Para que a terra não esqueça


Rui Rocha,

Em Agosto de 2016, em Pedrógão Grande, depois de um incêndio de grandes proporções, Marcelo Rebelo de Sousa afirmava: “Eu próprio acompanharei muito de perto para ter a certeza de que no pino do Inverno ninguém se esquece do que aconteceu no Verão”. Apesar desta promessa, em Junho de 2017, Pedrógão Grande chorava a morte de dezenas de pessoas num incêndio trágico. Logo de seguida, em Outubro, e com todos os avisos e alertas, o Estado foi incapaz de proteger mais algumas dezenas de portugueses que encontraram a morte noutros incêndios. Marcelo, pelo meio, desancou António Costa quando este adoptou um comportamento miserável (dirão os mais cépticos que o fez apenas porque intuiu que a desgraça podia afectar a sua própria imagem) e desdobrou-se em manifestações públicas de afecto, mensagens e sublinhados. Entretanto, a acção do Presidente nesta matéria confluiu com a do governo durante o último fim-de-semana, numa operação mediática de sensibilização ou, dirão outros, de propaganda. Agora que os fogos do próximo Verão são ainda uma ameaça que parece longínqua, é importante afirmar isto: em matéria de incêndios, não é só o governo que esgotou o seu crédito; a credibilidade política de Marcelo nesta matéria também chegou ao seu limite.

14 comentários em “Para que a terra não esqueça”

  1. O primeiro-ministro fez o anúncio. A seguir, instalaram-se as dúvidas. Com o ministro da Defesa ao lado, António Costa disse este sábado que a Força Aérea “ficará com a gestão e operação dos meios aéreos de combate aos incêndios florestais”, que vai gerir os “meios do próprio Estado” e que ainda fará a “gestão dos contratos de meios aéreos de combate aos incêndios”. Mas, na prática, como é que a Força Aérea — ainda sem meios próprios para o combate a incêndios florestais — se vai integrar na estrutura da Proteção Civil de combate aos fogos? “Estamos a definir quais as formas de implementação dessas decisões”, diz fonte da Defesa ao Observador. As respostas do lado da Força Aérea não são diferentes. “Tudo tem de ser estudado e pensado”, admite fonte do ramo.

    A Força Aérea não participa este ano no combate direto a incêndios, mas sim na “gestão centralizada” e comando e controlo das operações, segundo esclareceu em novembro o secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello.

    Resumindo :

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  2. ZERO,……..e como é de calcular,………….noves fora ………Nada, ZERO.
    Mais um virar de página bem conseguido, e certamente com o presidente Marcelo a não tardar um comentário do tipo…..estão a ver, está tudo a ser feito, mas mesmo tudo.
    António Cabral

  3. em 2019 e 2o não vão arder eucaliptos nem pinheiros, demoram 2 anos a se fazerem.

    Poupem em aviões e desmatações para daqui a 3 anos.

    Estamos a arder hoje porque a gasolina aumentou de novo.

  4. Há aqui qualquer coisa de estranho. Como é que pode ter havido um incêndio de grandes proporções em Pedrógão Grande em agosto de 2016 e outro incêndio, igualmente de grandes proporções, igualmente em Pedrógão Grande, em junho de 2017? É que no intervalo de oito meses entre agosto de 2016 e junho de 2017 a vegetação não tem tempo suficiente para voltar a crescer… O autor do post tem a certeza de que não se enganou na data ou no local do primeiro incêndio?
    (Note-se que “em Pedrógão Grande” quer na verdade dizer “no concelho de Pedrógão Grande”. Terão ambos os incêndios sido em locais diferentes do mesmo concelho?)

      1. … na reportagem, de 2016, falava-se em S. Pedro do Sul e não de Pedrógão.

        Dito isto, eu, por mim (e não só por isto), não reconheço credibilidade nenhuma nem a Marcelos, nem a Costas, nem a Coelhos, nem a Cristas, nem a ninguém dessa “gente” que se diz gerir a coisa pública… São demasiados intervenientes, de quadrantes políticos distintos, todos com a mesma “léria” cá para fora enquanto desfazem o país e se vão abotoando a si mesmos por dentro.

