Ontem ouvi um relato de um telefonema feito por um responsável de uma escola pública, dirigido ao encarregado de educação de um aluno com fraco aproveitamento escolar. Ao referido encarregado de educação foi proposto que dada a situação – entenda-se o perfil do aluno – se ele aceitava que o seu educando participasse nos exames nacionais como sendo aluno externo, evitando assim de prejudicar o ranking da escola.
Lamentavelmente o receptor da chamada não respondeu que aceitaria desde que a proposta fosse feita por escrito, e simplesmente declinou a ideia.
Umas horas mais tarde trouxe esse episódio à conversa com uma pessoa amiga reformada do ensino, e a reacção foi quase como de um encolher de ombros. Sim, essas coisas acontecem.
Lembrei-me de imediato da repetida ladainha de alguns professores que explicam os maus comportamentos de alguns alunos com as deficiências educacionais que estes trazem de casa. Será que podemos perguntar qual a referência moral que uma escola dá aos seus alunos, quando faz uma proposta destas?
Tentando ignorar a vertente ética de tudo isto, podemos dizer que o nosso atraso crónico resulta também desta menorização e desprezo da realidade. Prefere-se de longe as aparências e por elas vale sempre a pena maltratar umas estatísticas e arrendondar umas esquinas.
Depois de tentar arredar tudo isto do meu espírito, soube que o nosso PM quer mudar o modelo de contagem de casos COVID, para poupar o turismo no Algarve.
A atitude retratada pela expressão que dá o título a este postal, e que ganhou forma durante o domínio inglês do nosso país, no início do sec. XIX, faz realmente parte da nossa forma de estar na vida.
A leviandade com que enganamos os nossos compatriotas faz parecer que estamos mesmo convictos de que não nos estamos a enganar a nós próprios.

A pergunta do professor em nada me surpreende e se a resposta do progenitor/responsável for de assentimento, qual o espanto? Os pais queixam-se, mas promovem este tipo de comportamento. Não querem estragar o futuro dos seus filhos (um chumbo é uma marca de incapacidade, fica mal no cv e nas conversas com os outros), escolhem as escolas conforme o ranking e de quem lá anda. Não vou criticar. É normal querer o melhor para os filhos. E os professores fazem aquilo que lhes é pedido.
Quanto ao nosso Ministro….parafraseando o mesmo “a lá ver”: não há alteração nenhuma, apenas uma forma mais clara de ver o problema. E o problema? Os portugueses. Têm de ser tratados como alunos em dificuldades de compreensão.
Vamos abrir as portas ao turismo. Vamos infectar e depois (esfregar as mãos de contente) confinamos o português, explicando que a culpa é do comportamento leviano de uns malandros que quiseram estragar o ranking.
M. Lopes
Diminuir o número de testes é também eficaz na redução do número de infectados. Faz tudo parte da mesma fotografia.
Uma tristeza e leviandade sem nome. Quanto ao aluno, nunca tal ouvi da parte da direcção da escola. Mas ouvi professores queixarem-se de que os alunos que não anulavam matrícula para se candidatarem a exame lhes estragavam a média. É claro que eram alunos que transitavam de ano à tangente (por exemplo com oito valores no ano de exame e média de dez ou onze do ano anterior). Chumbavam valentemente em exame. E convenço-me de que estas conversas só existiam devido ao espectro das avaliações do professor. Não sei se ainda existem.
Quanto à atitude do primeiro ministro…a ser verdade, nem sei como a classificar. Parece-me facto bem mais grave, é mentira que vai afectar todos os portugueses e fica muito mal a um primeiro ministro. Não estará farto de confinamentos (bom, Mariana Vieira da Silva afirmou que, como elemento da governação, não sentiu o confinamento senão pela separação de amigos e familiares). Mas hoje tudo se sabe em todo o lugar. Será que o homem não intui isso? Belo exemplo que fica para o país. E leva-nos a duvidar de todos os outros países. Por que havemos de crer que são diferentes?!
