de toucinho nas ventas vai direito ao inferno.
Je suis jambon.
Jambon!!
Pois, e há muitos tipos (Hollande) que são uns chouriços.
Recomenda-se a série documental “Jésus et l’islam”, acabada de passar no Arte.
Para que a ignorância deixe de ser virtude.
Grato pela sugestão.
Dantes era crucificação que se dizia e ninguém se enganava. Cuido que seja tudo o mesmo problema…
Cumpts.
Também prefiro. Já lá está outra vez. Sem gralhas.
Melhor não levantar muitas ondas:
Ainda dá na cabeça dos da “outra banda e desta” , deitar abaixo o Cristo Rei…
Não vá ferir a “fé” dos refugiados que virão de barco e /ou sobrevoarão o Tejo!
Tudo quanto é representação humana deve ser ocultado. Tudo quanto é corpo feminino deve ser escondido. Tudo quanto é pecaminoso (vinho, cerveja, salsichas, salpicão) deve ser banido.
De recuo em recuo, em nome da correcção política, ainda acabamos a “tolerar” a burca. E a excisão. E sei lá que mais.
Senhor amendes
Esteja calado. Não dê ideias.
Lá numa terrinha d’Itália os festejos de Natal…também acabaram ou foram adiados! Até o PR se indignou!
Indignou-se – e muito bem. E também o primeiro-ministro Renzi merece elogio por ter criticado frontalmente estes medrosos.
Nem se percebe aliás por que motivo os estúpidos e os idiotas da Esquerda consideram que coisas cristãs são ofensivas para os muçulmanos: se realmente um quadro com Cristo pendurado na cruz ofende os muçulmanos então é porque, de facto, esses tipos são intolerantes e não têm lugar entre nós nem no seio da Cultura Europeia. O horrífico multi-culturalismo inventado pelos antropólogos não se define por esconder símbolos mas por ser possível que convivam uns com os outros. Mas de facto há coisas que não se misturam. Num país de leis, por questões de ordem judicial e numa lógica de policiamento do espaço público, por exemplo, não se pode andar na rua com o focinho tapado como fazem as mulheres do profeta.
Too long didn’t read: que voltem lá para a terra deles e não chateiem.
Caro V.
Não seria melhor estar calado em vez de me chamar idiota?
Embora eu reconheça que na Direita é tudo malta inteligente, claro. A esperteza calhou toda à direita. Quer exemplos?
Esta tirada xenófoba “que voltem lá para a terra deles e não chateiem.” mostra grande inteligência.
Ai sim? Não me diga.
Desde quando é que “você está errado porque é xenófabo” é um argumento válido, mais a mais quando se trata com muçulmanos e a cultura árabe especificamente? Experimente ir fazer igrejas e beber tintol para a Arábia Saudita e depois venha falar comigo. Só numa cabecinha cheia de culpa colonial (uma invenção dos idiotas de esquerda porque todos os povos ocupam o povo do lado e não foram os brancos que inventaram isso) é que nós temos de amochar no nosso próprio país e na europa com as regras estúpidas de um bando de fanáticos e você se for à terra deles ou segue logo as regras deles que nem um corderinho. Sabe porquê? Porque além de idiota é também um cobarde.
Pensando bem, eu sou isso tudo que você me chama. E não sabe da missa a metade, senão chamava mais. Gosto muito de discutir com pessoas inteligentes como é o seu caso, aprendo sempre. Obrigado.
Sempre às ordens.
Esta tirada xenófoba “que voltem lá para a terra deles e não chateiem.” mostra grande inteligência.
Mostra de facto inteligência uma vez que o comentador explicou os motivos porque usou a expressão. Coisa que você tão de esquerda e sofisticado não consegue entender porque para si que é sobre-civilizado já não consegue entender nem descer ao básico do que é uma civilização.
A xenofobia pode ser a resposta inteligente quando o xeno é demasiado xeno, por outras palavras, quando a diferença é muita.
No fundo, eles consideram que as “coisas cristãs” são ofensivas para eles. Zs0
A revolução francesa teve um programa de descristianização – que falhou – e ainda há pouco tempo um ministro da educação francês (2012-2014) , Vicent Peillon (que não é qualquer um) considerava que esse falhanço precisava ser reparada. Para ele, o laicismo é a nova religião (sic).
https://www.youtube.com/watch?v=9W09d-6l
Pedro Correia desculpe a pretensão
Oriana Fallaci tinha previsto tudo isto.
Foi mal interpretada,ameaçada de morte…o seu livro mais polémico quase que foi proíbido em França.
Proíbida de entrar na Suiça e etc..
Em breve irei a Florença e a primeira
coisa que farei quando lá chegar é
ir depositar uma rosa lá onde ela “vive”.
Tenho uma grande admiração por essa
grande Senhora
A sua referência vem a propósito, Kika. Vale a pena revisitar a obra de Oriana Fallaci, que em vários temas teve razão antes do tempo. Como vale a pena ler ‘Submissão’, o polémico (mas fascinante) romance de Michel Houellebecq.
Todos os meus amigos já leram
comprei desde que saiu nas livrarias
mas ainda não li.
Obrigada na mesma 🙂
Grande post!
O pensamento do ano!
Estas questões preocupam-me, Fernando. Deviam preocupar-nos a todos. Andamos a perder parcelas de liberdade – cada vez maiores e de forma cada vez mais rápida.
Alguns militantes da correcção política figuram na primeira fila dos que aplaudem estes constantes e progressivos constrangimentos à liberdade.
Todos os mussulmanos a residir na Europa, América e Austrália e mesmo em África, devem ser mobilizados pelos países onde residem, a avançar nas linhas da frente contra esses tais seus confrades terroristas.
E…ou sim ou sopas
Os muçulmanos são – de longe – as primeiras e maiores vítimas do extremismo islâmico e do terrorismo de fachada maometana, Reaça.
Atenção dos partidos, os muçulmanos no futuro vão valer muitos votos, por isso quem quiser mais votos tem de os defender. Alguns já defendem os criminosos, pois juntamente com as famílias valem muitos votos.
Isso não anda muito bem, pois não, Camarada?
Eu e muitos também consideramos ofensivo para a nossa cultura que mulheres andem cobertas por razões religiosas, discriminação sexual, e todo o tipo de decisões políticas que não tenham motivações laicas. E a nós, cidadãos, quem é que nos defende? A Esquerda dos direitos? Quem é que me defende do avanço do obscurantismo religioso na Europa? Para que serve então uma República?