Não é que eu esperasse muito da Lusa, mas aqui está mais uma prova de como os critérios editoriais têm vindo a mudar em Portugal nos últimos anos. Admito, por razões orçamentais, que sejam fundidas as secções “lusofonia” e “internacional” numa única editoria, mas que se extinga liminarmente a de “cultura”, passando os seus elementos para a de “sociedade”, diz tudo sobre o que é realmente importante para quem escolhe as notícias que nos faz chegar. Espera-nos, provavelmente, uma cultura cor-de-rosa.
Uma sociedade que desvaloriza a cultura – a sua e a dos outros – não vai longe, nunca.
Nota: Woody, passo a vida a citar-te. Desculpa lá o abuso.

Nas últimas férias bati com o nariz na porta do Museu Nacional de Arte Antiga no dia 31 de Dezembro. Tinha o aviso na porta de que o Director do Institutos dos Museus e Conservação assim o tinha decidido.
Duas observações:
1 – A cidade estava pejada de turistas, pelo que a decisão é completamente incompreensível.
2 – Se não havia tolerância de ponto para a função pública porquê esta excepção?
E não me recordo de ver isto referido nos media ou na blogosfera. Assim vai a nossa Cultura…
Acontece isso frequentemente nos feriados quando a cidade está cheia de turistas e de crianças que poderiam começar a aprender a “ver”.
Mas, de facto, entre nós ninguém parece saber o que é cultura, ou mesmo o que se deve fazer para tentar saber o que seja.
“ninguém parece saber o que é cultura”
Eu não sei. Mas a senhora, pelos vistos, sabe. Conte lá à gente, então.
Ó Francisco Crispim, o que é que quer provar com essa insistência? Já que não se consegue definir com exactidão o conceito, então é melhor acabar com ele? Conte lá à gente, então.
Ó meu caro Crispim se eu soubesse, ao certo, o que era a cultura, chamava-me Eduardo Lourenço.
Por isso tento lê-lo. Para aprender. Sempre é melhor que nada.
Vou aos museus e tento aprender a olhar. Oiço discos e tento aprender a ouvir.
Culta, eu. De certo não. Mas esforçada, de certo sim.
Não vê como me esforço a responder-lhe? Catita é o que sou!
Eheheheh. Catita, de facto! Bjs
Decerto.
Menos mal! :))
Francisco Crispim, veja lá não lhe caia um dente com a gracinha.
Ah! Caro Crispim
Esqueci-me: sou boa cozinheira. Será que vale alguma coisa para o conceito de cultura gastronómica?!
Não sabia desse caso específico, mas continuo sem entender os horários de muitos museus e exposições.
O que é a cultura?
Uma coisa cada vez mais difícil de definir, meu caro.
A Lusa foi das primeiras a aplicar o «acordo ortográfico» Limita-se agora, agir em coerência.
A unica coisa que me desagrada é que somos nós que pagamos aquilo.
A Lusa tem vindo a perder qualidade e exigência, isso é óbvio. Mas acabar simplesmente com a secção de cultura, como se isso fosse um tema menor para notícias, é bater no fundo.