‘oito valores no ano do exame e média de dez ou onze do ano anterior’
Quais são as orientações que estão por trás da norma de levar a exame um aluno com oito valores?
Isso é que dá que pensar.
Corrigir problemas com os currículos.
Em 1995 (ano que ficou destruído depois de decisões HORRÍVEIS PARA O ENSINO PÚBLICO POR PARTE DE MANUELA FERREIRA LEITE, ministra da educação, como vingança de as sondagens darem a derrota do seu partido nas legislativas desse ano, criou um sistema que dava 99% de certeza que em 100 alunos com notas de acesso à universidade, 97 eram do ensino privado), fui ao exame nacional de Português B, com média de 9,66 (10-8-11). No exame tirei 14,6. Pessoas que entraram com 18 tiraram 6, tudo porque a composição era sobre um tema abstracto em que era dada liberdade, desde que cumprissem as regras, 9 em cada 10 não conseguiram cumprir a limitação de palavras e parágrafos apresentada.
Isso não interessa nada, o que conta é a média, se der positiva…vai a exame. E chumba, quase de certeza.
“Quais são as orientações que estão por trás da norma de levar a exame um aluno com oito valores?”
“No meu tempo” qualquer um podia ir a exame e falhasse a avaliação do ano lectivo.
Note que um aluno com 8 valores tanto pode ser alguém que não etudou para mais como alguém que esteve doente ou alguém que já trabalha.
No fundo, no fundo é uma outra forma subtil de corrupcãozinha… que continua.
O outro terá alguma razão. Não brilha sozinho.
o nosso PM quer mudar o modelo de contagem de casos COVID, para poupar o turismo no Algarve
Não sei o que quer Costa. Mas, independentemente do que ele queira, o facto é que fechar concelhos com poucos habitantes devido a um conceito estatístico, de X casos por 100 mil habitantes, é disparatado, porque os conceitos estatísticos só se podem aplicar a grandes números. Explicitamente, se se fala de X casos por 100 mil habitantes, é precisamente porque esse conceito só se deve utilizar em unidades territoriais que tenham 100 mil habitantes ou mais.
Seria correto utilizar o limite de X casos por 100 mil habitantes ao nível distrital. Ao nível concelhio, é totalmente asneirento.
…Ou é apenas mais um artefacto de comando & controlo numa longa lista que nos meteram pelas goelas abaixo.
Se metermos uma rã em água a ferver ela tenta fugir, mas se a metermos em água fria e a aquecermos aos poucos ela deixa-se alegremente cozer.
é disparatado, porque os conceitos estatísticos só se podem aplicar a grandes números.
Não. Pode fazer-se a proporção. A verdadeira questão é saber se adiante alguma coisa ver os números da pandemia através de proporções. Eu acho que interessa pouco.
Olhe que não!
Será que podemos perguntar qual a referência moral que uma escola dá aos seus alunos, quando faz uma proposta destas?
A proposta nada tem de mal. Ela é uma consequência imediata da ideia que a direita política promoveu em Portugal, de elaborar e divulgar rankings de escolas. Essa ideia é que é parva, imoral e disparatada. Perante essa burrice imoral que a direita promoveu, os diretores de escolas agem como podem, ou seja, em vez de tentarem melhorar a educação dos alunos, tentam melhorar os rankings.
Os demonios da direita…. Mais vale pôr tudo igual como a esquerda quer.
Melhorar não, aldrabar os rankings
Quando lê que as escolas privadas estão na frente dos rankings nunca pensou porque seria?
Não é porque quem tem dinheiro para pagar é mais esperto. Quase todos os colégios privados expulsam, não renovando a matrícula, os alunos problemáticos, quer os que reprovam muito quer os que têm mau comportamento. Além disso praticamente exigem que os alunos tenham aulas de apoio a expensas próprias no exterior. Ao endeusarem-se os rankings criam-se situações de mimetismo nas outras escolas.
