Em 2011, a incansável Aiveca pronuciava-se, pelo Bloco de Esquerda, nos seguintes termos a propósito da venda de parte do capital da EDP à Three Gorges: “Estamos perante uma posição incompreensível e inaceitável, ainda mais grave porque se trata de uma empresa chinesa, de um país em que o regime ditatorial é efectivamente uma realidade”. Sabe-se que a inesgotável Aiveca anda perto do limite devido às 40 horas de trabalho semanal na função pública, mas espera-se que consiga dispor de cinco minutinhos do seu tempo para se pronunciar sobre isto. A menos, claro, que entretanto a China tenha deixado de ser um regime ditatorial.
Ou era só garganta?
Rui Rocha,

Disseram que os compradores da TAP na privatização eram uma empresa que tinha o capital para o seu saneamento. Capital esse que o Estado português não tinha,
Pelos vistos a intenção era revendê-la aos chineses.
Segundo dizem é comunista, embora não se veja nada do mesmo e se veja sim ditadura. Diga lá que beneficiou o país com as quarenta horas e sem os feriados? Eu digo-lhe, nada. Beneficiaram os senhores empresários que os exploraram até ao tutano. Exploram-nos tanto que as horas, a mais, são pagas em dias de férias, como se as pessoas nesses dias não tivessem filhos nem vida e comessem férias.
“Segundo dizem é comunista, embora não se veja nada do mesmo e se veja sim ditadura.”
Comunismo é ditadura por definição da sua ideologia.
Não, não é. É para aqueles que nunca aplicaram o comunismo tal como ele foi idealizado e para aqueles que lhe interessa vê-lo como ditadura. Ditadura é o que se passa agora. Fazemos o que eles dizem ou fome, suicídios… Vivemos numa ditadura encapotada se ainda não viu, medite e veja.
Aivéca é uma peça dos arados.
É a extensão da ponta do arado e serve para desviar a terra para os lado no acto de arar/fazer regos. Podemos estar perante a uma nova aplicação para dita peça. Talvez tapar regos, ou até buracos.
O memofante ainda está à venda?
Bem pode esperar sentado se está a espera de coerência dos líricos. Temos que desculpar os seus arroubos próprios da juventude. Talvez lamentar quem vota em quimeras e esperar que aprendam ao ver o resultado, se souberem e quizerem aprender.