Dois dos arguidos do processo Freeport revelaram à TVI que há um outro primo de José Sócrates envolvido no negócio. O primeiro ministro é, obviamente, um tipo com muito azar na família que lhe calhou na rifa. Entretanto, a pergunta que se coloca é: dia 11, 18 e 25 de Setembro, a TVI vai continuar a dar seguimento à investigação sobre o Freeport ou o caso voltará a desaparecer da agenda mediática?

Não vai acontecer nada. Hoje ficou provado que a questão era a Manuela Moura Guedes. Sem a MMG o Jornal seria mais suave para o governo e para o PS. Foi de uma limpeza total. Até as camas voadoras de Gouveia por ali passaram.
“Até as camas voadoras de Gouveia por ali passaram.”
Pois, Daniel. A reportagem sobre as ‘camas voadoras de Gouveia’ é típica das reportagens que o jornal de sexta-feira da TVI costumava exibir. Mas esta sexta o jornal já foi muito mais suave, suspeito que nas próximas sextas mais suave seja.
Pelo que diz no Público, só não passaram mais peças de MMG porque MMG não deixou. Julio? Magalhães só não apresentou o jornal da noite porque MMG não deixou, outros apresentadores não quiseram e sobrou para uma apresentadora da tvi24 que anda lá à poucos meses; porque MMG ainda é sub-directora de informação. Quer parecer-me que só não foi ela a apresentar porque não lhe apeteceu alegar que a decisão da administração foi ilegal, se não podia-o ter feito. Porquê esclarecer se faz falta fazer render?
“Quer parecer-me que só não foi ela a apresentar porque não lhe apeteceu alegar que a decisão da administração foi ilegal, se não podia-o ter feito.”
Caro Francisco, não me parece que seja uma coisa de apetite.
Que iriam fazer, escalar o conflito? MMG não forçou por não lhe convinha, na alternativa, a esta hora estava a queixar-se que não a deixaram. Isso não é complicado de ver. Veja a noticia do Público sobre o que MMG não deixou publicar – isso chama-se fazer render o peixe. Surpreende-me até que tendo gravado tanta gente ligada ao processo a contar dinheiro o caso ainda não esteja fechado… ainda acaba a fazer um favor ao Sócrates.
Falta a banda sonora, sugiro «demagogia», de Lena de Água e a Banda Atlântida, feita à maneira, quase nuca falha ;).
Pois eu gostei bastante mais daquela carinha laroca do que dos trejeitos da MMG. Se calhar vou passara ver a TVI, para colmatar as deserções dos desiludidos com a ausência de MMG e do seu excelente trabalho jornalístico, como ainda hoje se viu. Bem, pelo mundo do jornalismo, pelo menos, a oposição é quase unânime: chamar àquilo jornalismo é um insulto aos jornalistas.
E agora vou seguir o conselho do Carlos Pimentel e ouvir a Demagogia. Também gosto da Lena d’Água. Costumava ouvi-la muito, enquanto lia as histórias da Vóvó Donalda e dos 3 Porquinhos e o Lobo Mau.
“Bem, pelo mundo do jornalismo, pelo menos, a oposição é quase unânime: chamar àquilo jornalismo é um insulto aos jornalistas.”
Pois, Carlos, só é pena que no mundo no jornalismo e fora dele, muitos façam a avaliação do caso em questão tendo em conta o que pensam do jornalismo de Manuela Moura Guedes e manifestem uma indisfarçável satisfação pelo que lhe aconteceu. Acho que concordas comigo se afirmar que a qualidade do jornalismo de MMG não deve ser levada em consideração na avaliação do caso em questão, não concordas?
Concordo que a bem da verdade e da democracia lhe deve ser dado todo o espaço do mundo.
Não, não concordo, Jorge. E poderia explicar-te porquê, se o espaço da caixa de comentários fosse mais alargado.
Assim, em brevse palavras, digo-te apenas que sempre me senti envergonhado com o jornalismo de MMG (e não é de agora, já é uma coisa que remonta ao princípio dos anos 80, imagina!)
Se dedicares um bocado do teu tempo a analisar o percurso profissional de MMG, talvez percebas ainda melhor onde quero chegar. E depois há uma outra razão, que postarei mais logo, remetendo para uma notícia qu hoje saiu na imprensa.
Então teremos de voltar a concordar em discordar. Para mim, os planos devem ser claramente separados na avaliação do caso em questão. Ainda se a justificação para a saída de Moura Guedes do ar fosse pela qualidade do seu jornalismo, poderia pensar em debater o assunto, mas todos sabemos que, independentemente da existência de pressões socialistas, assim não foi.
