28 de Fevereiro, SIC Notícias:
«Aqui o que vemos é uma disputa entre a Rússia e os Estados Unidos.»
«Onde é que andam os americanos? Onde é que andam?»
«O que assistimos aqui é o senhor Putin a explicar, na prática, uma mudança no conceito de emprego de armas nucleares.»
«Os russos têm a percepção que o Ocidente está em guerra com eles há muitos anos.»
«Não devia ser a Europa a estar a mediar este conflito e não a lançar gasolina?»
«Se houver uma guerra entre a NATO e a Rússia, a Rússia perde. É isto que os russos entendem. A única forma de permitir que não haja uma guerra é pará-la no imediato. E pará-la no imediato é usar bombas nucleares. Armas nucleares tácticas.»
«É para fazer o efeito que os russos chamam “desescalada” – isto é, parar imediatamente.»
«Não são armas nucleares que destroem uma cidade. Não destroem um prédio, como um míssil Tomahawk.»
«Se houver uma guerra nuclear não é nos Estados Unidos, é na Europa.»
«Quem decide a política externa da Europa não são os europeus. Os europeus não decidem nada.»
«As operações militares [russas] estão no terreno no sentido da definição de objectivos políticos. O principal objectivo político russo é a neutralidade da Ucrânia.»
«[Putin] vai conseguir.»
«[Na Ucrânia] há armas a ser entregues a bandidos.»
«Aqui não há bons, há interesses.»
«É preciso vermos estas questões com racionalidade. Porque há muita emoção no processo, há muito ruído.»
«Se a Ucrânia é importante, porque é que não vamos para lá combater?»
«No terreno o que temos é as forças ucranianas a transitar para uma situação irregular e as forças russas numa campanha convencional.»
«Está [a resultar, a invasão russa]. Onde anda a NATO? O senhor Stoltenberg [secretário-geral da NATO] amanhã devia entrar como governador do Banco da Noruega. Já tem emprego. Vai em Novembro, segundo a comunicação.»
«O senhor Borrell [responsável da UE para os Negócios Estrangeiros e a Defesa] até é engenheiro aeronáutico… Quem é que aconselha esta gente?»
«O senhor Putin é um jogador de xadrez. E os dois cidadãos que estão ao lado dele, o senhor Valeri Gerassimov, conhecem-no há muitos anos. E lá não é como cá, não é como cá. O senhor Shoigu, o ministro da Defesa, é um homem de barba rija. Foram eles que desenvolveram o modelo das guerras que temos hoje, que é a guerra híbrida.»
«Estou convencido que o senhor Zelenski já não está lá [em Kiev]. Senão a gente via-o na rua. Já não está lá. Está certamente em Lviv, está certamente em Lviv. É normal, ainda bem, demonstra que é um indivíduo inteligente.»

Só gostava de perceber porque é aquando do covid (área medica – atenção que ainda vamos penar mais è frente), especialistas em matemática, biologia e outros paladinos do fim do mundo, foram ouvidos como gurus, e agora num cenário de guerra, militares de carreira são desclassificados.
Há uma diferença abissal entre um especialista e um charlatão.
Apesar dessa diferença abissal, confesso que ainda não percebi qual deles é Graça Freitas.
O que tem o Sr. contra os militares e porque não fala do jornalismo e de inúmeros jornalistas tirando uma ou outra exceção a fazer comentários sobre a guerra de uma mediocridade atroz. Se o seu conceito de imparcialidade é defender a sua classe então está tudo dito sobre si.
Ricardo Fernandes
«Exceção»?
Ignoro o significado dessa palavra.
Este “major” é impagável.
Foi contratado pelos gato fedorento?!
Gato não sei, Fedorento, sim.
Boa noite, Pedro Correia
O sr. Major General faz uma análise dos acontecimentos, talvez diferente da de muitos outros analistas.
É isso que faz dele papagaio de Putin?
E os outros analistas são papagaios de quem?
Zé Onofre
Espanta-me que papagaios de Putin se sintam ofendidos com a expressão papagaios de Putin.
Boa noite, Pedro Correia
Perguntei se ter uma opinião diferente da politicamente correcta é ser papagaio de alguém, de quem os politicamente correctos não gostam.
Não me senti ofendido, nem elogiado.
Perguntei de quem é papagaio, por exemplo Nuno Rogeiro, se não é papagaio de Putin.