Obrigado por demontrar porque é que o ranking das escolas é bom. Mais exigência.
“os diretores de escolas agem como podem, ou seja, em vez de tentarem melhorar a educação dos alunos, tentam melhorar os rankings.”
E temos o Balio a não utilizar o cérebro sequer. Quem é que diz que o directores de escola não tentam melhorar a educação?
Por que é que para o Balio esta noticia excluí tal coisa?
Os Directores de escola estão a tentar colocar a maioria dos alunos nos exames?
Não me parece, logo os alunos que se mantêm estão a ser melhorados. Pois os rankings são importantes.
Esta noticia ainda implica que qualquer disturbios nas aulas e mau comportamento está ser visto à lupa e a não ser tolerados pelos directores de escolas. Pois os rankings são importantes.
Isto é uma excelente notícia para os rankings escolares. Diz-nos que estão a funcionar.
A escola em causa e Costa personificam a cultura da estatística e dos números martelados.
Para inglês ver.
Não podemos justificar o injustificável. Os rankings podem ter efeitos negativos, tal como têm aspetos positivos. mas devem ser verdadeiros. Se falsearem a realidade perdem a credibilidade.
O que a direção escolar alegadamente propôs ao encarregado de educação é eticamente reprovável e inadmissível numa escola pública inclusiva e democrática. Caso contrário, estaríamos a retroceder no campo educativo, no sentido de uma escola exclusiva de elites e no esmagamento dos mais fracos e desfavorecidos da sociedade. Os miúdos há muito tempo perceberam isso ao falarem de escolas de betinhos. Os graúdos é que parece não perceberem este novo mundo.
“O que a direção escolar alegadamente propôs ao encarregado de educação é eticamente reprovável e inadmissível numa escola pública inclusiva e democrática.”
Concordo plenamente.
Os rankings estão a perverter o desígnio da educação.
Você está a confundir a árvore com a floresta.
Os rankings, estão a forçar a maior exigência e qualidade – partindo do principio que os programas valem alguma coisa mas isso é outra história – o facto de existirem exageros não muda o incentivo para melhorar que o rankings implicam.
Coisas destas só vem depois do esforço para melhorar os alunos ter falhado.
Ao contrario do autor para mim isto é uma indicação positiva que indica que os rankings estão a funcionar.
Onde Portugal dá cartas no mundo acima do seria esperado é onde temos competição interna forte. Por exemplo: Futebol.
É pena que o novo modelo de contagem não tivesse sido implementado logo no início. Evitava-se muito do pânico que por aí grassa e que se estende agora à questão das vacinas.
O critério de positivos/100 mil habitantes para determinar o confinamento ou não de comunidades é digno de “especialistas” que vivem em placas de petri e julgam que a vida é aquilo.
Em concelhos desertificados e com baixa densidade populacional, qual o sentido de aplicar cegamente este critério? 4 casos numa comunidade com 2000 pessoas e lá se fecha a comunidade toda. A insanidade anda á solta.
Muito bem. De acordo.
Se querem aplicar o critério das infeções por 100 mil habitantes, apliquem-no em distritos ou em outras unidades territoriais que tenham mais do que 100 mil habitantes. Não o apliquem em concelhos desertificados, onde a Lei dos Grandes Números da estatística não se aplica.
Olhe que não!…
Viva, Paulo. A concorrência, e a competitividade – são a mesma coisa, sem que sejam bem a mesma coisa – também provocam inevitavelmente estas coisas, e refiro-me apenas à Escola. Não há moeda com uma única face. No meu tempo – custa-me dizê-lo mas já lá vão mais de 5 décadas, quase seis – já era assim. Estudei em colégios privados – na altura a oferta pública não era para todos, mas isso agora não vem à conversa – e, aí, justamente para não penalizar os índices de sucesso do colégio, aos alunos mais fracos (com idade para isso, que já não me recordo qual era) era sugerido que se propusessem individualmente a exame (nos liceus públicos, que era onde os fazíamos). De outra forma não passariam por essa experiência.
