
Como não poderia deixar de ser, são naturalmente a Alemanha e a Comissão Europeia que já as aplaudiram entusiasticamente. Os cidadãos portugueses podem suportar todos e quaisquer sacrifícios, que o Governo será absolutamente insensível. Só importa proteger os interesses dos nossos credores. Portugal vai continuar na direcção do abismo, mas o Governo prosseguirá alegremente nesse percurso, estimulado pelas palmadinhas nas costas que vai recebendo dos nossos parceiros europeus.

Sieg Heil, Frau Merkel!
e os nossos Banqueiros!!
Sabendo isto, hoje já vou dormir muito mais descansado…
Diga lá então, caro Leitão, que alternativas tem para nos oferecer…
Somos todos ouvidos.
Alternativas há sempre, designadamente o default e a reestruturação da dívida. Não são para oferecer, que todas elas têm custos. Só lhe digo que mais facilmente cortava o meu braço do que assinava um diploma a retirar direitos aos cidadãos portugueses para beneficiar credores internacionais.
Então, e depois? Além de mais um maneta, tínhamos o quê?
Tínhamos alguém que tinha sabido dizer “não” ao estrangeiro, em defesa da liberdade dos portugueses. Como naquele célebre slogan francês contra o Tratado de Maastricht: “Liberté, je chérie ton non”.
Credores? Financiadores parece-me mais apropriado…
Os financiadores são credores, que eu saiba. Devedores não são.
Estamos numa situação de dependência, em clara posição de inferioridade, vamos reevindicar o quê?
Deveríamos era ter ouvido as muitas vozes que se ergueram desde há 10 anos para cá, no sentido de contermos os nossos gastos. Ainda por cima, a maior parte deles muitíssimo duvidosos no respeitante a benefícios para Portugal. Em contrapartida, manifestamente a favor de interesses particulares.
É estranho tanta gente que só vive com o que produz.
Tem uma vida de “austeridade” pelos vistos.
O Estado pedir emprestado 20% do que consome a cada ano é que é vida não austera.