Deu-me fome !! E já que estamos numa de bacalhau, o meu Avô paterno tinha uma receita de um arroz do dito,assim a modos que para as emergências: Num tacho aloure o bacalhau desfiado, em azeite.Reserve.No mesmo azeite refoga alho bem picado e cebola também bem picadinha.Junta o arroz na quantidade necessária, o bacalhau,uma pitada de pimenta,um gole de vinho branco e deixa ir cozendo. A meio da cozedura,pôe batatas(é mesmo assim !!) cortadas em rodelas grossas e tiras de pimento vermelho.Rectifica os temperos e tira do lume ainda com algum líquido,abafando o tacho com pano ou papel de jornal. Quando fôr servir e por cada comensal,os que o quiserem,frita um ovo, que serve juntamente com o arroz !! Bom proveito
Já todos percebemos que vive numa terra muito estranha, Luís Lavoura…
A não ser que viva no Brasil, onde os velhos pasteis de bacalhau”viraram” bolos de bacalhau, de facto. Mas a receita foi levada pelos portugueses, que sempre lhes chamaram pasteis.
A minha mãe e as suas irmãs eram do Porto e toda a vida cozinharam excelentes bolos de bacalhau. A minha mãe fazia uns maravilhosos, que eu comi muito quando era criança e jovem. A minha tia Isabel fazia-os ainda melhores. A minha tia Cininha também os fazia, não tão bons.
Eram do Porto (mais propriamente Leça do Balio), cidade onde também eu nasci. No Porto sempre se chamou a essa iguaria “bolos de bacalhau”.
Acredito que na sua terra se lhes chame “pasteis”. Na minha chamam-se “bolos”.
Luís, compense o seu azedume com mais fair-play, pode ser? Aqui ninguém tem culpa de que lhe corra mal a vida, e se não é capaz de alinhar numa brincadeira o melhor é ir pregar para outra freguesia. No Porto chamam-se bolos? Ok, mea culpa, não sabia. No Brasil sim, sei que lhes chamam assim. Mas não é só na minha terra que lhes chamam pasteis. Seja como for, acho graça ouvi-lo dar lições de modéstia.
Por acaso, no Porto, chamam-se Bolinhos de Bacalhau. Mas sobre isso comento mais lá para a frente.
Talvez o Lavoura não saiba que um bueiro é uma sarjeta e que um aguça é um afiador…
O Lavoura não tem emenda. Coisa impressionante. Não é só no Porto que são bolos, na Beira Alta também. Deve ser lá para o Norte que, para mim, começa logo ali à saída de Leiria :))))) Bolos são sempre doces cá para baixo.
Ana, não quero desequilibrar a dissensão! Mas a riqueza de Portugal está nisto, e eu diria que o purismo lhes mandaria chamar “bolos de bacalhau”. Mas a puridade é meramente geográfica… Para os meus lados chamam-se assim, de facto. Bolinhos de bacalhau (ai, ai…) Nesta gravíssima discusssão (lol) consulte-se o Mar Salgado e o gourmet FNV. Não perdoam……
Eu sei! E então e não é que eu, mediamente viajada, nunca fui aos Açores???! Já tive duas idas abortadas a terras de Diogo de Silves… o que considero um estranho destino, uma espécie de karma e um estigma desafiante, quase neurótico, como qlq frustração. Gente de cultura, eu sei… Terceira, São Miguel, S. Jorge, Santa Maria… que nomes bonitos… Muita tradição aristocrática, discreta, bem diferente da Madeira, de que tb gosto tanto e onde o destino mr mandou tantas vezes! Ora, ora, João Carvalho, quem sabe? Ainda havemos de discutir «in loco» esta importantíssima questão! Ou aí ou aqui: em Coimbra. Sabe que também temos muito de ilhéus? :)) Livre-se de não apitar, se cá vier!!!
Conservo bons amigos em Coimbra, que já vêm da geração anterior, e tenho familiares muito próximos que ainda vão visitá-los regularmente do Porto a Coimbra.
Já as vindas abortadas aos Açores são imperdoáveis e precisam de ser corrigidas enquanto os bolinhos de bacalhau estão quentes. E livre-se de não apitar.