Quanto a mim, a minha opinião é clara como a água.
1º – Nenhum, mesmo nenhum dos pequenos S. Marino, Liechtenstein, Andorra, aos grandes potentados bélicos USAN, China e Rússia , passando por todos os outros. Qualquer interferência nos assuntos internos de um outro estado é violar os direitos dos Estados intervencionados.
2º – Se algum Povo se sente aprisionado pelo seu próprio Governo cabe a esse Povo lutar para que esse Governo caia sem ajudas externas sejam elas de formar grupos de “contras”, armar grupos oposicionistas ou fazer bloqueios comerciais e «obrigar» os Estados Amigos a seguirem-no para, também eles, não sofrerem sanções.
3º – Quem luta contra os atropelos belicistas, seja de que Estado for, deve começar pela raiz de todos os males. a) Os governos devem tornarem-se independentes da “Indústria de Fazer Mortos” – complexos militares industriais. b) Os governos de todos os Estados, mas mesmo todos devem acabar com a produção de armas e munições – da mais pequena bala ao mais moderno míssil carregado com as mais mortíferas munições. c) Cada Estado deve reconhecer que os seus interesses não são superiores aos dos outros e que os seus interesses específicos se defendem dentro das suas fronteiras e não num Estado Vizinho, ou num Estado situado do outro lado do Grande Oceano.
Não sou papagaio da Federação Russa e de quem a apoia.
Não sou papagaio dos EUAN e da OTAN.
Não sou papagaio da China.
Penso pela minha cabeça.
Podem gostar ou não das minhas opiniões, mas são tão dignas de respeito como qualquer outra.
E eu, embora pense diferente, tenho direito ao respeito de quem me lê e de quem me responde.
Zé Onofre
Fez um comentário enorme a definir-se pela negativa.
Faltou definir-se pela positiva.
Pode tentar novamente, de preferência gastando menos palavras.
Não sei se é um papagaio de Putin, expressão que parece desagradar a alguns comentadores aqui do blog. Mas é, com toda a certeza, um miserável.
Curiosamente, a expressão papagaio de Putin parece desagradar a papagaios de Putin.
O militar tenta elucidar os portugueses ao contrário do jpt que prefere que os portugueses não saibam o que se está a passar a boa maneira de Xi Jinping.
Chamar miserável a um militar só por ser comentador???
Que violência vindo da mais que provável grupeta do pé chato que nem sabe de certeza o que é jurar bandeira.
Rita Santos
Como fica evidenciado, o Armando Marques Guedes tem razao. Pena que a comunicacao social nao tenha dado o devido relevo.
Isto são Costas que nunca mais acaba.
O Sr. Maj. General deveria consultar os seus colegas generais do USA sobre esta matéria; como ele diz, neste caso bem, quem risca , quem joga as peças, são os americanos. Os russos sabem bem até onde poderão ir e o tempo joga contra Putin.
O Gen. Costa perdeu uma oportunidade para falar sobre o mau desempenho da Infataria Russa, a levar porrada dos ucrânianos, como já tinha acontecido no Afaganistão. Destroem tudo mas não entram, ficam à periferia.
Este cavalheiro andava mais preocupado em «revelar» aos portugueses, a 28 de Fevereiro, que o Presidente Zelenski já havia fugido de Kiev. Enquanto tecia loas ao «senhor Putin» e ao ministro da Defesa russo («de barba rija», ao contrário da nova ministra portuguesa da mesma pasta) e ao CEMGFA russo, entretanto desaparecidos, eles sim.
É preciso vermos estas questões com racionalidade. Porque há muita emoção no processo, há muito ruído.
Silêncio, só no bunker de Moscovo. 022/mar/23/putin-adviser-anatoly-chubais-q uits-leaves-russia-invasion-ukraine pe/russia-sergei-shoigu-health-intl/inde x.html
Com os primeiros ratos a abandonarem o bote.
https://www.theguardian.com/world/2
https://edition.cnn.com/2022/03/24/euro
Não sei qual é a vantagem de convocar generais para falar sobre esta guerra quando eles de facto sabem tão pouco daquilo que se passa no terreno como qualquer outra pessoa cá, ou seja, muito pouco.
De um militar de alta patente, um presumível especialista na matéria, eu esperava comentários à SITUAÇÃO MILITAR…
Mesmo desconhecendo o que efetivamente se passa no terreno, um suposto entendido em estratégia e tática militares, poderia (mesmo que a partir da escassa e generalista informação existente) ajudar-nos a entender porque é que o conflito está a desenrolar-se desta forma.
