JOSÉ EDUARDO BETTENCOURT
Diário de Notícias, 5 de Julho de 2009
«Esta ambição, este espírito de corpo, esta coesão, esta sede de conquista marcarão um novo ciclo da vida do Sporting. As pessoas sabem bem com o que poderão contar nesta Nova Era, sabem que nos regemos por valores, que privilegiamos o mérito, que apostamos na qualidade e que colocaremos as 24 horas de cada dia ao serviço do clube, para construirmos, ao lado dos sócios, em terra firme e com os olhos nas estrelas, o caminho para muitos sucessos desportivos.»

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Cometo a indelicadeza de considerar este tipo de discursos um exemplo de uma ingenuidade não compatível com o mundo actual?
Admito, mas baseado na sabedoria popular direi que:
-Palavras leva-as o vento.
-De boas intenções já estamos bem servidos (consta que já nem no inferno as aceitam).
A distância intelectual entre daquele e o actual presidente sportinguista não podia ser maior, por razões muito diferentes (até mesmo opostas); parece que nenhum entende a verdadeira dimensão da instituição de que foi/é o principal responsável/representante.
Cumprimentos
Meu caro, congratulo-o por possuir um instrumento de aferição da capacidade intelectual alheia: é algo muito útil, presumo.
De tal maneira que acabo de incluir o pedido de um instrumento desses na minha lista de encomendas ao Pai Natal.
Tenho que agradecer-lhe (garanto sem ironias) por elucidar-me das minhas apreciações levianas.
Admito, sem rebuços, que sou burro.
Não serei sempre todavia sou-o, e isto sem menosprezo pela raça “asinina”. (tenho sempre dúvidas como se escreve; acho que já lhe disse que sou disléxico).
É por isso que o assunto me devolve à referência popular: vozes de burro não chegam ao céu.
Não veja neste conceito que eu pense que V. esteja no inferno, longe disso (ainda que neste mundo que partilhamos infernos é o que não faltam).
Voltando ao assunto em apreço, e mesmo consciente da inutilidade das minhas opiniões (as mesmas que daria -e dou- à mesa do café entre um rissol e um gole de cerveja), exprimi o que as declarações dos dirigentes, a que fiz referência, me sugeriram.
As pessoas não são exactamente aquilo que dizem? Pois não, não serão.
Mas é por aquilo que dizem e de como o dizem que as consideramos/apreciamos. (rejeito o termo: julgamos. Era o que mais faltava)
Sobre a utilização dos instrumentos que refere, o que dizer? Quem nunca os usou… (ainda e sempre sem ironias).
Cumprimentos.
Meu caro, garanto-lhe que não tem mais apreço pela “raça asinina” do que eu.