As legislativas decorreram há um mês. Muito aconteceu já de então para cá, com reflexos nas sondagens entretanto efectuadas:
Intercampus – Se as eleições fossem hoje, coligação PSD/CDS obteria 41,3%, ampliando a vantagem para o PS, que ficaria com 32,7%.
Eurosondagem – PSD e CDS sobem 2,2% num mês, aumentando para 8,3% a distância face ao PS nas intenções de voto.
Actualizado

com os acordos teremos o paraíso ou
Apragopolis, isto é “città del dolce far niente”,
Verdad, Pedro?
Abraço.
As sondagens valem o que valem, Céu (onde é que eu já ouvi isto?)
Efeito Costa. Em desespero de causa apenas está a tentar salvar a próprio pele. Chega a ser doloroso ver o homem num ultimo esforço acreditar na máscara das próprias palavras. Ele apenas tem consciência de ser esta a sua ultima oportunidade de sobrevivência politica e que com um fracasso patético se sumirá para sempre desse palco. Nada de drama que há mais vida para além da politica.
Há uma contradição insanável entre o título do post (10% de vantagem) e o marcador “evidência”. É que aritmética diz que a diferença é na realidade de 8.3% e o PS não perde votos. Ou será que para defender uma posição vale tudo mesmo torcer a realidade?
Tem razão. Foi uma leitura apressada. Alterei e ampliei o conteúdo deste postal. E agradeço-lhe o reparo.
Perfeitamente assustador ao que assistimos na entrevista de ontem: não sei se estamos perante um homem que já só quer salvar a sua pele se perante um político quem sempre foi assim: puramente retórico, manipulador e verdadeiramente inconsequente, como os programas de televisão onde ganhou a sua (agora perdida) popularidade. Acho que até Ana Lourenço estava assustada com o Zero Absoluto que emana da criatura. Lisboa que o diga. Mas há também outra coisa mais preocupante por trás de AC: o não-comprometimento, o xadrez estafado e aborrecido que trouxe o PS ao seu declínio, a tragédia da política de enganos e truques e falta de cavalheirismo que só encontra paralelo no jogo de culpas que à esquerda e à direita (verdade seja dita) se faz permanentemente. Parece que oscilamos entre os provérbios populares e a eucaristia. Estamos fodidos, pá. Eu pensava que estávamos perante de uma geração de gente mais proficiente e eficaz mas não: estamos entalados entre os sacristōes deformados do socialismo dos anos 90 como o Pres. da AR, uma imprensa facciosa e esquerdista e o permamente descrédito ao qual os seus próprios agentes votam as instituições, incapazes de ultrapassar o impulso genético da pequena vigarice. No fundo é o defeito maior do catolicismo que é pobre e falso na ética individual.
Costa — “O Actor”
Morreu um politico… Nasceu um bom actor!
….
Camarada Assis
O leitão “estaba baril?
É provável! Como o medo que impingem às pessoas, com os partidos de esquerda radicais e como as pessoas, ainda acreditam que há radicalismo de esquerda porque é isso que lhes fazem crer, dá nisso. Vamos pôr o PS e toda a esquerda a governar e vamos ver, se as direitas radicais poderão continuar a dizer o mesmo. Este PSD não é o PSD de Sá Carneiro nem este CDS é o de Adelino Amar da Costa.
Acho espantoso verificar que as mesmas pessoas que chamavam “fascistas” e outros insultos – alguns deles irreproduzíveis – a Sá Carneiro e Amaro da Costa surjam agora como viuvinhas destes dois dirigentes do PSD e do CDS, tragicamente falecidos em 1980, procurando comunicar-nos o que pensariam eles em 2015. Talvez com o recurso a sessões espíritas em torno de mesas de pé de galo.
Não venha com dramatismos de como deixaram este mundo. Deixaram-no e todos sabemos duma forma abrupta e má. Diga o que quiser, mas a realidade é que esses grandes senhores nada têm a ver com os de agora. Sabe perfeitamente que são muitos os saudosos desses políticos que deixaram um legado que ao longo dos tempos outros foram destruindo.
Como estão mortos deixaram de ser “fascistas”, não é? O cinismo devia ter limites. Mas pelos vistos não tem.