Recordo que há um mês atrás, face à disparidade de forças, á enormidade do poderio militar da Federação Russa, e á suposta fragilidade das forças ucranianas, quase todos esperávamos uma derrocada rápida das defesas do país invadido. Muitos consideraram que resistir à invasão era suicídio. E que uma Ucrânia “de joelhos” face ao agressor era o desejável, para evitar a destruição do país.
O Senhor General Costa enquanto perito militar poderia ajudar o público a compreender os erros táticos cometidos pelos russos versus opções bem feitas pela hierarquia ucraniana para potenciar a geografia do seu país; as falhas nas cadeias de abastecimento russas versus optimização ucraniana do material disponível; as falhas de comunicação russas e os consequentes erros na transmissão atempada nas ordens de comando versus eficácia dos sistemas “atrasados” e comparativamente “rudimentares” dos meios de comunicação militar ucranianos…
O Senhor General Costa poderia enquanto perito militar, referir a relevância que, nos “campos de batalha” (neste conflito, ainda não houve “batalhas campais”…) assume o tão diferente Moral das tropas: os russos fragilizados pela descrença nos seus líderes, e pela falta de convicção na legitimidade da agressão – face a ucranianos fortissimamente motivados pela razão patriótica que lhes assiste, e amparados pelos apoios expressos pelas nações politicamente relevantes.
Mas o Senhor General Costa opta por escamotear tudo isto, para tecer considerações “politiqueiras” sobre a capacidade de decisão europeia e as opções estratégicas da NATO. à mistura com juízos de valor sobre a liderança do Presidente ucraniano.
O Senhor General Costa chega ao ponto de insinuar que os Russos estão “bem” porque tentam evoluir no terreno recorrendo a “guerra convencional” (contradizendo-se, porque elogia os russos suportamente autores da nova “guerra híbrida”). Enquanto sugere que os ucranianos serão “bandidos” porque começama a derivar para uma “situação irregular”!!
Pergunto-me se atacar deliberadamente hospitais e bairros residenciais é “guerra convencional”.
E se recorrer a táticas eventuais de guerrilha urbana para defender as cidades estratégicas do invasor/agressor será banditismo….
É por tudo isto que (como já escrevi ao comentar outro postal aqui do blog) as intervenções do Senhor General me sabiam a pouco… Agora, pior: azedam-me a boca; fazem-me náusea; causam-me enjôo!!!
Mas para julgar sobre a competência militar do Senhor General, quem sou eu? Não tenho barba rija!!
De um militar de alta patente, um presumível especialista na matéria, eu esperava comentários à SITUAÇÃO MILITAR…
Exatamente. Só que, sobre a situação militar (e outras) sabe-se de facto muito pouco. Como pode uma pessoa, mesmo sendo especialista, comentar sobre algo que desconhece?
Numa guerra a verdade é sempre a primeira vítima. Todas as informações que nos chegam daqueles sítios são suspeitas de terem sido manipuladas.
Eu vivia na Alemanha durante a primeira Guerra do Golfo (1991). Ouvia diariamente as notícias na rádio alemã da zona (WDR). Eles diziam, em cada noticiário, uma frase estandardizada: “Sobre a guerra em curso no Iraque nada temos a noticiar, uma vez que todas as informações que temos sobre ela provêem de fontes não verificáveis”, ou coisa similar. Ou seja, davam informação ZERO. Que é o que verdadeiros jornalistas devem fazer em situações destas.
Como de costume o comentador “Balio” racionaliza um pormenor e ignora o todo e o óbvio.
Salvo erro meu de somenos, na primeira semana de guerra os russos avançaram 650 km sobre Kiev. Na última, de quatro colunas, duas avançaram de 5 a 10km, uma esteve parada e a outra recuou e teve de abandonar duas localidades, Irpin e outra que já tinha conquistado.
Hoje há já a certeza que não serão capazes de ocupar Kiev, ficando mesmo a dúvida de que consigam conquistar as ruínas de Kiev.
O que dirá este sagaz major-general da nova titular da pasta da Defesa, que manifestamente não tem «barba rija»? 2/03/23/helena-carreiras-nova-ministra-d a-defesa-e-academica-especializada-em-so ciologia-militar/277590/
https://rr.sapo.pt/noticia/politica/202
A dominante é querer estar do lado de quem pode ganhar!
