Num anúncio radiofónico do Montepio, o robot R2D2 (o mais baixote do duo d’A Guerra das Estrelas) subscreve um depósito a prazo a quatro anos. Em resposta a uma série de apitos e estalidos, a pretensa funcionária do Montepio diz algo do género: «Não, senhor Ar-Tu-Di-Tu, não são anos-luz. São anos terrestres.» Deixando de lado o pormenor do ano-luz ser uma unidade espacial (ou seja, usada para medir espaços no Espaço), poderá alguém explicar-me qual a diferença de tempo entre um ano terrestre e um ano-luz?
Ou estou a ver mal a coisa ou as leis da física são diferentes no universo publicitário ou o R2D2 é estúpido
escafandro,

um boa observação! de futuro, lá teremos os publicitários a recorrer aos físicos e astrónomos para eventual correcção das suas criações.
mas ás vezes um pouco de condescendência para com a criatividade, é necessário
por exemplo, com alguma condescendência até podemos aceitar o que o presidente do smmp nos quer vender:
“Os patrocínios de entidades bancárias em congressos na área da justiça não é nada de novo… João Palma explicou que “é prática comum num sindicato e em outras organizações nomeadamente na área da justiça pedir este tipo de apoios…”
Fartei-me de rir. Mas dou uma hipótese,embora inconsistente: não terá a ver com a distância a que está a praça offshore em que esse capital será aplicado? E se não pagaram direitos de autor pela utilização das figuras iconográficas terá a ver com o tempo necessário para pagar a indemnização?
à hora do depósito não é nenhum.
O anúncio não é comentável. Os “mídia televisivos” são cientificamente ignorantes, não é novidade. Para quem é deste ramo a cultura é apenas literária, cinematográfica e muito teatral.
Se comentássemos todas as asneiras, não fazíamos outra coisa.
Saber como funciona o nosso mundo (e a natureza) não interessa a ignorantes presumidos.
Pelo desculpa por não responder individualmente aos comentários (que agradeço) mas, apesar de me encontrar na zona centro do país, tenho um acesso à net tão lento que parece que estou a um par de anos-luz. Dos verdadeiros, não dos terrestres…
Bem observado, Jaa. Vejo pouca televisão, está visto. Nunca vi este anúncio.
Relê a terceira palavra do post, Ana, vá lá… 😉
LOL. Ouço pouca radio também, pronto. 🙂
Se percebo o post, a ideia era dizer que “em termos de tempo” não há diferença, mas isso não deixa também de ser um disparate. A pergunta é algo como:
Deixando de lado o pormenor de isto não fazer qualquer sentido, poderá alguém explicar-me qual a diferença de tempo entre um ano terrestre e um quilómetro?
Touché.
Hmm, pode não parecer, mas penso ser possível tratar a questão final de forma séria. Um ano-luz é obviamente uma unidade de distância, mas se olharmos para a relatividade até poderemos pensar nela como de tempo. Basta para isso pensar no tempo, para um observador terrestre, que passaria enquanto um observador passaria um ano a viajar à velocidade da luz. Para o observador-viajante passaria um ano. Para o observador-terrestre, passaria muito mais. Como isto seria calculado já não sei bem.
E quanto tempo demoraria se eu fosse na minha bicicleta?
Em todo o caso a pergunta era qual a diferença entre um ano terrestre e um ano-luz, no caso concreto à elaboração de um depósito bancário.
Mantenho a minha: à hora do contrato não era nenhuma.
Se um comboio parte do Porto para Lisboa à velocidade de 200 quilómetros por hora, e no mesmo instante outro parte de Lisboa para o Porto à velocidade de 50 quilómetros à hora; ao momento de se cruzarem ambos estão à mesma distância das duas cidades.
Não estou a ver por que se complique o que é naturalmente fácil
O seu primeiro comentário tinha mais piada… 🙂
Sim; mas não se coadunava com tanta omnisciência clarificativa.