        Não me recordo quem escreveu, mas cantava o saudoso Pete Seeger:

        (…) What did you learn in school today
        Dear little boy of mine?
        What did you learn in school today
        Dear little boy of mine?

        I learned our country must be strong
        It’s always right and never wrong
        𝐎𝐮𝐫 𝐥𝐞𝐚𝐝𝐞𝐫𝐬 𝐚𝐫𝐞 𝐭𝐡𝐞 𝐟𝐢𝐧𝐞𝐬𝐭 𝐦𝐞𝐧
        𝐀𝐧𝐝 𝐰𝐞 𝐞𝐥𝐞𝐜𝐭 𝐭𝐡𝐞𝐦 𝐚𝐠𝐚𝐢𝐧 𝐚𝐧𝐝 𝐚𝐠𝐚𝐢𝐧

        And that’s what I learned in school today
        That’s what I learned in school (…)

          1. Antes de mais, queria dizer-lhe, por subjacência, o seguinte:
            https://i.pinimg.com/originals/97/1c/9f/971c9fe72384e2ecc55a645799c5d73a.jpg

            Posto isto, e nas palavras de Jack, o Estripador (não se confunda com Vlad, o Emborcador), “vamos por partes”:
            Se por “Comunista” entende o Pete Seeger que, tendo que se defender de assim ser catalogado perante o House Un-American Activities Committee, disse isto http://www.phawker.com/wp-content/uploads/2014/01/Pete-Seeger-Quote-copy.jpg , então deve ser o mesmo de que eu falei.

            Se por isso é Comunista, não sei (“a beleza está nos olhos do observador”) mas é, nesse caso, o mesmo Pete Seeger que anos mais tarde veio a dizer ““I’m still a communist in the sense that I don’t believe the world will survive with the rich getting richer and the poor getting poorer – I think that the pressures will get so tremendous that the social contract will just come apart.”

            Só por estas razões me parece ser o mesmo. Porque depois fala de coisas que nunca relacionei com ele e que assim sem fontes nem contexto soam até muito contrárias a muito (se não a tudo) do muitíssimo que o homem cantou por este planeta a dentro e pela sua (longa) vida a fora.

            https://www.youtube.com/watch?v=1y2SIIeqy34

  5. Quando era miúdo atribuía-se a responsabilidades dos incêndios às locomotivas a carvão, agora até aos raios! É uma matéria onde não pode, nem deve, haver aproveitamento político, o drama tem atravessado vários governos de vários partidos. Começou agora, como habitualmente, depois da porta arrombada, a fazer-se qualquer coisa. Esperemos…o próximo verão, pelo menos nas areas ardidas, não vai haver problemas, um eucalipto leva em média 4/5 anos a desenvolver-se , um pinheiro, uma vida.
    Mas 2017 não foi um ano de sonho. Não foi não!

  6. Marcelo continua em roda livre sem travões
    Tencionava ser presidente de plástico colorido.
    Combatente de rapidinhas sem resguardo.
    Os da monda a lavar a cara de mãos nos bolsos.
    Ninguém lhe faz engolir atoardas instrumentais.

  7. Muita prevenção, mas não se fala dos incendiários os principais responsáveis e autores da maioria dos incêndios. Como prevenir? Eles andam aí.
    DNO

  8. Entretanto o Regime Socialista do 25 de Abril destrói a Liberdade de Associação impondo quotas Marxo-Fascistas instituindo o Corporativismo Sexual erforçando ainda mais no País uma cultura ainda mais acentuada de mais corporações.
    Em vez de sermos valorizados/desvalorizados por nós somos valorizados/desvalorizados por pertencermos a um grupo.

    Quando existirem pogroms seja a que grupo for lembrem-se, começou aqui.

    Isto faz o Regime Socialista do 25 de Abril que dizem lutou contra o “Fascismo”.

    O Presidente Marcelo que deve velar pelo respeito da Constituição nada diz.

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