E os russos têm armas que podem levá-los à vitória, por massacre dos ucranianos.
Aí fundam a sua ‘visão’…
O que mais me irrita é que todos estes palhaços falam ‘como eu justifico e justificarei o que quer que o Putin faça’.
Quanto a ‘como se justifica o Putin?’, quase nada dizem.
Quanto a qual o perigo que a Ucrânia ou a NATO significam para a Rússia nada dizem.
Quanto a quais os interesses dos russos que a invasão protege nada dizem.
Falam em blocos opostos quando nada os separa que não quanto à democraticidade na formação e aplicação das leis, e dão isso como legítimo interesse existencial de corruptos e tiranos.
“O que mais me irrita” é ter de pagar a reforma (e é grande) a um crápula destes. Aliás, a uma carrada deles.
informem este Ali, o cómico, que o PR da Ucrânia está a comprar bilhete para o jogo Portugal-Turquia e tem um cá-xe-col do SLB
e os papagaios do zelinsky? é que ainda são em maior número , também deveriam ser documentados , para ser um estudo isento…
Temos aqui uma acólita de Putin que vocifera raios e coriscos contra Zelinskj e jubila com regozijo a armada russa.
Chamar lacaios de Putin a quem não concorda inteiramente com uma ideia feita e andar a contar quantos insultos a Putin há numa afirmação para ver se essa afirmação é verdadeira, parece-me um processo muito putinesco de encarar a opnião alheia. Que vem a seguir?
Pedir a prisão de quem não concorda? Por uma bandeira da Rússia no chão e exigir que seja pisada?
Assustam-me as pessoas que pensam que o que está errado em Putin é só o lado em que ele está, quanto às suas ações são justificáveis se forem feitas pelos bons.
^ Resposta típica dos partidários de mudar as regras quando lhes convém
Não perco tempo a ver esta tropa.
Mas a avaliar pelas citações parece-me caso para perguntar: o sujeito será militar ou militante?
Eu consegui conter o vómito enquanto transcrevia estes dislates.
Com certeza, estes comentadores militares são uns papagaios do Putin.
O correcto, natomente correcto, seria estes comentadores desatarem a comentários tipo:
O filho da Putine está a levar porrada em toda a parte, bem feita para não ser invasor.
Os militares do filho da Putine estão a morrer que nem tordos, bem feita o melhor é desertarem
O filho da Putine está a lançar mísseis contra hospitais, escolas e prédios civis e nem uma bomba acertam nos alvos dos valorosos ucranianos.
Os filhos da Putine são os grandes filhos da puta.
Isto sim, seria um comentário digno de um militar de um país membro da nato.
Há os papagaios do Putin e há os papagaios dos papagaios do Putin.
Você habilita-se a integrar o segundo lote.
Decidi-me a ouvir o general; presume-se tratar-se de uma análise sobre estratégia:
1 – O russos sentem-se em guerra com a Nato.
Porquê, qual a ameaça, quais os objectivos para os quais a NATO é obstáculo? Nada. Trata-se de um sentimento estratégico? Não interessa, é assim e basta.
2 – O grande objectivo da Rússia é a neutralidade da Ucrânia; mais adiante verifica-se que tomar-lhe território é o objectivo obtendo-se essa neutralidade pela irrelevância.
3 – A Europa não conta para nada.
Fica por dizer que contou para dar poder à economia russa, contra o parecer dos USA; seguramente contará para llho reduzir, com o apoio dos USA.
4 – A Europa como mediadora.
Para viabilizar o programa descrito em 2?
Sem armamento para a Ucrânia nem sanções para a Rússia?
Um só rumo: cortina de ferro para a ditadura pós soviética, por iniciativa do Ocidente.
Resumindo e abreviando: não diz coisa com coisa.
Por falar em papagaios, acabei de ver o porta-voz da NATO a dizer que esta reagirá se algum país da aliança for atacado; e que se tem que estar preparado para o caso de, em caso de ataque com armas químicas, estas atingirem algum dos ditos países… Confesso que tudo isto me espanta bastante. O que pretenderá aquele amigo, construir ventoinhas gigantes que empurrem os fumos de volta para a Ucrânia?