Olá Eduardo,
Após todas essas décadas e tanta mudança … será caso para lembrar a máxima de que foi preciso mudar muita coisa, para que tudo ficasse na mesma. Os revolucionários de outrora, são hoje os conservadores e serão os reacionários do futuro. Há coisas que nunca mudam.
A competição é salutar. Morre-se de pobreza mas não de desigualdade. O cheque-ensino é um bicho papão para demasiada gente, apenas porque iria trazer mudanças e bem sabemos como o bicho humano dispensa a interrupção de rotinas e também conhecemos a força das forças conservadoras.
Então mas não somos nós próprios a recusar os ímpios?
Não somos nós próprios a recusar os doentes?
Qual é a diferença?
Veja-se a actual situação pandémica. Não concordámos todos nos cordões sanitários para afastar os infectados?
Não concordámos todos em afastar os idosos do convívio familiar?
Se um responsável de uma escola pública impedir um assintomático de entrar na escola, nós apoiamos. Mas se um responsável de uma escola pública impedir um aluno mais atrasado de fazer um exame, nós aí já ficamos indignados.
Temos de ser coerentes, ou somos todos tratados com igualdade e com o mesmo respeito, ou temos de aceitar que haja tratamentos diferentes para casos diferentes.
Disse bem: “Para inglês ver”, mas isso aplica-se a quase tudo.
Tem razão, “Temos de ser coerentes”, mas onde é que existe essa coerência?
Por exemplo, você vê todas as incoerências ou só algumas?
Como saberá muitos só vêem o que lhes interessa ver e quase tudo é feito por interesse. Ganha quem conseguir enganar mais.
Sou professor numa escola pública e estou incrédulo. O que é relatado é de tal forma grave que, seria importante identificar a escola que procede dessa forma.
Um anónimo a lembrar que seria importante identificar alguém… há coisas do caraças.
Quando no inicio de março o nosso PM apresentou “matriz” colorida do desconfinamento, quase ninguém se preocupou em experimentar a aplicabilidade daquilo. Chegados agora a meio de abril começa a ser evidente que o gráfico é débil e de pouco serve para a realidade, portanto agora é necessário “martelar” até que dê o resultado pretendido.
O nível de tortura é tal que é necessário criar uma comissão para proteção dos números.
97% dos portugueses (consigo incluído) não percebem que o R(t) depende da média diária durante 14 dias. Saberá vossa super mega hiper sabedoria calcular uma média, sem usar o telemóvel? Não sabe. É esse o problema de 97% dos portugueses.
Agradeço o esclarecimento que prestou. Dado as minhas fragilidades em matemática terei de recorrer a alguém que perceba um pouco mais, como por exemplo, Tiago Mendes que publicou a 15 de março! há coisa de 1 mês, veja lá! um artigo onde evidenciava as fraquezas desta “matriz de risco”.
You ask a silly question (rankings), you get a silly answer.
Exatamente. Se se elaboram e divulgam ratings, então é evidente que as escolas deixam de trabalhar para educar os alunos e passam a trabalhar para ter um bom rating.
Hoje em dia todas as escolas fazem isso, trabalham para ter um bom rating. As privadas selecionam os alunos que admitem. Muitas públicas também o fazem. As que não o podem fazer, mandam os alunos submeter-se a exame como não inscritos.
A solução para isto passa por acabar com os ratings.
Coisa extraordinária…. como raio existem bons “rankings” sem bons alunos?
Existem situações bem piores e não são relatadas por medo.
O que o PM quer fazer é o que toda a gente faz (mas diz que não faz), é alterar a realidade de modo que ela não choque com as suas intenções, previsões ou sonhos.