Já que se fala em iguarias e em Coimbra, ainda há pouco lá estive e tive o prazer de almoçar no velho Zé Manel dos Ossos. Um almoço inesquecível.
Concordo, Chloé: viva a diversidade! Na gastronomia ela é inesgotável, e nem sei se podemos falar de purismo nestas questões. Para mim, por exemplo, a palavra “bolo” (excepto se for no feminino) sugere-me sempre qualquer coisa doce. Percentualmente, não sei qual das expressões (pastel ou bolo) ganharia a medalha, mas isso não é importante.
O que me irritou no Luís Lavoura foi o tom agressivo do comentário. Apontou-me um erro de desconhecimento e eu aceito tranquilamente o facto. Mas escusava de fazê-lo com sete pedras na mão, não é?
“E prontos” tinha de ser. Realmente, ou me ponho a pau ou isto “descamba”! Ai, ai, ai. E façam o favor de respeitar a Ana que ela, como se diz aqui na Invicta, é a MAIOR! Pois colocou em destaque a Francesinha e nós, bons tripeiros, somos agradecidos a quem se lembra das nossas criações.
Ó Ana, “pasteis de bacalhau”? Nã, nã, nã. Bolinhos de Bacalhau. Que para serem bons devem levar 3/4 de batata para 1/4 de bacalhau bem “esfiado” e ligeiramente fritos em óleo (ou azeite puro, conforme os gostos) a alta temperatura. Podem ser como os da imagem ou então redondos.
Aqui na “Inbicta” são “bolinhos”, assim mesmo, que a malta gosta de colocar “inhos” e “inhas” tanto como os alentejanos gostam de colocar cominhos: em tudo.
Por exemplo, no passado dia 7 de Novembro o meu FCP ofereceu 5 bolinhos de bacalhau a um grupo de “encarnados” que estiveram por estas bandas. No caso em apreço, admito a dúvida: foram cinco bolinhos ou cinco pasteis?
Bolos, bolinhos ou pasteis, o que importa é que sejam bons e, se possível, acompanhados de um belo arroz de bacalhau regado com um bom tinto do Douro.
Mantendo a tradição tripeira mando daqui um “beijinho” para a Ana que nós, por cá, não somos de beijos sem “inhos”. Como os outros com os cominhos 🙂
Já me fez rir com esse bairrismo bem disposto, Fernando. E se não estamos de acordo no nome dos ditos, pelo menos estamos na receita: como eu disse lá para trás também, pouco bacalhau e muita batata. Mas mantenha-se atento, que faz muito bem! 🙂
Ora, ora, Ana! Já sabe que eu não venho aqui para dividir, só para juntar, com a argamassa da amizade blogosfériica! Temos de ser um «team»… é ridículo, ei sei (se sei…) … Mas eu cá sou da equipa «DO»!!!
Da equipa do DO sem qualquer dúvida, Chloé! É da casa, ora essa. Mas não posso deixar de dizer-lhe que, muito mais grave do que a questão dos bolos-pasteis é o facto de nunca ter ido aos Açores. É imperdoável!! 😉
Acontece-me o mesmo com a Índia. Já tive por 3 vezes viagem marcada (uma delas paga, até) e por qualquer razão de última hora a coisa falhou sempre. Mas não vou desistir, nem pensar. A Índia é um sonho antigo e os revezes não hão-de ser mais teimosos do que eu!
Prefiro umas pataniscas mas ainda assim são uma razão para gostar de Portugal 🙂
Também prefiro pataniscas, Leonor. E nos pasteis, gosto deles “à pobre”: muita batata e pouquíssimo bacalhau.
Deu-me fome !! E já que estamos numa de bacalhau, o meu Avô paterno tinha uma receita de um arroz do dito,assim a modos que para as emergências:
Num tacho aloure o bacalhau desfiado, em azeite.Reserve.No mesmo azeite refoga alho bem picado e cebola também bem picadinha.Junta o arroz na quantidade necessária, o bacalhau,uma pitada de pimenta,um gole de vinho branco e deixa ir cozendo. A meio da cozedura,pôe batatas(é mesmo assim !!) cortadas em rodelas grossas e tiras de pimento vermelho.Rectifica os temperos e tira do lume ainda com algum líquido,abafando o tacho com pano ou papel de jornal. Quando fôr servir e por cada comensal,os que o quiserem,frita um ovo, que serve juntamente com o arroz !!