Como se sentirão os ucranianos, que estão a ser exterminados e o seu país destruído, ao ouvirem que “se fossem da NATO”, como os seus vizinhos do lado, tais barbáries teriam resposta à altura? Não serão eles seres humanos como os da NATO? E não esteve já a NATO em tantos sítios que de ‘aliados’ nada tinham?
Pois que o diabo não me ouça, e que estes homens sábios não cometam o mesmo erro com os ucranianos que cometeram com os russos, e tomem por certezas o que são apenas suposições: eles são lá capazes… de usar armas nucleares! eles são lá capazes… de atingir com um míssil com um ‘Z’ pintado Varsóvia, para ver se a NATO se mexe para defender o aliado e a Ucrânia aproveita a boleia…
A NATO devia era admitir que este imbróglio não pode ter solução militar, atendendo à facilidade com que a Rússia encara a possibilidade de usar as armas que todos ‘supunham’ que nunca seriam usadas. Resta transformar a Rússia em pária o mais depressa possível, começando por expulsar todos os diplomatas deles e chamar os nossos, encerrando-lhes as representações e negando-lhes direitos diplomáticos. Depois, estrangular a Rússia economicamente, sendo que a Alemanha tem que passar frio ou, sei lá, queimar o gasóleo marado que mete nos VW batoteiros, sem pagar indemnizações a quem os comprou.
Porque todos temos que nos aguentar às consequências – e não é já isso o que está a acontecer? Feito isso, é esperar que o povo russo, enjoado de comer gás natural, se mexa – ou nos ataque a todos, com as tais armas nucleares, mas também não é já nessa ameaça que vivemos?
Hitler tentou o mesmo (amedrontar os ingleses) com o bombardeio aéreo que arrasou parcelas de cidades e destruiu Coventry, por exemplo. Depois, aumentou a escala com as famigeradas V1 e V2.
Churchill respondeu com três palavras que levantaram como nunca o moral britânico: “Nunca nos renderemos.”
Também se combate assim. Daí a motivação duma força invasora ser infinitamente menor do que a dum povo que defende a sua terra e os seus haveres.
Tivessem os franceses agido como os ucranianos se comportam agora e a invasão nazi de 1940 não teria sido o passeio a Paris que foi.
O Petain de Putin, resguardado em Moscovo, terá de aguardar bastante antes de tomar posse. Talvez nunca chegue a Kiev.
Pessoas-cassete. Repetem uma cartilha que leram lá para 1980 ou assim e como a maioria dos ‘antigos’, já não são capazes de evoluir. Deprimente. Só falta dizerem que admiram Putin pela sua capacidade de se esconder cobardemente a 40 metros de distância de toda a gente, de mandar prender e ‘suicidar’ todos os que o criticam e de roubar o Estado para ter 4 ou 5 palácios e 3 iates de luxo.
Beatriz, é preciso ter estômago de betão para ouvir estas bacoradas de oficiais-generais portugueses que nos dias imediatos ao Dia da Infâmia (24 de Fevereiro, faz hoje um mês) saltaram para as pantalhas em defesa declarada do putativo génio estratégico do déspota russo.
É o caso deste. Passados 24 dias, é ainda mais evidente que toda esta lógica discursiva tinha pés de barro. Para dizer o mínimo.
Outros virão, já que iniciei a série. Mas faço-o de nariz tapado, confesso.
Um General, verdadeiro especialista militar (competente ou não, não sei), é qualificado pelo autor do post de “papagaio de Putin”. Argumentos, nem vê-los. Apenas a transcrição de opiniões do General diferentes, e antagónicas, das suas. Revelador da tolerância para com as opiniões alheias. Se foi jornalista, é significativo.
Ouvi o General Costa umas duas ou três vezes, em curtas intervenções, a última das quais na central de propaganda CNN-Portugal, na noite em que os russos atingiram com um míssil o que era dito ser um Centro Comercial. Recordo que contra o que dizia a dita estação de TV, mostrava-se céptico quanto a tratar-se apenas de um Centro Comercial, porque (elementar) os russos não iriam gastar um míssil apenas contra um tal alvo. E reforçava: amanhã saberemos se não será mais do que um Centro Comercial, amanhã saberemos. E soubemos: era local de abastecimento de munições para lança foguetes móveis.
Sobre os argumentos dos comentadores é melhor nem falar, porque desde ao insulto soez. Que miséria!
Entrei no seu blogue e saí um segundo depois.
Tinha um cheiro nauseabundo. Cheiro a Putin.