Pela primeira vez, há ano e meio que visito este blogue, visiono youtube. Devo dizer que me desagrada. A que propósito e com que intuito?
Como é que visita este blogue há ano e meio se ele só existe há oito meses (faz amanhã oito meses?). Tem andado distraído: já várias vezes apareceram vídeos aqui. E que mal tem?
Nenhum, pelo contrário. Este blogue só existe há oito meses? Hum. Terei de reflectir sobre o assunto antes de aplicar uma réplica à altura.
Aguardemos e, em simultâneo, mantenhamos alguma empatia, é importante.
Quanto ao que afirma, acho que em «Delito de Opinião» haverá, por certo, pessoas mais do que eu para se expressarem e para desenvolverem o ponto de vista que aqui surge, mais uma odiosa virtude, o ponto de vista, de forma elegante, vis à vis palavras ideias, considerações, confrontos, poder, beijos, medos, interjeições; não considera, Pedro?
Ora bem. Confronto de ideias? Gosto, incentivo, aplaudo. E participo, sem virar a cara. Assim é que é.
Abraço.
Agora aparece mais um primo, já não é o Mestre de Kung-fu, agora é “o Gordo”, aprendiz de empresário que está nas Áfricas. Isto de ter uma família alargada dá que falar, afinal de contas, a bomba que terá feito o Primeiro Ministro perder a cabeça e pedir ao camarada Zapatero para dar instruções à PRISA, que terá ligado à Media Capital para mandar suspender o “Jornal Nacional”, não passa afinal da reedição do episódio “O primo II”. Até as fontes da investigação são as mesmas, Sir Charles Smith! Uma personagem incontornável cuja credibilidade é sobejamente conhecida
“a bomba que terá feito o Primeiro Ministro perder a cabeça e pedir ao camarada Zapatero para dar instruções à PRISA”
Foi essa a bomba? E eu a pensar que o incómodo que a Manuela Moura Guedes representava todas as sextas-feiras para o primeiro-ministro, bem como o possível impacto disso nas sondagens, poderia estar mais na sequência de uma decisão do género.
“Uma personagem incontornável cuja credibilidade é sobejamente conhecida”
Refere-se a José Sócrates? Concordo. ‘uma personagem incontornável cuja credibilidade é sobejamente conhecida’. Não diria melhor.
Basta ler os textos da BBC, Le Monde e El Mundo que já transcrevi aqui sob o caso TVI para se perceber bem a dimensão que o assunto já tem além-fronteiras e reforçada “credibilidade” de JS em tudo isto.
Gostei de ver que nenhum dos habituais pivôs da TVI acedeu em sentar-se na cadeira da colega que a administração da televisão acabar de ‘escovar’ com impudor e um clamor generalizado da sociedade portuguesa – da esquerda à direita. É nestas alturas que mais me orgulho de ser jornalista: foi uma lição de dignidade que esses camaradas de profissão deram: nenhum deles aceitou dar a cara no espaço que era de MMG, líder de audiências com uma média de um milhão e 200 mil espectadores. Fica registado o meu aplauso.
Foram só vantagens, poque apareceu uma jornalista bonita, simpática, com boa dicção, sem trejeitos, bastante melhor do que o Júlio Magalhães e qualquer dos outros. Ninguém é insubstituível! Pela pimeira vez, consegui ve o JN até ao fim.
‘Uma jornalista bonita’ no ecrã: ora aqui está um ‘critério jornalístico’ digno da Menina Patrocínio que manda a empregada tirar os caroços das cerejinhas.
Junto o meu ao teu aplauso a quem não aceitou dar a cara no espaço que era de MMG.
A SIC e Balsemão agradecem, Jorge. Não é por acaso que as acções do grupo Impresa já se valorizaram 10% desde que começou a actual crise na TVI, provocada pela administração da empresa.
É verdade, Pedro. Mas não deixo de considerar as ‘razões económicas’ como um possível fundamento para a decisão da Prisa. A boa vontade política favorece e muito a concretização de alguns negócios. E convém recordar que na questão da PT/TVI/Prisa, não era só Sócrates que aprovou e estava por dentro do negócio, o querido líder espanhol estava igualmente a par do assunto. Porque será? Aqui só é inocente quem quer.
A valiar por esta notícia não terá sido bem assim, Pedro. Ora lê isto: px?channelid=00000009-0000-0000-0000-000 000000009&contentid=AEA1A39B-8120-4755-B1B4-DAF0B6 4BD7AE
http://www.correiodamanha.pt/noticia.as
Do mal o menos, fica tudo em família;)))