Palavras para recordar (17)


Pedro Correia,

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JOSÉ SÓCRATES

Expresso, 11 de Janeiro de 2008

«Tenho a certeza que todos os portugueses compreendem que, com o défice e a dívida controlados, o País está melhor e terá mais futuro.»

0 comentários em “Palavras para recordar (17)”

    1. Portanto, como alguns dizem disparates – ou coisas que, pelas funções desempenhadas e pela situação do país, mandaria o elementar bom senso que não fossem, assim pelo menos, ditas – tal legitima, exculpa, os disparates (ou, no caso, bem pior) ditos por outros. Os disparates e os actos praticados, até agora em doce impunidade, com eles relacionados e que ficarão na História.

      Eles e aquilo a que levaram o país. E não por boas razões.

      É isso, certo?

      Costa

      1. Não, Costa! O que quero “dizer” é que os disparates são tantos que já não distingo disparates e disparatados! É como se os nossos políticos e partidos, estivessem acometidos por uma virose. Uma Disparatite crónica bilateral

        1. Isso é verdade. Em graus diversos, mas verdade e abarcando desde os do dito “arco da governação” até aos mais “fracturantes”. E até quando é que os nossos – mito ou verdade – brandos costumes conterão os ímpetos (e a sua aceitação) que já se vê triunfantes noutras paragens?

          Quando isso acontecer logo veremos onde irão eles, os “nossos” partidos e políticos, encontrar explicações e responsáveis. Seguramente não neles mesmos.

          Costa

          1. Costa, acredito na natureza humana e não na existência de uma natureza portuguesa. Perante o Poder, ou perante a perspectiva do mesmo, os políticos portugueses são iguais aos franceses, aos espanhóis, aos dinamarqueses…aos primatas.

            Quanto aos brandos costumes, veja a história da I Republica portuguesa. Ou recue e veja os Autos de Fé. Mito, criado no Estado Novo, como o da portugalidade e do Ser português…ou veja o caso do Pedro Dias, de Arouca

          2. É suficiente ficar por coisas mais banais e do tempo presente: mata-se facilmente por uma infidelidade, verdadeira ou alegada, por exemplo. Mas registo a sua invocação da primeira república (as letras minúsculas não são acidentais), período elevado à condição de sublime, na liturgia oficial dos nossos dias, e a semi-deuses da liberdade os seus mentores (ao tempo e agora), e que foi a barbárie, o caos e o retrocesso que se sabe.

            É sabido que essa brandura de costumes é coisa inventada. Ou seja, talvez o “populismo” triunfante não esteja assim tão distante, por cá.

            Vai-se a ver e será de esquerda, quem sabe, atendendo à nossa propensão para “vias originais”. O que evidentemente o santificará e elevará a vitória do povo.

            Costa

  1. Entre esses portugueses está o anterior governo ( e respectiva entourage) que não conseguiu acertar num único orçamento, nem no défice nem na divida.

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