WW
soube que o nosso PM quer mudar o modelo de contagem de casos COVID, para poupar o turismo no Algarve.
Nada de novo. Martelar os números até se encaixarem nas suas teses de merda é um velho método dos socialistas. Chegam a mudar as regras durante o jogo. Ou depois do jogo. O que é que interessa a realidade.
O que interessa é a narrativa.
Isto passou-se com a minha sobrinha:
– no dia da apresentação, a diretora de turma propôs que ela mudasse de escola;
– nesse ano passou a ter apoio escolar dentro e fora da escola;
– uma aluna com dificuldades sempre com 2/3 negativas, nesse ano teve 9 negativas.
Mudou de escola, porque estragava a média. Mudou de escola porque claramente já não era bem vinda.
o post nao tem ponta por que se pegue.
Claro, é que o autor despreza a realidade, assim lhe convem, e quer meter o mundo num copo de agua. De repente, qual aladino, achou poder reduzir a coisa a esse episódio.
Aproveitável, muito interessante !, é o ultimo paragafo, e isso sim merece ser debatido. Isso é a essencia de tudo : passado, presente e futuro.
Não tem ponta por onde se pegue … embora o último parágrafo … ok, entendi.
Para começar o indice de infecções tem tal o nível de erros e induz nunca deveria ter servido para muito. Foi mais uma “Desinformação Oficial” tão comum hoje nos media acriticos com certa coisas e hiper acriticos noutras.
O que importa é o número de internados e mortes por caua do Covid. Note-se o -por causa-
O número de mortes anunciado também é parte do programa de “Desinformação Oficial” uma vez que boa parte delas são “Com Covid” não “por causa do Covid.”
https://www.telegraph.co.uk/news/2021/04/1 3/quarter-covid-deaths-not-caused-virus/
Almost a quarter of registered Covid deaths are people who are not dying from the disease, new official figures show, as the Government was urged to move faster with the roadmap in the light of increasingly positive data.
Isso que relata é grave e devia ser denunciado, porque um aluno que vai a exame como externo é prejudicado, pois tem que tirar 10 para passar, já que não tem nota interna para fazer média, enquanto que, se for como interno, a nota do exame faz média com a sua nota interna. Se o aluno vai a exame com 10 de nota interna basta-lhe tirar 9 no exame para passar. Um valor faz diferença. Portanto, ir como externo é uma hipótese que existe para os alunos que chumbam internamente terem oportunidade de, mesmo assim, passar de ano. Nunca ouvi nenhum colega ou membro da direcção propor a um aluno que se prejudique para melhorar a imagem da escola. É certo que ninguém gosta que os alunos baixem de nota nos exames e estraguem a média do professor ou da escola, mas não passa pela cabeça de ninguém prejudicar um aluno por causa disso. É uma grande desonestidade.
Não há mais exigência. Escolhe-se os alunos que teriam boa nota sem esforço da escola e despede-se os outros. Mas o ensino que se dá é mau, não precisa de ser bom e exigente porque os alunos tratam de si.
Envia-se os filhos para escolas privadas para terem os conhecimentos certos, e para permitirem aos pais conhecerem os pais dos colegas certos, há também por uma questão de status. A qualidade de ensino pesa muito pouco na escolha. Para isso os colégios dizem aos pais que se amanhem e arranjem bons explicadores.
No meu tempo(saudades!) quem tivesse 17 anos poderia fazer os exames do Liceu como externo. Foi o que fiz, poupei-me à massada das aulas no Liceu. Frequentei as explicações em turmas na companhia de alunos internos que tiravam lá as dúvidas.
Fiz os exames nas calmas, por pouco não dispensei do exame da faculdade(16 valores). Segui a minha vida sem problemas de maior.
Agrada-se uma proposta para autorizar os exames como externo desde que se tenha frequentado com aproveitamento as aulas de educação para a cidadania.