Bom proveito
É engraçado que ponham receitas nos comentários a esta série, Fernando. Já temos várias. Um dia destes ainda fazemos um livro de receitas do DO…
🙂
Isto vai acabar à dentada!
“Isto”? Nem me atrevo a perguntar o quê, Rui…
🙂
Olha a que lindas horas me lembrei de vir aqui! Tão apetitosos… tão amarelinhos… Bonito!
(e ainda falta uma eternidade para eu almoçar…)
A esta hora espero que já esteja mais consolada, Fátima. Eu estou.
🙂
O cristiano é um bom motivo para amar a portugal!
«A» Portugal?
Não vejo é como incluí-lo nesta série, a não ser… bah, eu, pelo menos, não o queria nem coberto de caviar!
“Pasteis”???!!!
Na minha terra chamam-se “bolos”.
Já todos percebemos que vive numa terra muito estranha, Luís Lavoura…
A não ser que viva no Brasil, onde os velhos pasteis de bacalhau”viraram” bolos de bacalhau, de facto. Mas a receita foi levada pelos portugueses, que sempre lhes chamaram pasteis.
Ana,
compense a sua ignorânica com mais modéstia.
A minha mãe e as suas irmãs eram do Porto e toda a vida cozinharam excelentes bolos de bacalhau. A minha mãe fazia uns maravilhosos, que eu comi muito quando era criança e jovem. A minha tia Isabel fazia-os ainda melhores. A minha tia Cininha também os fazia, não tão bons.
Eram do Porto (mais propriamente Leça do Balio), cidade onde também eu nasci. No Porto sempre se chamou a essa iguaria “bolos de bacalhau”.
Acredito que na sua terra se lhes chame “pasteis”. Na minha chamam-se “bolos”.
Luís, compense o seu azedume com mais fair-play, pode ser? Aqui ninguém tem culpa de que lhe corra mal a vida, e se não é capaz de alinhar numa brincadeira o melhor é ir pregar para outra freguesia. No Porto chamam-se bolos? Ok, mea culpa, não sabia. No Brasil sim, sei que lhes chamam assim. Mas não é só na minha terra que lhes chamam pasteis. Seja como for, acho graça ouvi-lo dar lições de modéstia.
Por acaso, no Porto, chamam-se Bolinhos de Bacalhau. Mas sobre isso comento mais lá para a frente.
Talvez o Lavoura não saiba que um bueiro é uma sarjeta e que um aguça é um afiador…
O Lavoura não tem emenda. Coisa impressionante. Não é só no Porto que são bolos, na Beira Alta também. Deve ser lá para o Norte que, para mim, começa logo ali à saída de Leiria :))))) Bolos são sempre doces cá para baixo.
:o)
E que bela razão!!!
Ana, não quero desequilibrar a dissensão! Mas a riqueza de Portugal está nisto, e eu diria que o purismo lhes mandaria chamar “bolos de bacalhau”. Mas a puridade é meramente geográfica… Para os meus lados chamam-se assim, de facto. Bolinhos de bacalhau (ai, ai…)
Nesta gravíssima discusssão (lol) consulte-se o Mar Salgado e o gourmet FNV. Não perdoam……
Tal e qual. Aprendi desde pequenino: bolinhos de bacalhau. Pasteis são da pastelaria.
:o)
Nem mais! Quando for aos Açores, havemos de discutir esta importantíssima questão terminológica 🙂
Ora aí está uma bela ideia. Além da terminologia portuense, muitos temas haverá para debatermos. E irá sentir-se em casa, pode crer.
Eu sei! E então e não é que eu, mediamente viajada, nunca fui aos Açores???! Já tive duas idas abortadas a terras de Diogo de Silves… o que considero um estranho destino, uma espécie de karma e um estigma desafiante, quase neurótico, como qlq frustração. Gente de cultura, eu sei… Terceira, São Miguel, S. Jorge, Santa Maria… que nomes bonitos… Muita tradição aristocrática, discreta, bem diferente da Madeira, de que tb gosto tanto e onde o destino mr mandou tantas vezes!
