«A “superioridade política e moral do Estado” só existe se o Estado sobreviver. O Estado não está a fazer mais que reagir aos ataques e desafios que por via da subversão está sujeito, a erosão provocada pelos constantes atentados (de todas as formas e feitios), o aproveitamento na luta pelo poder, a emergência das facções anti-sistema fazem com que todas as armas sejam armas válidas para a sua manutenção.
Depois, vistas bem as coisas, é nesse limbo de virtuais superioridades “morais” e dos grandes valores que os terroristas nascem, evoluem e se movem (como nunca se moveram no passado) devidamente escudados por quem agita as bandeiras do perigo do Estado-todo-poderoso sem perceber do paradoxo que esse apontar de dedo inaugura.
O Estado para ser Estado tem de ser todo-poderoso, daí que reserva para si o monopólio do uso da força e de outros meios de coacção e protecção. Estes que estão vedados aos restantes cidadãos não podem ser deixados à mercê de forças alheias à sociedade e ao Estado só porque “valores” estão em perigo.
É tudo uma questão de escolha e prioridades. Fechamos os olhos e fingimos que está tudo bem ou invocamos a especial condição dos dias de hoje e damos uma luta sem tréguas a quem nos quer destruir.»
Do nosso leitor T. A propósito deste texto do Diogo Noivo.

Muito bom.
Não não é bom.
Há maneiras mdiferentes de fazer a guerra.
Hollande pode declarar a Guerra aos Wahhabitas e aos Ayatollhas as duas ideologias que promovem o Islamismo político.
Como não quer fazer isso está condenado a só oprimir o seu próprio país.
As “facções anti sistema” querem quanto mais poder do Estado este tiver.
Por cá:
Quando os extremistas do centro-esquerda( do CDS ao PS) tiverem o Estado Totalitário que estão a construir, os Totalitários do PCP e BE agradecem.
Em França o extremista do centro Hollande está a desbravar muito caminho para os nacional socialistas da Le Pen.
Há largos anos atrás, num documentário sobre a Colombia, ainda em declarada guerra civil, era relatado, pelos próprios, como declaração. Os movimentos rebeldes de direita (chamados paramilitares) lutavam contra o Estado por este ser fraco e incapaz, no caso, sobretudo, incapaz de prover a segurança e aplicar a lei penal na Colombia. Do lado dos rebeldes de esquerda (principalmente as FARC), lutavam contra o Estado por este ser fraco e incapaz, no caso, sobretudo, incapaz de assegurar a justiça social e o Estado Social que a constituição previa.
Inevitavelmente enfraqueciam o Estado que pretendiam forte.
O Mundo tem o seu Estado tal como o tráfego automóvel tem o seu.
Bicicletas, motas, carros, autocarros, camiões, etc. são estados autónomos que circulam regulados por regras.
Na estrada, terrorismo é óleo no chão e Guerra é alguém em contramão.
Obrigado obrigado!
Não precisa de agradecer, T. Continue a comentar sempre que quiser.