Só cheiro a Putin? Demore um pouco mais e verá que sou outro “putinista”. Se o incomodar tanto, tape o nariz. Mas leia!
Para ler propaganda russa mais valia ler os despachos da agência TASS.
Admiro a sua velocidade de leitura e de raciocínio. Fiquei esclarecido. Desculpe tê-lo incomodado e aos seus acólitos.
No oceano, no mar, num rio numa imensidão de verde há sempre uma insignificante pilha de detritos vermelhos que insiste que todas as corrente correm ao contrário e que as águas se despenham dos vértices dos quadrados do fim do mundo no negro do infinito. Nem vale a pena Pedro. Asco é a melhor palavra.
Detritos vermelhos é o melhor que já ouvi, até o Ambrósio vai dar uma volta
Partilho um texto do soldado ucraniano,Руслан К., do dia 10 março:
“Contra o pano de fundo de ataques aéreos brutais, ataques de bombas de foguetes contra civis, o terceiro dia de reagrupamento das tropas inimigas está a caminho. Grupos de batalhões exaustos e quebrados, o adversário está tentando rodar a Guarda Russa…
Lixo russo a bater nas cabeças dos estudantes está a ser transferido para a Ucrânia. Eles não têm experiência de combate, eles não sabem como lutar… O trabalho deles é fortificar-se nos assentamentos ocupados e eliminar a parte ativa dos cidadãos, basicamente o que lhes ensinaram.
Se fizer uma avaliação de perito militar, há um claro fracasso da primeira fase das ações ofensivas da Rússia, com enormes perdas irreversíveis e sanitárias!
E isto apesar do facto de não haver um amplo leque de ocupação de territórios. Controle de algumas estradas, assentamentos, precisamente, mas não mais. Eles simplesmente não têm pessoas suficientes para segurar os territórios…
Dado o estado atual das coisas, a Rússia tem três maneiras:
1) Atire nova carne da nova mobilização e tente alojar-se no moedor de carne por divisões para apreender Kiev ou Kharkov ou Odessa (se vierem)
2) Entre em uma guerra prolongada para de alguma forma salvar sua “cara”
3) Vire-se e saia da Ucrânia (parece não real, mas possível. Eles vão concordar sobre o processo de negociação).
Até agora é só a agonia do exército russo em forma de ataques de foguetes e bombardeio convulsivo de cidades pacíficas…
E ainda assim… Em toda essa situação, é improvável que o instablogger de quadros envie sua elite para fortalecer os grupos de impacto, treinado durante anos para proteger sua majestade sultão… não importa quão burro ele é, mas ele entende que perdeu a sua elite de vinte mil, a FSB vai liquida-lo no dia seguinte. Ele é tão covarde!
Guerra intra-elite começa na Rússia, e também será muito devastadora. A julgar pelo que Satanás em chefe diz que as térmitas não estão em guerra na Ucrânia, e o Ministério da Defesa russo diz que estão em guerra…
O Ocidente irá provavelmente dar-nos sistemas de defesa aérea com os quais usaremos para fechar os nossos próprios céus.
As Forças Armadas da Ucrânia em termos de profissionalismo, ficam um milhão de passos acima do exército russo, onde não há nem motivação, nem espírito, nem habilidades táticas, nem planeamento de combate. Famosos propagandistas russos, em seus programas começaram a reconhecer a superioridade, habilidades e profissionalismo das Forças Armadas, aparentemente os números de perdas do “segundo exército” são tão terríveis que vale a tarefa dos propagandista t o prepare uma desculpa para todos os fracassos!
Todo o cálculo do Kremlin agora é semear pânico e horror entre os civis da Ucrânia! Por esta cidade, eles bombardeiam, bloqueiam, lavam da face da terra…
No entanto, o Kremlin, liderado por Putin, está a calcular como calcularam a sua captura da Ucrânia em dois dias!
Bombardear casas de maternidade, bombardear casas, pessoas, matar nossas crianças – não traz pânico, traz raiva. A fúria do povo ucraniano é a arma que o Kremlin esqueceu a partir dos anos sessenta do século passado!
Vamos esmagar o exército inimigo e limpar a nossa terra, isto já é lícito!!!”
A única coisa que você quer esperar é que a nação ucraniana se renove, tire as conclusões certas!
Só espero que nenhuma guerra chegue cá a estes lados. Com oficiais destes estaríamos bem arranjados.