Acabo de receber, de uma amiga escritora brasileira, este video sobre o encerramento da Livraria Camões do Rio de Janeiro, uma importante ponte cultural entre os nossos dois países. Aqui, uma petição de protesto a pedir assinaturas. Aqui, a página do facebook que foi criada para o efeito.
Os brasileiros que conheço estão inconsoláveis. E nós?
O texto da petição:
É mais uma presença portuguesa a ser rasurada à nossa volta, corroborando o que pensamos ser uma acentuada miopia de Portugal face ao Brasil no que tange às questões culturais.
A Livraria Camões é uma casa de cultura em nosso país e seu trabalho ao longo de décadas contribuiu concretamente para a divulgação da cultura portuguesa e o acesso à sua literatura. Nela, todos que se dedicam aos estudos portugueses e de cultura de língua portuguesa sempre encontraram um espaço maior de acolhimento e de diálogo.
Solicitamos que partilhem este abaixo-assinado de modo a questionar o caso e tentar que tal decisão, ao menos, seja reavaliada.
A cultura não pode ser tratada como item supérfluo!”

Quase que aposto, que é mais uma portaria do Pedro Tachos Coelho.
Isto não é uma portaria, é uma porcaria.
Lamentável, Ana, mas os cortes indiscriminados dão nisto. Este país está obcecado e já não consegue escolher um caminho que não o leve à ruína, cultural também. ico-sul/2012/01/12/livraria-camoes-portu gal-esta-cego-para-o-potencial-que-exist e-no-brasil/
A propósito este post da Alexandra Lucas Coelho:http://blogues.publico.pt/atlant
E ainda, onde anda o Secretário de Estado da Cultura?
Boa pergunta, Leonor. Infelizmente, nem sequer ouvimos falar dele.
É mais fácil mandar emigrar e franchisar os pastéis de nata do que fazer alguma coisa. x?content_id=1941680&especial=Revistas%20de%20Imprensa&seccao=TV%20e%20MEDIA
O Secretário de Estado da Cultura tem sido falado mas não por causa da cultura. Olha aqui: http://www.dn.pt/especiais/interior.asp
São motoristas intelectuais, com certeza.
Uma tristeza, se pouco chega ao Brasil da nossa literatura isto vai ajudar mais ainda ao alheamento. Mas se não chega, não há como conhecer. Mas não sei até que ponto tem a ver com os elevados impostos do Brasil pra tudo, absolutamente tudo o que venha de fora… enfim…
Eu também não sei avaliar causas e culpas, Isa. Mas sei que é uma estratégia errada, para além de tudo o resto: tirando Pessoa, Saramago, Lobo Antunes e agora Valter Hugo Mãe, são poucos os nomes da nossa literatura que chegam ao conhecimento dos brasileiros. Sem a Camões, que sempre foi um instrumento importante de divulgação, a coisa vai piorar ainda mais e é uma pena, até porque o Brasil está em franco desenvolvimento – cultural também – e temos uma História em comum. E uma língua.
Sem dúvida Ana, sem Camões f*deu geral, como se diz aqui…
Não é com ph? 😉
Não é :
Sifu !
E nós, Ana? Nós comemos pastéis de nata…
E qualquer dia, sem canela…
E sem nata… pelo andar da carruagem …
Excelente notícia. Porque raio tem o Estado de ter livrarias?
Estou aqui a pensar se lhe respondo ou não… um dó li tá, mal-me-quer, bem-me-quer… não respondo.
Este facho é mais chato que as sogras…
Hehehe, tu é que és socialista AN, tu é que queres tirar aos outros para teres poder.
Ele há limites… verdade que há 🙁
Já assinei, divulguei cá e lá, aderi no fb, chorei, barafustei.
Apetece-nos dizer: ai Camões, Camões, quão semelhante acho teu fado ao meu…
Eheheh… pura solidariedade do Camões. Português é assim. 🙂
A Livraria Camões não depende da Secretaria de Estado da Cultura, mas do Ministério das Finanças, via Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
Eu sei. Mas isso não impede que a SEC possa e deva ter uma palavra a dizer sobre o assunto. Um comentariozinho, uma nota de rodapé, um post it, sei lá…