Os que estão satisfeitos com as medidas de austeridade


Luís Menezes Leitão,

 

Como não poderia deixar de ser, são naturalmente a Alemanha e a Comissão Europeia que já as aplaudiram entusiasticamente. Os cidadãos portugueses podem suportar todos e quaisquer sacrifícios, que o Governo será absolutamente insensível. Só importa proteger os interesses dos nossos credores. Portugal vai continuar na direcção do abismo, mas o Governo prosseguirá alegremente nesse percurso, estimulado pelas palmadinhas nas costas que vai recebendo dos nossos parceiros europeus.

11 comentários em “Os que estão satisfeitos com as medidas de austeridade”

    1. Alternativas há sempre, designadamente o default e a reestruturação da dívida. Não são para oferecer, que todas elas têm custos. Só lhe digo que mais facilmente cortava o meu braço do que assinava um diploma a retirar direitos aos cidadãos portugueses para beneficiar credores internacionais.

        1. Tínhamos alguém que tinha sabido dizer “não” ao estrangeiro, em defesa da liberdade dos portugueses. Como naquele célebre slogan francês contra o Tratado de Maastricht: “Liberté, je chérie ton non”.

  1. Estamos numa situação de dependência, em clara posição de inferioridade, vamos reevindicar o quê?
    Deveríamos era ter ouvido as muitas vozes que se ergueram desde há 10 anos para cá, no sentido de contermos os nossos gastos. Ainda por cima, a maior parte deles muitíssimo duvidosos no respeitante a benefícios para Portugal. Em contrapartida, manifestamente a favor de interesses particulares.

  2. É estranho tanta gente que só vive com o que produz.
    Tem uma vida de “austeridade” pelos vistos.

    O Estado pedir emprestado 20% do que consome a cada ano é que é vida não austera.

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