Ontem, quando fui comprar cigarros a um café perto de minha casa, deparei com um velhote com os seus setenta anos, concentrado na leitura de uma tradução portuguesa do Mein Kampf.
Outros “delitos”
eventhorizon,
Ontem, quando fui comprar cigarros a um café perto de minha casa, deparei com um velhote com os seus setenta anos, concentrado na leitura de uma tradução portuguesa do Mein Kampf.
Sintomático…
Nunca tinha visto “ao vivo” um exemplar do livro. Muito menos traduzido. Mas sim, sintomático. E muito curioso, também.
Por acaso tenho lá em casa um livro, dos anos 40 e de um tal Eduardo Frias,( creio que foi jornalista e homem de cultura), edição da Legação alemã em Lisboa, chamado 1000 Pensamentos de Adolfo Hitler. Não sei se é hoje uma raridade.Veio de casa do meu Avô Paterno e é um documento interessante…e perturbador.
Conserve-o que deve valer a pena.
Deixa-me adivinhar… Esse velhote tinha um bigodinho. Certo?
Por acaso não tinha, não 🙂
Oh Pedro, claro que ele não tem bigodinho, não podia chamar a atenção…ele foi apanhado uma vez, não ia caír de novo na rede.
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/20 15518.html
Chegou a ver?
não tinha visto não João…obrigada pela sua lembrança…ultimamente tenho ” passado ” muito a correr pelo Delito, não por vontade própria mas por contingências da vida.
Estes últimos dias foram tristes, foi o António Feio, foi o Mário B. Resendes, foi um tio próximo e também ainda novo, este ” largar ” de vida abrupto é sempre um choque que nos apanha desprevenidos, um ” corte de faca “…
um abraço.
Nada tem a agradecer. Lamento saber, CR.
Vai-se a ver e o Hitler afinal não morreu. Veio parar a Portugal e anda a controlar a qualidade das traduções que fizeram dele…
Bom, há por cá muita gente a dizer “o que fazia falta era outro Salazar”. Se calhar há gente que deu um salto ainda maior, não sei.
Ou então é mera curiosidade académica. Também é uma possibilidade.
Seria combinação, numa sondagem aqui há uns dois anos, da personagem mais…..ter sido escolhido este Senhor? Tria sido falcatrua da RTP ?
Eu tenho um cuiroso que era do meu avô: “Nazis”, de Metzer Leone. Uma obra filo-germânica e apologista do nazismo que nem nos alfarrabistas se deve encontrar.
Conserve-o. É bem possível que seja raro.