Para lá do Marão…


Cristina Torrão,

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Freguesia de Jerusalém do Romeu, concelho de Mirandela (6 de Maio de 2022)

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20 comentários em “Para lá do Marão…”

    1. É, sim senhor. Todo o azeite desta região é excelente. Temos a sorte de ter alguém na família com oliveiras e produtor do seu próprio azeite (concelho de Macedo de Cavaleiros). Não queremos outro

  1. Boa tarde minha Senhora
    Antigamente dizia-se – para lá do Marão mandam os que lá estão.
    Provavelmente hoje poderá dizer-se – para lá do Marão são poucos os que lá estão!
    Bom fim de semana. Saúde.
    António Cabral

    1. Por que haveriam de ter arrancado a placa do chafariz? Ela nada diz de mal.
      Numa praça de Lisboa há uma estátua em louvor do dr. Souza Martins, que tem uma placa a dizer “por subscripção pública”, significando (creio eu) que a estátua foi financiada por donativos da população em geral. Significa mais ou menos o mesmo que a placa neste chafariz. E também ninguém a arranca, claro.
      Na Rua Almirante Barroso também há um edifícil com uma placa a dizer que foi edificado no tempo da Ditadura Nacional. Mais uma vez, ninguém arranca a placa.
      (E em Pangim, Goa, vi eu placas e estátuas em louvor de personalidades coloniais, que o estado indiano não se deu ao trabalho de eliminar.)

      1. Se a memória não me falha, ainda há pouco tempo o balio não via qualquer inconveniente em vandalizar e conspurcar estátuas que são memória de um “passado vergonhoso”. Esta placa só resistiu ao branqueamento cultural resistiu graças aos maroneses, não tem nada a ver com a estátua do Sousa Martins, que tem cariz religioso.

        1. (1) A estátua do dr Souza Martins não tem cariz religioso. O dr Souza Martins foi um médico benfeitor e com fama de curandeiro quase milagroso; não foi uma personalidade religiosa.
          (2) Não há absolutamente nenhuma vergonha (bem pelo contrário, é louvável) em o povo de uma freguesia ter contribuído financeiramente (ou de outras formas) para a ereção de uma fonte. Logo, nada há de vergonhoso na placa.

      2. Você deve ter um emprego num observatório qualquer criado pelas fundações xuxalistas, balio pois consegue estar em todos os blogues ao mesmo tempo. Resquícios ou não daqueles blogues do tempo do 44.

  2. Conheço a placa. Ela é um milagre de “resistência”. Como nomeia quem nomeia, conseguiu resistir (ou passar despercebida) aos vândalos ideológicos, para quem a História nunca é o que é, e aos outros vândalos (que, coitados, não sabem o que isso da “História”.
    E trasmontanos (prefiro assim, numa grafia mais concordante) já sobram poucos, mas são genuínos.

  3. Para lá do Marão………, assim seria do Porto para Mirandela.
    De Lisboa, p.ex., seguindo até Viseu, Lamego, Régua, Vila Real e Mirandela, não teríamos que atravessar o Marão.
    Esse fontenário era igual a muitos milhares de outros por todo o País: água para as pessoas e animais.
    Em 1970 53% da população portuguesa não tinha água canalizada e em 2005 ainda 800.000 (8%) assim continuava.
    Azeite do Sr. Meneres, de Romeu, é o melhor azeite do mundo. Bacalhau cozido com batatas e couves regado com azeite do Sr. Meneres é .preciso meio quartilho para não se sumir.
    Por serem muitas, com as rosas de Romeu tem de se ter cuidado, podendo haver rivalidades com mais belas e perfumadas..

      1. Também no Algarve no meio dos anos 80. Sem água canalizada nem electricidade.
        Mas existia a 1km de distância.

  4. Terra quente transmontana. A linha do Tua passava por lá (ainda há viadutos à vista). Como dizem, terra de excepcional azeite, do restaurante Maria Rita e do pequeno museu que conserva a memória da povoação, dinamizada pelos Menéres (alguns deles meus parentes), que continua a ser proprietária, em partes mais ou menos iguais divididas por dezenas de familiares, da Quinta do Romeu.

  5. Vou por vezes visitar uns amigos a Macedo de Cavaleiros. É obrigatória a excursão a Romeu. A refeição no Maria Rita, poucas vezes falha.
    Embora já saiba de cor, a visão do solar dos Menéres – não sei se a família de Clemente Menéres assim o designa – provoca-me um choque pelo tremendo contraste com as minúsculas casas de pedra das proximidades.
    Más recordações, só uma vez, quando Mirandela – vezeira nisso – ultrapassou os limites da temperatura máxima no país. Lembro-me de regressar a Macedo e passar o resto da tarde metido no Ecomarché, sem nada de especial mas com ar condicionado.

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