Ora, ora, João Carvalho, quem sabe? Ainda havemos de discutir «in loco» esta importantíssima questão! Ou aí ou aqui: em Coimbra. Sabe que também temos muito de ilhéus? :)) Livre-se de não apitar, se cá vier!!!
Conservo bons amigos em Coimbra, que já vêm da geração anterior, e tenho familiares muito próximos que ainda vão visitá-los regularmente do Porto a Coimbra.
Já as vindas abortadas aos Açores são imperdoáveis e precisam de ser corrigidas enquanto os bolinhos de bacalhau estão quentes. E livre-se de não apitar.
Já que se fala em iguarias e em Coimbra, ainda há pouco lá estive e tive o prazer de almoçar no velho Zé Manel dos Ossos. Um almoço inesquecível.
Concordo, Chloé: viva a diversidade! Na gastronomia ela é inesgotável, e nem sei se podemos falar de purismo nestas questões. Para mim, por exemplo, a palavra “bolo” (excepto se for no feminino) sugere-me sempre qualquer coisa doce. Percentualmente, não sei qual das expressões (pastel ou bolo) ganharia a medalha, mas isso não é importante.
O que me irritou no Luís Lavoura foi o tom agressivo do comentário. Apontou-me um erro de desconhecimento e eu aceito tranquilamente o facto. Mas escusava de fazê-lo com sete pedras na mão, não é?
“E prontos” tinha de ser. Realmente, ou me ponho a pau ou isto “descamba”! Ai, ai, ai. E façam o favor de respeitar a Ana que ela, como se diz aqui na Invicta, é a MAIOR! Pois colocou em destaque a Francesinha e nós, bons tripeiros, somos agradecidos a quem se lembra das nossas criações.
Ó Ana, “pasteis de bacalhau”? Nã, nã, nã. Bolinhos de Bacalhau. Que para serem bons devem levar 3/4 de batata para 1/4 de bacalhau bem “esfiado” e ligeiramente fritos em óleo (ou azeite puro, conforme os gostos) a alta temperatura. Podem ser como os da imagem ou então redondos.
Aqui na “Inbicta” são “bolinhos”, assim mesmo, que a malta gosta de colocar “inhos” e “inhas” tanto como os alentejanos gostam de colocar cominhos: em tudo.
Por exemplo, no passado dia 7 de Novembro o meu FCP ofereceu 5 bolinhos de bacalhau a um grupo de “encarnados” que estiveram por estas bandas. No caso em apreço, admito a dúvida: foram cinco bolinhos ou cinco pasteis?
Bolos, bolinhos ou pasteis, o que importa é que sejam bons e, se possível, acompanhados de um belo arroz de bacalhau regado com um bom tinto do Douro.
Mantendo a tradição tripeira mando daqui um “beijinho” para a Ana que nós, por cá, não somos de beijos sem “inhos”. Como os outros com os cominhos 🙂
Continuo atento…
Já me fez rir com esse bairrismo bem disposto, Fernando. E se não estamos de acordo no nome dos ditos, pelo menos estamos na receita: como eu disse lá para trás também, pouco bacalhau e muita batata.
Mas mantenha-se atento, que faz muito bem!
🙂
Ora, ora, Ana! Já sabe que eu não venho aqui para dividir, só para juntar, com a argamassa da amizade blogosfériica! Temos de ser um «team»… é ridículo, ei sei (se sei…) … Mas eu cá sou da equipa «DO»!!!
Claro que a nossa Chloé é da casa. E muito bem.
Da equipa do DO sem qualquer dúvida, Chloé! É da casa, ora essa. Mas não posso deixar de dizer-lhe que, muito mais grave do que a questão dos bolos-pasteis é o facto de nunca ter ido aos Açores. É imperdoável!!
😉
Também acho! Considero estes revezes muito estranhos… O que se passará nos Açores que não querem que eu veja?!
Ainda não tinha chegado o tempo. Talvez ainda estivessem à minha espera…
Acontece-me o mesmo com a Índia. Já tive por 3 vezes viagem marcada (uma delas paga, até) e por qualquer razão de última hora a coisa falhou sempre. Mas não vou desistir, nem pensar. A Índia é um sonho antigo e os revezes não hão-de ser mais teimosos do que eu!