5 comentários em “Outras leituras”

  1. Cara Ana Margarida,

    Eu ia fazer um comentário ao texto do link , mas o Pedro, de certa forma, já o fez por mim.

    Há aspectos dos quais discordo, com alguns concordo, e há outros que confesso não compreender nestas reformas que tão depressa avançam como recuam.

    Os argumentos são discutíveis. Todos eles.

    O centralismo pode ser uma coisa abominável – eu agora vivo a Sul, nem sempre foi assim, e não são poucas as vezes que não penso mal do centralismo, em especial quando vou para os lados de Loulé ou para outras autarquias e as vejo subservientes aos interesses de algumas empresas e escritórios de Lisboa com filial no Algarve, ignorando ostensivamente os interesses locais e das gentes que supostamente representam em troca de um penacho e de um salamaleque – mas até hoje, confesso, foram poucas as coisas bem feitas que vi sair dos entes locais sem os habituais fumos. Sublinho esta última frase.

    A gente olha para o Porto Capital Europeia, para a Casa da Música (as derrapagens, o tempo que levou, não a obra ou o projecto), para o Metro do Porto, só para dar estes 3 exemplos, e o que se vê? Dá vontade de perguntar que culpa tem o centralismo nos “espatifanços” locais, nas guerras de sacristia?

    Sou hoje um defensor da regionalização (nada de confusões com os Mendes Bota que por aí andam a apregoá-la) e por isso mesmo penso que sou insuspeito para dizer que o mal não está no centralismo.

    Ele reside na falta de horizontes, de preparação, na incapacidade para ver mais longe e para ser capaz de reformar sem desmantelar.

    E é preciso pensar nas coisas sem o complexo ideológico, com abertura de vistas, sem palas nem provincianismos serôdios.

    E isto aplica-se tanto à direita como à esquerda.

    O actual PR é, por isso mesmo, um bom exemplo.

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